someone lyke you

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Mundo vasto mundo, como parece pequeno.

 

Estamos numa caminhada às cegas sem saber aonde vamos parar. Como se náufragos estivéssemos abandonados a própria sorte. E aqueles poucos que parecem  sensatos escorraçados e desacreditados como se esta desordem fosse desejada em detrimento  a ordem que almejamos, juntamente com a segurança, bem estar e ... 

Noutra situação parece que muitos estão numa disputa de  cabo de guerra cada um puxando para um lado que lhe favorece ainda que presumindo que    o caos não interessa a ninguém pois   se assemelha ao fim da história  do escorpião e do  pato.  Estamos sem diretriz,  estamos apoplético tratando-se de  pensamentos diferentes dos nossos  ao ponto de sentirmos que estamos lidando com uma orla enfurecida de pessoas  que transformadas em zumbis  por uma vírus desconhecido,  agora querem exterminar tudo que for diferente, chicoteador ou  divergente.  Estamos perplexos pelas pessoas não verem como vemos o rumo que as coisas estão tomando. Sim, as coisas, sugere que várias coisas em várias áreas.

Parece incompreensível tudo que gira em torno deste entorno que se chama democracia. Falamos em não confundir liberdade com libertinagem, falamos em não confundir liberdade de expressão com falar qualquer coisa ofensiva que dá na veneta ou pensada ainda que depois das consequências justificadas como ditas  num impulso. Falamos em não misturar fatos concretos de suposições que agora parecem não fazer a menor diferença pois o tal vírus emburreceu as pessoas e não só isso embruteceu também, que  esquecemos que colhemos o que plantamos.   E que nossas perniciosas escolhas e intolerância,  que nosso agir por pura raiva nos assemelha a animais selvagens lutando pela sobrevivência num mundo que nossa razoabilidade faz toda diferença.

 Estamos atônitos. Nostálgicos com as etiquetas da boa vizinhança que agora escanteadas servem apenas para nos lembrar o quanto eram importantes. Por que ainda tínhamos o cuidado de não ofender nosso semelhante.  Pessoas agora falam abertamente que desejam o fracasso de alguém que luta para diminuir a desigualdade entre as pessoas. Desejam a morte de alguém sem nenhum remorso por este ter um comportamento que difere do comportamento que adotam como sendo superlativo do mesmo jeito que faziam os fariseus que batiam no peito ufano,  com o ser supremo.

 Olhamos a previsão dos nossos tempos e vemos o  ódio por todos os lados, a desinformação falando mais alto que a boa  informação.  Diante de toda desordem estabelecida e as que ainda nos atormentam não é difícil concluir   que alguma coisa está muito errada. Muito mesmo.  Quem sabe uma  força externa e espiritual escamoteando nossa sensatez?  

 

 Talvez estejamos retrocedendo mesmo. Como explica  certa teoria:  querendo voltar ao útero depois de nascidos. Para não precisarmos agirmos com responsabilidade e sempre termos alguém tutelando nossas ações para enfim termos um caminho a seguir sem precisar lidar com tantos conflitos. Conflitos estes,  criados pela nossa própria forma de viver, de consumir, de desmerecer  o próximo, de destruir outras espécies... Como se não houvesse amanhã.  

domingo, 4 de abril de 2021

Raiva: eu, tu, ele.

 

A raiva é um componente da frustração. Esbarramos nela por variados motivos,  os lúgubres,  os sensatos, os duvidosos, os temerários, outros ainda vão depender do ponto de vista  ou ainda do seu estado de espírito. Certo é,  que alguns pensamentos vão além do que gostaríamos  fazendo-nos questionar nossa própria sanidade.

  Somos claramente afetados por situações que são resiliente e perduram por longo tempo aumentando este sentimento já tão desagradável.  Música por exemplo, quem não gosta? Mas quando esta nos é oferecida por terceiros que parecem sem noção por causa do volume e horário, não nos agrada nem um pouco. E esta desproporção vai mexendo com nossos nervos minando nossa razoabilidade... Se com hora marcada então e rotineiramente, nos ressentimos cada vez com mais calor até pensarmos numa forma de advertência ou retaliação. Em excesso pensamos em atitudes macabras como botar fogo na casa do sujeito, torcer para que um raio caia e queime seu aparelho para que nunca mais volte a nos importunar ou se nos falta a sorte e nada acontece,  pensamos , nós mesmos dar um jeito de silenciar o sujeito.  Sim, as vezes casos extremos insinuam  soluções extremas.

