someone lyke you

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Ultimamante ...





Ultimamente meu coração anda sem direção
Divagando  sobre uma mesma questão;
Comprimindo meus impulsos e instintos
Desafiando em mim o que não consinto.

Não, não é que estou indignado.
Mas, admito que o coração anda apertado
Em zigue-zagues que já não sei.
Se fruto dirimido  ou conseqüência do que  causei.

Sim, dormi nos braços de uma fantasma.
Alimentei o sonho e investi na causa
Agora introspecto,  vejo-me tristonho
Acordei perdido como se fosse  um sonho.

Austero,  cada dia digo:  vou expulsar!
Do  peito esta paixão que insiste em ficar
No peito ferido não cicatriza a vala.
Desmente o referido:  austeridade falha.

E cada dia a fio,  vejo que foi em vão
Andar no mesmo caminho na mesma direção
Criando no amor num elo imaginário
Tristes recordações para um reacionário.

E foste tão docemente como docemente chegaste
Como uma chuva brava, deixaste um impasse.
O tempo faz joça  com tanta simpatia
Há  noites desastrosas que  influenciam meus dias.

Vazio pois  o tempo tá custando a passar
Vejo-me em desalinho, sem tino e bipolar
Foi-me oferecida a porta como alternativa
Quando era a janela minha prerrogativa.

Os frutos provenientes  custam  a madurar
Estou proeminente pagando para ficar
No seu coração que hoje fugidio
Instalou-se  no meu  como um GPS vadio.

É isso estou assim sem rumo na contramão
Reza o dito que o tempo trás solução
Faz tempo que o tempo parece paliativo
Não dissipa o pressuposto que no seu posto ativo.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

amor inexplicável





O Amor expressivo é inexplicável        
Ate quando esta morrendo é intolerável.
Sobrevive a  temperaturas inomináveis.
Se infiltra por frestas  inimagináveis.

Adere ao coração e todos os poros
Sente  todos os cheiros  sendo inodoro
O amor quando se instala é estrépito
É feito de  gostos sendo insípido.

Chega e se instala autônomo
É como um animal indômito
Não tem compaixão se sentido
Vai à contramão dos sentidos

Dilacera o coração afetado
Conduz-se sem querer ao ser amado
Faz  sofrer o  ser se  está  feliz
Quem dirá então quando infeliz.

O amor tem diferentes estágios
É proclamado em  diferentes adágios
Professado em todos os cantos
Onde há gente, indigente triunfando.

Se nascido  numa conversa ao pé de ouvido
Perderá o seu encanto se for  visto?
Se é fruto da imaginação
 Sobreviverá a uma decepção ?

O amor contado em verso e prosas
Onde em ação sua febre é pavorosa
Coincidem os seus versos seja a  quem for
Que inebriado respirou a flor do amor.


O amor expressivo resiste a tantas...
Tem fôlego diante da mais íngreme rampa
Não morre  se não é  alimentado
Hiberna a ter ser despertado.

Não dá ouvidos aos incrédulos
Quando mais contrariado mais créditos
Porque ele vive pela força da paixão
Que basta um sim quando todos dizem não.

És  luz que ouço e não vejo
Basta um suspiro para  sentir seus beijos
Por isso fujo da sua cantiga
Que faz um mês parecer um dia. 

O que é inexplicável se sentido 
Será desta forma bem vindo?
Se para um a dor ao outro convém
O que é o sentimento que não diz para o que vem.?



quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Santa ignorância.



 Numa  corrida de deficientes o atleta cego é conduzido por alguém bem treinado que enxerga. Treinam juntos. O que exerga servindo de visão ao outro.

A historia:
  Dois atletas e um amador  se encontraram casualmente no vestiário. Amigos de corrida.  O trio acabara de treinar e conhecidos de vista começaram um diálogo... Depois de uma série de questões casuais de interesse comum.. O amador  solitário pergunta se sabiam da corrida de domingo.
  O atleta cego falando do seu guia : Sabemos sim, inclusive ele vai ser o  batedor.
  O atleta  guia:  Estava na hora venho batalhando para isso faz tempo...
 O amador : O batedor pode ganhar a corrida? 
  Os dois: ?????????  Só pra você entender   - Batedor é o que conduz motorizado a prova. Aquele que indica aos corredores o percurso.
O  amador: Ele pode ou não ganhar a corrida? 
 Os dois: ??????
O amador:  Sei que ele puxa a prova, mas ele pode ganhar?  
 Os dois: ??????? 
 Até que o guia, através de  uma orientação divina  conseguiu entender que o amador se referia:Ah, você quer dizer o coelho?  Pra você entender coelho é o atleta que cadencia a velocidade da prova.  - Então:  Não, né! O batedor é o cara que conduz a prova  de moto. 
O amador não sabendo onde enfiar a cara. Gafe  GG: Ih, é...é... é, estou confundindo. 
 O guia: sim, está. Rsrs. Por isto não estávamos entendendo. Como assim o batedor pode ganhar a prova?  Mais risadas.
 O amador  sem graça:  Ah, é. Fiz confusão.    Batedor, coelho tudo a mesma coisa.
É né? Gargalhadas

Lição: Se puxar conversa pise no freio,  certifique-se que pode entrar na pista certa, dê seta indicando para onde vai entrar.  Nada de fazer manobras levianas.


