someone lyke you

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

amor incondicional

 

O que é o amor? Pergunte-se. Reflita se ama de fato a pessoa que está do seu lado.  Talvez consideramos que o amor seja  um toma lá da cá.  Você dá e recebe.   E, certamente não  é questionável... Viver com uma pessoa que te puxa para trás, é uma missão complexa. Espera-se que em nome do amor a pessoa compartilhe com você conquistas e seja solidário nas dificuldades.. bom ouvinte, amigo... companheiro. Numa relação pessoal talvez isto dê conta. Mas, o que dizer dos demais? Pessoas que circundam de perto sua vida: colegas de trabalho, pessoas do seu círculo social, vizinhos.  Se mencionada a palavra amor, talvez nem caiba neste círculo de convívio.  Amar meu vizinho, soa um pouco exagerado.  Mal o conheço. E, se porventura ele tem um habito irritante, ou deixa de fazer coisas que julga ser coisas que vizinho faz, pode ser que não o tenha em alta.  Assim, é muito fácil deixar de gostar de alguém que não é solidário... Sugere-se:  Se ele nada faz por você porque faria por ele?  Cabe isso no amor? Para gostar de alguém tem que existir uma troca? Eu não gosto do meu vizinho!  Se,  taxativo assim, você deve ter queixas relevantes para tal.  Inevitável perguntar porque? Você expressaria seus motivos: O cara não pega um remédio quando não estou... O cachorro dele é odiável fica uivando a noite toda.  Sabado quero dormir até mais , mas ele liga a serra elétrica  6h da manhã e fica aquele barulhos infernal o dia inteiro.  Mas, e  o tal do amor incondicional?  Não vira.  Se a palavra amor é definida como incondicional dificilmente amamos alguém além da nossa família.  Então resta a pergunta existe o amor incondicional a terceiros?  Sim, existe. Aonde? Não sei. Mas, é possível que o exercício do amor tendo a incondicionalidade como padrão reaja a altura.  E este exercício permita a abertura ao amor abrangente sem trocas. Mas, não é todo dia que soará como algo desejável.  Pois, os resultados obtidos ficam muito próximo ao que chamam de ingenuidade.

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

O gaiato

 

O  conto do gaiato.

 

Parou o transeunte como se, se conhecessem há anos. O capiau que ouvia a conversa atônito ficou inerte tentando lembrar de onde conhecia aquele personagem que se mostrava tão familiar, mas cuja imagem o abordado não reconhecia.... E fez-se presente, fez-se simpático, fez-se de bom moço, o outro que tinha a memória ruim, mas ele não, lembrava-se perfeitamente do desmemoriado. Após questionário sobre como ia a família, a cidade, os antigos companheiros... o homem sorridente, chegou ao que queria, uma venda bem sucedida que o comprador não sabia qual a finalidade de uso da compra.  Gaiatos, são assim. Fazem você fazer exatamente o que querem . Depois do dolo você se sente um otário que foi enganado tão estupidamente como não deveria ser.

 

 Lembrei-me do maior de todos Pedro Malasarte.... Conta que sem dinheiro costumava ficar a espreita esperando passar um fazendeiro rico e ambicioso  para aplicar-lhe algum golpe... Este no caso logo apareceu distante que ele vislumbrou de longe em tempo para elaborar um plano.  Confabulou como poderia.. E logo veio a luz. Diante dele um cocô de bicho estava ali no chão. Pensou porque não?  Quando percebeu que os olhos do fazendeiro já lhe avistavam de longe,  lançou o chapéu sobre o monte de bosta e ficou como se protegesse a coisa mais valiosa do mundo.  Pouco tempo depois com o fazendeiro que de longe já o avistava naquele posição, fez-se curioso.  E ao passar por ele e ver o homem tão compenetrado na missão de proteger o que estava debaixo do chapéu perguntou.  O que se passa cabra, o que tem aí embaixo do chapéu.. Malasarte mostrou-se temeroso... Parecendo não querer compartilhar com o homem aquilo que guardava.  O homem indignado voltou a lhe perguntar.. Ora, moço, o que tens por ai, não lhe causarei mal algum por me prestar devida informação.   Então Pedro falou. O que trago aqui é um pássaro de grande valor...  Só que estou receioso de compartilhar esta informação e vós querer me roubar o pássaro. Deu uma pausa e atirou. Se confiasse em vossa excelência diria meu plano e em contribuição dividiria o valor da venda... O fazendeiro então falou: desembucha homem. Se tem valores envolvidos prometo ajudá-lo no que for possível.  Falou Malasarte:  O problema é que tenho o pássaro mas não tenho a gaiola.. e confesso tenho medo de tentar pegá-lo com a mão e na ação o bicho escapulir... Ou  ainda apertá-lo a ponto de matá-lo..... Vós, mecê poderia ajudar-me? Este pássaro de grande valor será de valia para nos dois...  O cavaleiro pensou :  que mal tem se em ajudá-lo? Sem contar que ainda por cima terei ganho.  E falou: Fale-me desta loja para que possa trazer-lhe a gaiola recomendada...  Homem, tu conhece a cidade?  Disse-lhe Malasarte. E continuou: Demorará muito para encontrar o que preciso... Deixo-o aqui e tomo montaria no seu cavalo para a compra... Para mostrar minha  credibilidade em vós,  deixo-o aqui guardando nossa preciosidade.  Pensou o homem e ... Resolveu confiar no faroleiro. Viu quando Malasarte sumiu com seu alazão cidade adentro.  E lá ficou o homem ... acocorado protegendo sua nova fonte de renda. ... O sol a pico e a demora do outro fez o homem questionar sua sabedoria diante da questão... Tanto tempo assim, poderia ser que o pássaro já teria sucumbido sem ar.. Não se mexia, não cantava, não dava sinal de vida... E nada do outro aparecer...  Precisava se certificar que o pássaro continuava vivo para valer a pena esperar mais um pouco. Resolveu então levantar o chapéu..e, O céu pareceu mudar de cor com a vertigem que lhe sucedeu. Eu mato aquele fdp. Ficou fulo da vida com o que viu: um tolosso de merda endurecido que nada tinha a ver com um pássaro raro anunciado pelo carraspana....