 Gracias por nossos intempéries serem passageiros ou não, e logo refutamos as possibilidades mais tramáticas ou porque não nocivas?

  A raiva é um componente de muitas desavenças. Um mal entendido, uma atitude egoísta, uma ação de alguém que nos deixa desconfortável, traição,  fofoca, boatos, intromissão, falta de tato, bisbilhotice, antipatia, impaciência, volume da voz, desrespeito, precipitação.... e a lista vai... Entre infinitos motivos que podem desencadear uma atitude pernóstica. Quando não situações causticantes.  Como uma buzinaço afrontador  no trânsito. Sim, somos afetados por razões que nossa  razão conhece, desconhece e interpreta,  por isto, sabendo que a raiva é um dos sentimentos mais nocivos a nossa saúde devemos saber subtraí-la  com destreza para que ela não acabe destruindo pontes de amizades ou relações que foram construídas ao longo de anos e que são importantes para continuidade da nossas saúde mental, física, espiritual além da estima.

Claro que elucidar teoricamente uma situação que  nem sempre condiz com a realidade é reduzir ao pó o descontentamento alheio. De fato não dá pra medir o que nos tira do prumo, mas certo é que podemos não saber as reais condições do seu destempero, mas sabemos o resultado que nos levará  e  o prejuízo que trará ao longo do tempo...  Somos seres adaptativos e  contamos que nossa plasticidade nos permita moldar aquilo que nos afeta.  Bom, ainda assim nada fácil.  Se às vezes nos incomodamos com um pingo de água persistente que faz a noite perturbadora, ou ficamos arisco com quem faz uma piada de mal gosto, imagina então com problemas mais irritantes.  

sexta-feira, 26 de março de 2021

plantar senso critico.

 

Vou ensinar,  a ter  senso crítico.

Pegue uma muda   de feijão e plante. Na época da colheita, colha. Enquanto isso faça o mesmo com uma muda de  macarrão. Na época adequada colha o fruto do seu trabalho.  

Depois da experiência poderá ver as primeiras mudas do  senso crítico.   Ao notar  que feijão não  cresce da noite pro dia  e  que macarrão  não dá em arvore.  

 

Senso crítico tem muito a ver com desconfiança se quer saber. Não porque você desconfia de tudo e,  sim porque não acredita em tudo.  Tá confuso?  Explico.    Desconfiar  de tudo é dar  importância as mínimas coisas. Já     não acreditar em tudo quer dizer que ouviu tudo,  ignorou coisas irrelevantes  e se concentrou no que de fato importa.

Senso crítico tem a ver com conhecimento. 

 Pesquisou para saber se que o que ouviu continha argumento  e consistência?  Senso crítico tem a ver também com coerência.  O que alguém diz precisa  ter pelo menos sentido lógico. Algo absurdamente incoerente não é motivo nem para se cogitar. Se alguém afirmar que  tá chovendo canivete certamente você definirá que canivete não está chovendo e que a pessoa que disse  ou  brincava ou está louca. 

 

Senso crítico tem a ver com razão.

   Entenda na terra não existe deuses e tudo que é dito por outro humano é passível de erro. De comprovação. Se aceita  uma idéia só porque ela é mais conveniente e  agradável aos  ouvidos saiba que também tem  efeito colateral.   Acreditar em alguém só pelo seu poder de influencia é chamado de burrice. Não que você seja burro.  Entenda, burro não é aquele quadrúpede da família dos muares. Aqui burro é agir como se não pensasse por si só.  Você não é burro. Quer ver? Se alguém mandar tomar veneno você tomaria?   Exemplo dois. Mandaram rasgar dinheiro, você rasga? Então você não é burro.  Seria se tomasse. Seria se rasgasse.  Estou tranquilão você não  faria. Só que as vezes o senso crítico demora para aparecer principalmente quando você não foi educado para criticar o que alguém numa posição superior  diz.  Você não tem conhecimento do assunto então parece que deve acreditar no que alguém que sabe mais que você. Sim, acredite. E você estará dentre dois grupos: ingênuos ou mal intencionados. 

 

Notinha. Se você não trabalha em determinada área você não discute com quem trabalha.  Pq? Você não tem conhecimento do assunto tão profundamente como este. A isso chamamos esperteza.

Notinha 2.  Se o argumento vier de um político ou de um jornalista você deve desconfiar.   Permita a dúvida. Isto é desconfiar de pessoas que podem ou vivem para te enganar ou vender uma imagem.

