someone lyke you

quinta-feira, 5 de março de 2015

Sapato apertado


Pense em sentimentos pequenos. Só por um instante. Pense naqueles que vira e mexe esbarram com você. Eles  na verdade não esbarram em você. São parte de você. Isso significa  que você se encaixa  perfeitamente num molde pequeno e por conseguinte desconfortável. Dizem que as pessoas mais sensíveis sentem mais dramaticamente   as mudanças no ambiente a sua volta. Isso quer dizer que seja  um grito ou  uma palavra de carinho, coisas boas ou   ruins vibram mais estridentes do que para aquelas que não são. E isto tende a faze-las se comprimirem num molde pequeno demais. Mas eu não quero comprimir alguém que gosto num molde apertado e  desconfortável. E aposto que você também não.   É  antagônico amar alguém e  colocar um cabresto nela inibindo sua individualidade.  Sentimentos pequenos, moldes pequenos, infelicidade, inquietações, angustia  e toda sorte  de coisas ruins.  Resultado? Solidão. Como mudar o que te comprime?  O que fazer quando um sapato  é apertado demais?
 Aquilo que não serve joga-se fora. Mas porque é tão difícil  livrar-se de coisas ruins intimamente arraigadas a  conduta? Porque  livrar-se de coisas ruins é um processo de conscientização  e trabalho árduo. Imagine uma cirurgia  delicada. O processo de recuperação é exigente. Requer  abandono de  regalias, exige repouso, cuidados zelosos com medicação, higiene  dentre outras  coisas. Restrições que possibilitam boa recuperação.  Cuidados idênticos são necessários  após você descobrir  que esta sofrendo  de um comportamento ruim. É como fazer  uma cirurgia para extirpar um mal. Isso quer dizer processo lento e que demanda cuidados. Só que os remédios não são compostos químicos e sim emocionais,  como a empatia por exemplo, que é um ótimo remédio para quando nosso comportamento causa dor em alguém. Nossas atitudes reprovadoras sempre tem um que de alerta. Uma advertência que diz que   precisamos mudar.  Eu não quero  sentimentos  pequenos impulsionando minha vida. Me fazendo pequeno e privando as pessoas que amo de sua liberdade  que ao meu ver é a coisa mais almejada por todos aqueles que procuram a paz.

A flor da pele



A FLOR DA PELE
Aflorada buscando
Satisfação
Coração  procurando coração

A flor da pele
Querendo encontrar
O que?
Lasciva, luxúria, amor?
Seja lá o que for
Motivos para continuar


O coração é incógnita
Vive em órbita
Dando voltas
No própria orbita
Dando voltas.

Coração quando é terra seca
O que plantar nasce ilusão
E a flor desta empreita
Chama-se decepção

A Flor da pele
Aflorada buscando
A solução para meus desenganos?
Inebriando, queimando,  dissecando
Veneno que o coração expele






