someone lyke you

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

fiquei de bode



A tristeza quando chega de mansinho
Vai se avolumando como fermento
Vai te deixando estragadinho
Cheio de tristeza, cheio de vento

Chega e vai se alojando
N/ao pede licença só quer atenção
Vai chegando e  tudo dominando
Tomando,   colocando-te no chão

A tristeza inexplicável não é
Endereço certo ela tem
Se você perdeu alguém
Ela vem, sim vem, sabe como é.

Já lutei já lhe disse que se vá
Mas ela diz: vim pra  ficar
E não adianta  se  falei que não lhe quero
Ela diz :  não  importa.,  é serio!

O meu coração foi ficando pequenino
E quanto percebi estava assim
Encurralado naquele cantinho
Acabrunhado, desestimulado, enfim..

Ela chegou  sequestrando a esperança
Com sua sanza, aprisionando o meu ser
Toda empolgada, empertigada em  sua dança
Se oferecendo: quem vai querer?

Pois é fiquei  tristonho
Não queria desejava seu antônimo
Fazer o que,  a tristeza te esvai
Mas,  passa, assim como ela  veio  ela vai

Bolo personalizado

Vou te dizer uma coisa sobre bolo de cenoura. adoro! E o melhor bolo de cenoura que já comi no mundo foi o feito pela minha mãe. Não é porque era o mais elaborado, mais bonito, nem o mais gostoso, se bem que muito gostoso, nada disso,  e sim porque foi feito para mim. Sim, eu, um Zé Ninguém. E não foi apenas um bolo na vida, foram vários,  e todos personalizados para um único dono. Não é demais? Você também já teve algo feito exclusivamente para você. E quem o fez era alguém muito especial.   Agora talvez entenda quando dizem que foi feito com amor. Certa feita o prato predileto de um cantor famoso foi preparado  num programa e após saboreá-lo foi lhe perguntado qual era melhor, aquele ou o que sua mãe fazia. Ele de pronto respondeu que o prato estava ótimo mas,  o de sua mãe era melhor. Mal sabia ele que aquele também fora preparado  por sua mãe. Depois de revelada a surpresa ele  ficou constrangido. Se feito pela mãe como poderia ser melhor? Mas, faz todo sentido quando alguém querido prepara algo exclusivamente para você é muito mais saboroso e o fato de saber disso acrescenta uma pitada especial de sabor. 
Num restaurante conhecido pela qualidade e requinte dos pratos não existe aquela preocupação com  sua  individualidade, tipo:  ele não gosto de muito sal, não gosta de cebola, alho só torradinho. Até mesmo quando uma cozinheira contratada pela família, faz algo muito elaborado não o  faz pensando exclusivamente  em você.  Você pode ter viajado por muitos lugares no mundo e experimentado uma variedade culinária impressionante, ainda assim,  foi aquele bolo de cenoura de sua mãe que lembra como seu prato predileto. Feito exclusivamente para você. Outros até poderão provar e saborear tamanha gostosura, mas para quem fez aquela comida pensando em alguém em especial,  se esta,  não comer  não será tão satisfatório. Porque é o seu bolo. Quer mais personalização que isso?

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Ação e Reação.