  O senso crítico é meio que desonesto com nossas convicções.  Ele as vezes mostra que estamos errados. E admitir que está errado fere nosso orgulho. E quanto mais renome tem mais difícil aceitar que está errado. Quando isso acontece a pessoa perde não o senso crítico, perde o senso do senso crítico. 

  O senso crítico requer imparcialidade. Isso quer dizer que se algo dito fere  alguma tendência de sua preferência, você precisa sentar rever seus conceitos e desvendar sua estupidez.  Tem alguns indícios que nos advertem quanto a nossa dificuldade em abandonar  algo profundamente instalado na  própria conduta que dificulta o senso crítico.  Se existe alguns hábitos que você julga serem superlativos e não  admite que alguém lhe mostre uma nova forma de se fazer  o que rotineiramente você está careca de fazer. Batata, você vai resistir. Ih, se vai.

As vezes é preciso reconhecer que você está com um probleminha de turra. Não precisa ser velho para se comportar como. Você só precisa desconsiderar que as verdades mudam. Por isto, você não deve acreditar cegamente em nada. Isso também não é desculpa para deturpar o que ainda não foi desvendado como mentira. 

Sendo assim, senso crítico precisa de leitura  regular para poder medir parâmetros, ter referências. Adquirir uma vasta gama de conhecimento em diversas áreas ajuda bastante na formação de seus próprios critérios de análise. E, principalmente  estar cônscio de que senso  crítico não se compra;  O que não quer dizer que não  se vende. É mais ou menos como desconfiar  e acreditar. É preciso distinguir a sutileza. 

 

Mas, se de tudo que foi dito  sobre o que  ajuda: experiência, coerência, razão e  o que precisa cuidar: profissionais  que geram maiores suspeitas, apego ao que é ultrapassado, falta de leitura.. Ainda não ajudou, cabeça dura,  siga a lógica. Sim, a lógica. É tudo que não causa interrogação.

Antes, preciso esclarecer.  Coerência é uma coisa,  lógica é outra.  Falar não é fazer,  dizer que diz a verdade não é ser verdadeiro. Se descontrolar diante de uma acusação, ou acreditar numa acusação sem provas não é discernimento. Ter empatia por quem não tem respeito as diferenças, é discriminação.   Achar bonito coisas que causam indignidades, é ruindade. Não saber ler nas entrelinhas, é ingenuidade.  

Tá muito confuso?  Imagina  que você tem um galinheiro cheio de galinhas e se dá conta do sumiço crescente das mesmas. Então,  descobre que tem um lobo comendo-as uma a uma.  O que você faz?  Esconde as galinhas? Espera o lobo na sua próxima investida? Ou vai atrás do lobo?  Na verdade não importa o que você fará, mas você sabe que tem que agir... Esperar o lobo devastar seu galinheiro é que não vai. 

sexta-feira, 12 de março de 2021

Paraquedas


A janela  favorece meu legado.
Eu a observo sem ela ter me notado.
Ela é docente eu pareço  indecente
Mal intencionado, diria esta gente
 

Poucos são os metros que nos distanciam.
Do lugar que me encontro só eu a via.
Embora não  me veja  fico com esta  impressão.
Quando seus olhos veem em minha direção
 

Ainda que motivado  sigo a minha rotina.
Quando fruto do acaso todo caso desatina
Que sem esperar ganha minha atenção.
No momento que voa em sua  distração.

E a vejo atirar o paraquedas ao vento
Ele sobe mas não entendo direito
Determinada não desiste vai tentar um novo voo
E o ciclo recomeça outra vez como num sonho.

De tantas tentativas  volto aos meus afazeres
Paraquedas não voa e logo perco o interesse
E quando a curiosidade vem ser renovar
Vejo a moça paciente outra vez o atirar. 
 

Outro  lançamento nova decepção?
Quando o momento da queda a reparação
Subiu como antes mas desta algo acontece.
Não cai  direto ao  chão plana leve

Não me via mas algo insinuava que sim
Pois a cada lançamento olhava  pra mim.
Como um mistério que ultrapassam os olhos
Que a física não da vazão a certos imbróglios.

Que sem ver são sentidos
Que ao ver mudam os destinos
Daquilo que parece não transparecer
Que une num momento estranho dois ser

Quem sabe elementos  estarão vivos
Que acima do nosso intelecto nos fazem cativos
Das nossas descrenças do não explicado
Que fazem do desconhecido algo  desconsiderado

Como se um elemento vivo desse vida ao outro
Criando no destino diferentes encontros
Modificado pelo acaso  o momento futuro
Ratificando  um movimento obscuro

Se renovando e modificando o momento seguinte
Se reinventando no  acaso com um novo requinte.
Como um velho  quadro novamente pintado.
A cada experiência vivida pelo que foi observado.


conforme a música

Veja amigo se você não sabe dançar
Saiba  que irão te ridicularizar.
Mas não tem crise não você pode aprender
Dançar é parecido com  se mexer
Vai parecer um pouco desajeitado
Mas, nada que o tempo não traga resultado.
 