terça-feira, 3 de março de 2015

O sentido das palavras



Modulação conotação,  jeito, contexto, intimidade, ambiguidade, estado de espírito e etc.
Palavras que mudam totalmente o sentido de uma situação. Você é besta, por exemplo, pode ser encarado de muitas maneiras e estas dependerão da forma aplicada e como falada dentro de um contexto. Se analisarmos a palavra a luz de um dicionário teremos um sentido ofensivo, mas figurativamente  levando-se em consideração o clima em que é dito, por quem é dito e como é dito, trata-se de uma expressão afável.   Para quem fala como para quem ouve não há dolo. Ambos entendem em qual  significado usam. Alias, quando dito entre pessoas que se gostam é encarada como  uma expressão carinhosa. Indica que estão em harmoniosa sincronia.  Ela diz e,   você gosta:  Seu besta! Neste caso é  como um elogio que envaidece.  Claro que se disser para uma criança:  você é um burro! É pura falta de sabedoria. Ele pode realmente achar que é. E isso a influenciará negativamente.  A reincidência na ofensa causará graves transtornos na sua  autoestima.   Não estou dizendo que ela literalmente vai  comer capim,  mas  certamente,  não passará sem causar danos.  Daí, existirem adultos que não suportam a comparação com o animal. 
Você é egoísta. Pode estar revelando uma falha evidente de sua personalidade, mas, se você está brincando com uma pessoa que gosta muito   é diferente.   A frase ganha performance de humor. Nada comparado a uma circunstância que envolva coisas sentimentais mais sutis.  Certo é que o  sentido das palavras nem sempre querem dizer o que realmente são. A palavra bunda mole pode ser constatação de um fato,  uma falha de personalidade  ou,  apenas uma brincadeira. Por isso a necessidade do seu contexto. Claro que se você for uma pessoa melindrosa  pode acabar confundindo tudo. Daí a necessidade de você saber com quem fala e  o que fala pra não gerar um estresse desnecessário. Nossa mente cria lacunas que precisam de coerência para aceitar certas brincadeiras, certas palavras e certos atrevimentos. Importante, nem tudo que pensamos ou gostaríamos de dizer deve ser dito. Principalmente quando na presença de outros.  Não há nada mais constrangedor de que um amigo chamá-lo por um  apelido de criança mostrando sua intimidade num ambiente de trabalho. Principalmente quando  o apelido diz algo sobre seu passado que você faz questão de esquecer.  Você namora  e costuma usar certas  palavra para derivar os atrativos do seu parceiro, você certamente não vai publicar isto no seu face, tampouco vai chamar seu chefe por um apelido   no ambiente de trabalho ainda que tenha intimidade para isso em  outros âmbitos. Isso chama-se bom senso. Sim,  sei que  muita gente não tem. Mas,  certas cosias são tão óbvias que ate quem não tem senso não faria. Ah, existem aquelas situações dúbias que é melhor você engolir o  assanho de proferir. Para uma  mulher que  faz tempo que não vê e que esta ligeiramente acima do peso, você não deve perguntar para quando é o bebe. O sentido das palavras embora  muito variados, revela que  tem certas coisas que é melhor não fugir muito do que realmente é. Obesidade e bebê  certamente é uma conexão  que se enquadraria no que se pode chamar: mega fora,  além de muito vexatória você vai  acabar com seu dia e da pessoa  que você engravidou por não conseguir manter a língua sossegada. 



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

mentiras



Vai uma mentirinha ai.? Acredite: você é capaz. É, isso mesmo,   somos mentirosos. Mentimos por conveniência, mentimos para nos safar, mentirmos para impressionar, mentimos para engodar, mentimos até para nós mesmos!  Umas são bem inocentes. Outras nem tanto.  Outras já,  são de matar. E matam mesmo. Verdade que sua definição livre é o oposto da verdade. E elas nos acompanham desde a tenra idade. Algumas coisas desencadeiam o processo.  O medo é um deles.  Obter uma vantagem ilícita é outra. Se cometeu algum deslize contou uma vantagem, ou obteve algum benefício por conta de uma mentira,  opa, porque não?  Em determinado momento você está sendo pressionado por um erro, e  foi  salvo por dizer uma  mentira.  Sempre foi tímido, mas a mentira o fez um cara admirado.  Tudo mentira, mas você se  deu bem,   Enfim você conseguiu sair com aquela guria que acreditou que você era, o cara. Certo que depois que ela descobrir que você é um embusteiro,  lhe  dará  cartão vermelho, mas valeu a pena, a mentira compensou. Sim, há motivos mil para mentirmos e  mesmo quando não há motivo algum ainda assim pode-se usar o artifício da mentira para alguma vantagem. Mas, porque mentimos? Eu não sei. E se alguém sabe, certamente não vai consertar o mundo não. Criamos até uma história bonita, para ensinarmos nosso filhos que mentir é feio,  mas vira e mexe mentimos para eles. E talvez quando eles contam suas mentiras  tentem esconder seu nariz, porque dissemos que mentir faz  o nariz crescer  e,  quando mentimos e nosso nariz não cresce eles acabam descobrindo que mentimos até para ensinar a não mentir.  Dizem que durante o dia mentimos muitas vezes. Mentirinhas bobas. Mas também  como não mentir?  Se você teve um dia péssimo e aquele cara que você considera gente  boa, lhe  pergunta se está tudo bem, como você vai dizer que seu dia foi uma droga?  A mentira as vezes tem um ar de   não querer ser desagradável. E, como dizer que isto é uma mentira ainda que  deslavada?  Dizem que a omissão também é mentira. Mas quem em sã consciência vai confessar que olhou para  aquela  mulher cujo vestido estava um palmo acima dos joelhos?  Claro que ainda que aja motivos justificáveis para mentira, devemos  cortar o mal pela raiz. Tudo que passamos a banalizar ou não dar a devida importância vira um  hábito incorrigível. A tônica  é que precisamos nos policiar. Maus hábitos são facinhos de serem adotados. Se seu  filho mentiu para você, foi uma mentira cabeluda, você deve tentar entender a causa por traz disso e corrigi-lo.  Se a mentira foi tipo mentirinha, tem que ser corrigido  também. Claro que não vamos criar um bando de anjos  que fazem tudo certinho. O intuito não é este. Mas, fecharmos os olhos para uma ação quando você sabe que é mentira,  é ser conivente, é ser permissivo.  Lógico que uma ação fale mais que mil palavras. Isso implica em você não agir contra o que ensina.
E sobre estas mentiras que são inacreditáveis?  Aquelas que o  o cara mata  a mãe, a mulher para justificar um atraso. Ou, diz ser  rico, diz ser solteiro quando casado para  mais uma conquista?    Aí, não, né? Pensa que você vai envolver outra pessoa em fatos irreais e isso pode causar muitos danos.  E  ainda que a pessoa minta dizendo que te ama,  apenas interessada nos seus bens, que você não tem porque mentiu,  você não deve agir assim, levianamente.  Mentiroso com mentiroso não se bica.
 Dizem que a mentira tem pernas curtas, grande verdade, mas, acredite,   quem mente tem língua  cumprida, e linguarudos costumam perder a credibilidade até mesmo quanto falam a verdade.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