Lá na cidade o Menino se ria se vangloriando da venda bem sucedida do alazão.

 

Confiança

 

 

Cobra-me confiança

E desconfiado fisgo

A confiança é didática

Como é o senso crítico.

 

Se um mais um são dois.

Se um joga fora é ímpar

Não se deixa pra depois

O que ainda é ferida.

 

Se não for didático.

É preciso ter coerência.

A verdade não é um traço.

Da sua inconsequência.

 

Não se pode dois espaços ocupar.

Ou está aqui ou está acolá.

Não há nenhuma competência.

Burlar esta reverência.

   

Olhe a luz do luar.

Feita para apaixonados.

Mas, para quem no desgosto

Só um astro no seu posto. 

 

A dor pode ser física.

Quando a alma está ferida.

O coração que sente dor.

Sabe que a lógica falhou.

 

Cria-se dor, cria-se tormentos

Dando ouvidos aos lamentos.

O  sol foi-se mais outro dia vem

Assim como a lua também.

 

Faz-se cômico ria da desventura

Aprenda com sua descompostura.

O mal que lhe sobrevém respinga no outro

Tem dia do bem e tem dia do tolo.

 

Cobra-me confiança.

Cobro-lhe compromisso

Dentro desta lambança.

O que é resta é pouquíssimo.

quinta-feira, 28 de julho de 2022

Passos para traição

 Uma conversa boa com um cara agradável e inteligente.

Solidão, sonhos não realizados.

Um barzinho. Ela viu, gostou e desejou e pensou que mal que pode ter um flerte.

Uma festa de aniversario da filha de uma amiga. Lá está ele. Sorriso largo e gentil. Com as mais boas intenções. 

Alguém citou o interesse dele que você nunca tinha observado.

Sua relação tóxica esta desgastante. O que melhor que um amigo ou quem sabe uma conversa com um estranho.

Amigo do trabalho. Um clássico. 

Barzinho com as amigas. 

Vida de casada. Rotina, mesmice.. Até que alguém te nota e faz um elogio que faz tempo não recebe. 

Vizinho pegador.

Conversa despretensiosa com um amigo que esta com problemas no casamento. 

Melhor amiga que não sai da sua casa.

O pastor, tão atencioso  da sua igreja.

O médico de plantão sisudo, mas que sorriu quanto te viu.

O enfermeiro prestativo.

Noitada com as amigas, o porre  e a concepção de que o que vem  depois não se responsabiliza.

O amigo que você chamou para dormir em casa, acreditando que ele era só amigo.

A grande vilã: Redes sociais.