A ginga não é nata para todo mundo
As vezes dançar parece  coisa de outro mundo
Se parece confuso requebrar e sentir a   batida
Escuta o som antes de qualquer  medida.

 Se  faz assim: TIM, TIM, TOM
Você já tem a batida da emoção.
Então comece pelo pés,
TIM, TIM,  TOM: três vezes não é?
 

Não desista é preciso treino
Nem todo mundo já nasce sabendo.
Não ligue para quem esta te agourando.
E não percebeu que você está se empenhando
Não desanime se treinar chegará lá.
Questão de tempo você pode confiar.

 Escuta o som, Tim, TIM, Tom, tom
Escuta a melodia   preste atenção.
O que é ouvido  nem sempre o corpo obedece
Eduque a audição que o ritmo aparece.

 Cada batida tem seu próprio ciclo
Para sincronizar  é preciso  distinguir o ritmo
Ouça a música deixa ela te envolver.
Esqueça os outros e comece  a se mexer.      


 Vai, no som, treine os passos, seja ousado
Pra dançar  é preciso  rebolado,
 Que precisa de  desinibição
Pra se libertar e encontrar a emoção
Braços e pernas se integram na melodia
Nada de lero ou de deixar pra outro dia.

 

A vida é como a dança, fora do ritmo não dá samba
E vai, vai, corpo, ritmo e  perseverança.
Pra sintonia da melodia é preciso junção
Do corpo, da mente, do ritmo com o coração.

 

Dançar é conforme a música
Se não focar  a coisa fica confusa
O corpo duro mostra pouca intimidade,
É  precisa se libertar da seriedade.
Sem se libertar das suas limitações,   
A música não trará   novas sensações.
E vai ,vai.. ouça o som,
 Deixe o quadril  espelhar  a emoção.
 

Fora do ritmo a harmonia é comprometida
E olhar esta confusão não é coisa bonita.
É preciso requebrar, é preciso exercitar é preciso ouvir.
Sem desejar  não tem como transvestir.

 Na vida é preciso dançar conforme a música
Pra cada ritmo abraçar a nova busca
A vida é ginga, é swing é invenção
Para cada sintese uma nova interação.

 

Todo mundo vai morrer.

 

 

Todo mundo vai morrer. Que preguiça! Todo mundo vai mesmo.Esta não é  bem,  a descoberta do século.  Nem por isso meu filho ficando doente vou sentar e esperar a morte. Inércia  e fatalismo não é algo que nos acomoda. Salvo conduto a morte é o fim da vida e ninguém deveria morrer sem antes vive-la.  Doenças nos sobrevirão e por conta destas que nós seres humanos, vamos utilizando a inteligência e eliminando  nossos adversários que se põem em nosso caminho para podermos viver. A vida é o que temos de mais precioso. Não nos convencemos com a fatalidade que  diante de uma doença que já descobrimos como superá-la, apáticos nos debruçarmos vencidos  a espera da morte. Não. Não é do nosso feitio. E por mais racional que pareça, todos vamos morrer,  não  vamos ficar de mãos atadas esperando diante de um imprevisto a morte sem lutar até o ultimo instante pela vida.

  Nosso ciclo é: nascer, viver e morrer. A doença, os acidentes, as fatalidades são vistos como anormalidades  em oposição a vida. Entao quando alguém imbecil o suficiente usar esta frase. Todo mundo vai morrer para induzi-lo a conformidade é porque tem alguma malandragem por detrás. Imagina se para tudo partíssemos para esta “sabedoria”.  Se todo mundo vai morrer pra que se cuidar? Oh! 

A morte no seu devido tempo, antes, porem  é bom pensar na vida em grande estilo: alegria, sorrisos, bem estar.  Agora,  imbecializar que  todo mundo vai morrer para justificar irresponsabilidade é achar que somos além de mortais, burros.   Ou que espécie de tolice poderia te abater para dar mais valor a vida de quem não está nem aí com a sua?   Se você está sendo burro o suficiente para não perceber que quem menospreza sua vida e a vida de quem você valoriza,  este alguém, o considera ninguém, sinto muito.   E todo mundo sabe que quem não tem consideração por você, você faz o que?  Dica: é uma rima.