Quando em altas horas da madrugada você escuta  alaridos em frente a sua casa naturalmente fica apreensivo e se com o decorrer da ação percebe que  esta em andamento um assalto na  sua casa  o medo é inevitável e a necessidade de fazer alguma coisa torna-se emergente.  Reagimos em qualquer circunstância em que necessário. Num super mercado em que um caixa descontrolado falta-lhe com o respeito torna-se difícil agir com classe, com frieza e ciente que ele não está num bom dia.  Se entre um casal um deles se sentir ofendido com uma palavra exasperada do outro a coisa se encaminha para uma discussão.  Há reações em que realçam nossas inseguranças e acabam nos entocando ainda mais dentro de nossos medos. Imagina que determinado dia sua autoestima está oscilando e alguém desprovido de empatia lhe chama de feio, gorda, baixinha, exclusivamente neste dia isto te afetará veementemente,  enclausurando-te dentro da sua carapaça protetora. É conhecido que toda ação causa uma reação, mas não nos atemos a tudo que isto implica. No nosso cotidiano nossas ações  são regidas por meandros não estabelecidos por nossa própria vontade e sim de    respostas a ações que outras pessoas nos impõe. Estas podem ser intuitivas, defensivas, ofensivas,  irônicas, estimulantes, depreciativas, imaginativas, conclusivas, interpretativas, preceptivas e etc.  As vezes concluímos que alguém do nosso convívio está tramando contra nós, isto desperta em nós uma antipatia imediata e sentimos uma necessidade inquietante de reagir. O encontro de duas torcidas adversárias provoca uma rivalidade sem precedentes... Políticos que brigam por interesses distintos se inflamam quando suas demandas são ignoradas ou contrariadas.  
Nossa dignidade reage mal a estocadas contra seus princípios.  E reagimos quando nos insultam ou rechaçam nossas ações. Nos ressentimos quando encucados com nossas inseguranças e não raro interpretamos um sorriso despretensioso como algo pessoal. Se uma palavra é amistosa abrimos nossas ternas afeições, mas quando são palavras rancorosas instintivamente disparamos nosso arsenal de maledicências. Se uma pessoa nos olha feio nos causa aversão, se outra é sorridente demais ficamos incomodados, se uma pessoa fala demais ficamos irritados, se quieta demais deixa-nos desconfortável. Não nos encaixamos no estereotipo da perfeição e ainda que fosse o caso ainda nos incomodaríamos com o comportamento alheio,  este dirigido a nós ou alheio ao nosso temperamento. Nos incomodamos quando um post na rede social demonstra diferença da forma como vemos as coisas e tecemos comentários ainda que silenciosamente, apunhalando ou apoiando o dito. Noutra feita invertemos tudo e o que era agradável agora é insuportável.
Você olhou aquela bela moça e seu corpo reagiu, ela não fez nada para despertar qualquer sensação em você  mas,  seu instinto ao notar seus  traços  a cobiçou.  Um ronco incondicional incomoda. Ação e reação. No frigir dos ovos, o óleo que usamos,  a temperatura do fogo,  tudo exerce influência no resultado. O ínfimo movimento do seu corpo, de  uma ação inocente até a mais entrincheirada questão altera o momento.
 De fato a  coisas que não exercemos nenhum tipo de controle, na boca alheia por exemplo, no tempo... Todavia há situações que mexem conosco negativamente e que podemos transformá-las. Aquela menina antipática que parece fechar a cara quando passa por você. Nossa isso te irrita tanto que você sem motivo algum passa a odiá-la.  Situações como esta ou semelhantes revelam nossa insensatez diante de uma situação que pré julgamos como orgulho, mas que pode ser qualquer outra coisa e demonizamos uma ação que pode ser reflexo de inseguranças arraigadas num comportamento. E  nos contagiamos pelas inseguranças das pessoas e ficamos doente ao  permitirmos este contagio. A raiva da pessoa transmite raiva,  um riso sarcástico derruba seu bom astral. Isso podemos mudar.
 Sejamos frios aos demônios criados por nossas próprias interpretações dos causos. Sejamos sensatos quando nossa mente dá desfechos nocivos a nossa imaginação. Basta um vacilo para pensarmos mil coisas erradas por isto,  blinde seus pensamentos com a firme convicção que não vai interpretar uma gota d’água  como algo ruim isto se não quiser   acabar criando uma tempestade quando uma simples mudança de comportamento mudaria tudo.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

A vez das mulheres.



O mundo está ficando estranho ou será que as mulheres estão? O comportamento masculino sempre foi duvidoso quando o assunto é sexo, mas o das  mulheres? Soa meio machista?  Explico. A guria estava louca para sair com o rapaz que conheceu numa  festa. Todo seus amigos notaram o interesse, menos ele,  não era bom em cinésica e a considerava demais para ele.  Festa passada, vida que continua. Dias a frente ele recebe uma mensagem que confirmaria o que todo mundo já sabia. Ela o intimava  a  sair. Ela de fato era um espetáculo  e por dias que se transformaram em semanas saíram juntos. Até que sem maiores explicações ela sumiu. Curioso e inconformado com o sumiço e não querendo dar o braço a torcer entrou na pagina dela no Face... E encontrou a resposta que não desejava no seu perfil: Namorando sério. Claro que se deduz que ela jogava em dois times... Senão em mais.
Este não é o único relato de que as coisas estão mudadas,  quanto ao quesito comportamento agressivo, muitas mulheres tem repetido este comportamento. Homens também fazem isso? Fazem. Talvez sempre fizeram.  Mas, as mulheres? É como se uma crítica dirigida a um gênero agora fosse vista como vantagem. Não sei se uma tendência mas,  as redes sociais e as facilidades da tecnologia tem papel importante no comportamento atual das pessoas. Como numa feira livre você tem  opções variadas e os entraves que um encontro real inicial pode causar é minimizado quando não se está frente a frente com a pessoa...  Você joga a isca e se não for correspondido não tem porque dar os passos adiante. As mulheres têm abraçado esta causa e este  comportamento libertino tem se tornado uma pratica comum. Se tal rapaz a  interessou ela sai  com ele, diga-se de passagem sem compromisso.  Se gostou daquele outro, nada impede que também saia com ele ... Assim por diante. Esta questão envolve mais do que pessoas que não tem compromisso e estão buscando sexo apenas por prazer,  casados também a adotam e relacionamentos extraconjugais sem compromisso se acumulam entre parceiros que podem ir além de um trio. Com transtornos ou sem eles.  A pergunta é porque as pessoas procuram variadas companhias para atividades sexuais?  Será porque não sentem mais o peso do que pode resultar numa relação  sexual descompromissada? Os anseios psicológicos das pessoas mudaram?  A sexualidade passou a não ser mais reprimida pelos códigos de conduta impostos pelas religiões?  Será que o sexo é apenas mais uma forma de prazer como qualquer outra e não se deve impor a ele fardos adicionais? Ou esta  diversidade é usada para identificar compatibilidades e encontrar um companheiro que seja mais promissor?  Talvez nenhuma destas seja a questão. Ou ainda outras são as  questões que se enquadrem  na necessidade de cada um. Estamos entrando num caminho perigoso onde estamos expondo nossos corpos a outras pessoas não se importando com as consequências físicas e emocionais que isto acarreta?  Talvez, estamos  ficando mais egoístas pensando exclusivamente no prazer individual.   Pois, é, estamos estranhos.  Não sei o que as estatísticas dizem sobre esta miscelânea que estamos tornando comum, mas, certo é que estamos banalizando o sexo e desvalorizando a importância da relação amorosa entre dois seres que se unem com o objetivo de constituir família e de respeito mútuo, onde os valores e admiração vão além de quatro paredes.  