Ver sem ter visto





Vejo-te numa forma principesca
És assim  ou és minha criação ingênua?
Mulher inigualável cujos defeitos não vejo
Ou será esta forma de ver  que é meu defeito?

Nunca a vi mas como nunca desejei
Nunca a senti , mas como louco sentido
Vivo no mar dos imprevistos
A sonhar com o  que nunca mesurei

És a quimera louca dos meus sonhos
Que fizera me encontrar em poucos anos
Num mundo de fantasias nunca visto
E portando como tal nunca entendido

Se desfilas pertinente na ilusão
Vou rastejando como rastejaria  um cão
Perseguindo o que pelo faro é dirigido
Procurando o que há tempos está perdido.

Se hoje estou a beira de um abismo
Foi o coração que errou o seu caminho
Almejou viver esta louca invenção
De desenhar  sobre as nuvens com as mãos.

Anda sinto seu rastro no meu intimo
O que ninguém imagina  ainda é vivo
Vou escondendo o que floresce sem freios
Incontrolável como incontrolável são os desejos

Oh, enviesada principesca.
Vai-te para que eu siga a minha senda
És tu minha  ingênua criação
Quem sem poesia  rastejaria  como cão.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Pra tantos corações o mesmo desfecho





Foi naquela noite vazia que te conheci
Vazia, mas foi com você que a preenchi
Você não era livre mas me libertou
Naquela noite como qualquer noite se entregou

Foi assim que te conheci.
E no meio do vazio que preenchi
O vazio que meu coração sondava
E que o seu naquela noite visitava.

Diferente eram nossos motivos
Mas ambos queríamos algo sem compromisso
Algo que se assemelhasse com o amor
Mas de outra forma e com outro sabor.

Não, não era promiscuidade
Não procurávamos macular nossa felicidade
Apenas queríamos ter um pouco mais de carinho
Numa vida sufocada por  espinhos.

Se tem onde buscar encontrará
Seja o motivo nobre ou quem sabe vulgar
Num segundo a semente germinou
Num prazer descomedido irradiou

Plantaste a semente do desejo
Num coração que conhecia bem o enredo
Se queria um amante virtual
Foi concebido o seu fruto bem real.

Nele pensa como amante a todo instante
Apesar de ele estar muito distante
Não se contem num  desejo incontido
O corpo paga se no coração não há juízo

E anseia outra noite para encontrar
O amor proibido   que não é o  titular.
Passará a noite errante
Com aquele virtual irreal amante.

Abrirá seu coração junto ao seu
Falarão dos seus  segredos como Julieta e Romeu
E ao fogo sobre o fogo vai  esparramar
E todo os questionamentos irão queimar

Não há fogo nem conduta que não tenha um preço
Não há flecha de cupido que não tenha endereço
Não há prazer sem veneração
Não há semente maculada que não vire maldição

E dividida está entre dois amores.
Um coração dividido entre dois senhores.
Quando se deseja não se pode esperar
Que um fruto proibido vá seu coração roubar




terça-feira, 12 de dezembro de 2017

A dor fala



Forma de expressão
Inexprimível de falar
Além da compreensão
Além do que se pode ocultar

Invade o coração
Não tem como evitar
Vem como um vulcão
Pronto para extravasar

Não há erupção
Mas, está pronto para extravasar.
Tamanha a sensação
Que vem que vai sem cessar

Faz-se na sua ausência
É embora o tempo passe
Não parece ter clemência
Que a dor o tempo ultrapasse

Não é tamanha dor
Mas  que causa um buraco
Não há consolador
Que preencha este espaço.

Nos pensamentos lacunas
Tão difícil explicar
Quando mais o peito acua
Mais lacuna, mais pensamentos postular

O tempo parece inibido
Recua quando deveria avançar
Desde jeito submisso
Remido não consigo voar

Sim é algo inexprimível
Que o  fogo continue queimar
Quando o tempo indefectível
Não apaga o que deveria apagar

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

está doendo




Consegues decifrar os meus intentos
Neles estão contidos meus segredos
Um palmo é a medida do que vejo
Em um palmo tantos outros num enredo

Não tenhas medo se a vida vai ao  avesso
É preciso de espaço para os erros
Que serão convertidos em acertos
Se forem reconhecidos a tempo


 Quantos centímetros tem o medo?
Que vá se convertendo em desespero
Com o passar do tempo te consternar
E a sua esperança malograr

Atravessei a fronteira do temor  quando de vi
Quis reviver o amor que perdi 
Quando morto estava o sentimento
E a destemperança assolava como vento

Esta doendo aqui no peito o fato
De não ter mais você do meu lado
Por uma dor nefasta surpreendido
Uma dor de algo indefinido

Esta doendo isto é fato
Não tem  como desdizer o ultimato
Que a mente está deflagrando
E o sol no coração nublando