Epapo.uol

ETC

Pense duas vezes ou mais

Ela queria porque queria um cachorrinho. Queria uma raça grande,que fosse manso, companheiro, e dócil. Logo um labrador. A família relutante resistiu o quanto pode. Até que... enfim chegou o mais novo membro da família. Bonitinho, todos diziam. Era amarelo e tinha os olhos verdes. Não era o que ela queria mas, no impasse do compra não compra, o que escolhera já tinha sido vendido. Um pouco frustrada partiu para segunda opção. Acolheu bem o filhote com cara de velhinho: todo enrugado, sonolento e faminto. No decorrer dos dias o assunto da casa. Cada dia uma novidade. Afinal o reizinho governava. Mas, o tempo passa e roupas, fios elétricos, sapatos não resistiam a voracidade de pré adolescentes caninos. Por isto e por outras, o bicho acabou amarrado. Os outros membros da família não aprovaram, mas também não censuraram. Em dias futuros na sua nova conjunção o cachorro continuava voraz, limitado sim, mas ainda arteiro e insaciável por bens moveis ao seu alcance, mastigável ou não. Reprovações vinham, mas alguém mencionou que era coisa da raça. Era sim, mas a raça humana nem sempre sabe lidar com outras. Certo dia notou-se que o bicho mancava. Ao olhar viram que ele se distraía mastigando sua própria pata. Aquilo tava feio. Feio mesmo. Acendeu o alerta da família. Sintoma da tristeza e de estresse. A dona parecia desencantada e pouco feliz como o reizinho. Não tão querido agora. Não queria suas coisas destruídas. Nem ver o quintal todo sujo de coco, muito menos receber os pulos do brutamontes que quase a derrubava. Então começou a parte triste da história. O bicho comendo sua própria pata atraiu um monte de carrapatos. E pra piorar apanhava quando pulava sobre sua dona. Assim preso permaneceu, sem passeios, sem exercícios, num cantinho para não alcançar as roupas no varal. Ela alegava que não dava pra passear com um bicho enorme daquele sem controle e deixar solto nem pensar. O que era amor foi se transformando, transformando... Até o ponto de que o bicho agora era um estorvo indesejado. Então veio a ideia de se desfazer do reizinho. A ideia era levá-lo no calar da noite num lugar longínquo e lá deixa-lo. Com a certeza que logo alguém o pegaria e cuidaria dele bem melhor que ela. Queria um cachorro menor que não desse tanto trabalho, pensou. E assim o fez. Triste história canina. Talvez sentiu-se ultrajado com o desfecho. Abandonar um cachorro assim? Mas, isso também acontece com pessoas. Abandonados quando mais precisam. Talvez seu motivo seja nobre com certeza. E, com este novo pretendente muito diferente do que este, esqueça dos anos áureos, do seu passado feliz. Afinal ninguém vive de passado. Este tornou-se um estorvo para sua felicidade. Empata foda, conforme dizem. Motivo mais que suficiente para a troca. E, assim, o fez. Consciência tranquila e prontinha para um novo, mais agradável companheiro e, dócil.

quinta-feira, 21 de julho de 2022

Ai o amor


 

Quando você conhece alguém e este torna-se especial... Tudo é um mar de rosas. Com o tempo seus defeitos e inseguranças começam aparecer ... e com o tempo outras coisas defeituosas  aparecerão para complicar mais.   Exemplificando vamos falar daquela pessoa que não quer sair mais.  A pessoa gostava tanto de ir a shows, cinema, shopping... Anos de relacionamento e agora criou raízes profundas  no lar... Só quer casa. 

 Já outros não gostam muito de banho...Chegava sempre asseado. Mas ultimamente anda um pouco desleixado.  Ai,ai. 

 Relacionamentos a distância você espera que estes tornem-se reais, não é? Não que a distância não possa  ser  prerrogativa para uma vida em comum. Manter o relacionamento no banho Maria, chove não molha pode criar muitos embaraços e efeitos colaterais assombrosos.    Se você nunca encurta a distância ou não tem a menor pressa para isso, a coisa esgarça.   

    O sexo. No começo o fogo depois foguinho e depois a ver navios. Sei, o que pensou! Não, não é isto, mas qualquer abstinência tem consequências. Não sejamos hipócritas, o homem casa pelo sexo,  já a mulher  não sei.

  Há aqueles  que eram trabalhadores e impressionavam, mas, alguma coisa aconteceu depois de anos de casamento. Ficou meio roliço, meio indisposto, meio sem querer fazer nada. Bom, acontece.   Vida em comum pode tornar-se vida incomum.  Virar um relação comensal.  onde um se aproveita dos restos deixado pelo outro. 

Ah, tem o que  empurra. Anos depois: Amor temos que fazer isto, aquilo, aquilo outro. Depois eu vejo amor. Tudo fica pra depois. Mas, não gosta quando a mulher quer fazer sexo depois.

Muitas brigas pelos caprichos então ele começa culpar o outro por tudo de errado que acontece. Este são os  santos do pau oco. Os coitadinhos. Segundo a mãe destes.

Por ultimo há aqueles que casam  e anos depois querem sair do casamento. Sim, problemas, responsabilidades, obrigações... . Parecia não estarem no contrato.