jeitos e trejeitos



Cada pessoa tem um jeito
E com ele seus preceitos
Seu  porte físico
Seu jeito característico
Sua forma de andar
E do mundo enxergar
Cada pessoa tem seu temperamento
E para eles argumentos
Sua maneira de falar
E como criticar
Sabedoria empírica
Sua composição intrínseca
De se defender dos tiros
E seus diversos crivos
Sua forma do mundo ver
E ele entender
Sua agudeza de espírito
E seu  senso critico
Sua eira
E sua forma de enfrentar pirambeiras
Cada ser é um caso
Resolvendo seus acasos
Domesticando sua postura
E o seu jogo de cintura
Minimizando o caos
Quando tudo parece mal
Cada pessoa tem um gosto
Ainda que espelhe  desgosto
Sua forma de socializar
Ainda que arredia
Cada pessoa tem sua leitura do mundo
Ainda que com regras do submundo
Cada pessoa tem sua fundura
Ainda que estapafúrdia
Ainda que aos outros diferente
Almejando exergar à frente
Cada pessoa tem seu jeito
Confinado nos seus trejeitos.







domingo, 15 de fevereiro de 2015

Deslumbre



A paisagem  de fundo é linda..
Mas, esmaecida
Pelo vestido azul que torneia  seu corpo
Feito sob medida para meu engodo
Humilha toda a beleza fulgurante do lugar
Que se  dobram  diante de beleza singular
O vestido colado e sobre ele seus cabelos perfilados
Serpenteando seus seios por um lado e  parte jogados sobre a pose
Geométrica dos seus braços.
Aquelas coxas torneadas, minuciosamente entalhadas.
Que enfeitiçam em deletério. . Já vista  tantas vezes  e continua um  mistério.
Matutei, rasguei o pensado, refiz o que já tinha feito e rasgado,
Arquitetei, derrubei, tantas vezes que já  não sei.
Não me tens ódio, mas não estou entre  Apolos.
Sua apatia é ph.  Estou batendo em sua porta
Estou no limbo, ladrando, querendo e  perdido
Solicitando, mas indeferido.
Peito aberto ladrando em seu portão
E os pensamentos ecoando em vão.

Vidas Perdidas



Há tanto ódio  denegrindo pensamentos
Há tanta tinta espalhada pelo chão
Em cada vida um  que de sofrimento
Em cada sina um que  de ilusão
E sob sombras perfilo  meus tormentos
Em outras vidas que brotam pelo chão
Em outras vidas procuro argumentos
Em outras sinas  alimento a ilusão
Tais quais ondas que  vislumbro   o arrebento
São as vidas que se estendem  pelo chão
E toda ferida procura o ungüento
Toda lamúria ouvidos atentos
Os nós que desfaço são aqueles que criei
E o derradeiro nó é aquele que não imaginei.
Vislumbro   nós  em qualquer direção
Cauterizando o que chamamos emoção
É terrível a constatação:.
A dor é a luxúria do conforto
Excremento do fruto que plantou.