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

A estória da formiga




No reino da formiga a rotina começava cedo... Cada grupo de trabalho tinha sua designação que era cumprida rigorosamente todos os dias. E o formigueiro  crescia e as formigas continuavam  a trabalhar incessantemente. Não tinha lazer não tinha tempo de sobra embora o formigueiro estivesse cada vez maior com mais formigas para trabalhar nada parecia mudar. As mais velhas já cansadas não ousavam reclamar embora em seus pensamentos questionassem. Era evidente que havia algo errado. Com o formigueiro em expansão e maior numero de trabalhadores as coisas deveriam estar bem melhor. Os armazéns não estavam mais abastados e nem o formigueiro parecia mais desenvolvido. Os alardes ocultos dos mais velhos começaram a se tornar entre  burburinhos o assunto do dia, do mês...  Os mais ousados que se atreviam a fazer comentários eram evitados, não que não fossem ignorados pelos outros é que todos  temiam falar abertamente. Um dia, porém apareceu uma formiga entre aqueles que tinham poder e revelou que parte do dinheiro do formigueiro estava sendo usado de modo injusto para benefício próprio. Esta notícia caiu como um refrigério para o formigueiro cansado de tanto trabalhar. Seus clamores haviam sido atendidos,  enfim uma formiga justa para brigar pelos seus direitos... E a cada nova denúncia, pois como num efeito cascata, novos corruptos foram surgindo, o povo aclamava a formiga justa. Cartazes enalteciam seus feitos, o seu nome perpetuava na mídia como o salvador do formigueiro. Por causa das suas investidas as formigas mais velhas foram beneficiadas com menos trabalho e os mais jovens começaram a ter mais tempo para cuidar da sua vida. Grandes feitos começaram a melhorar a  vida no formigueiro num geral. Por onde passava a formiga justa era enobrecida com aplausos e coros gritando seu nome. Não demorou muito para de formiga justa ser aclamado como justiceiro. Pois, suas descobertas foram cada vez mais engendrando os corruptos que foram aparecendo como flor na primavera. E tudo que fazia o povo aplaudia. Meios escusos usados ? Não importava, o que importava era a justiça. Que a justiça seja feita, gritava o povo.
  Anos a frente quando todos as ramificações do crime tinham sido removidas pairou uma calmaria no formigueiro. O justiceiro passou de ser notado como benfeitor. Não que caiu no esquecimento mas já não havia motivos para aclamações numa sociedade onde tudo está funcionando bem. O justiceiro, todavia começou sentir um vazio, uma necessidade de ser ovacionado como em tempos idos. Sentiu que sua vida perdera o sentido, algo naqueles clamores o faziam se sentir importante, vivo, poderoso.  Ele era o libertador do seu povo e no entanto o povo  era ingrato. Precisava acontecer algo novo para que voltasse aos bons tempos.... E começou a confabular com seus botões se não havia corruptos escondido numa carapaça de bons moços. Um conhecido comerciante da cidade que muito aparecia na mídia por conta do seu restaurante muito bem frequentado chamou atenção do justiceiro. Deve ser corrupto. Aí, esta a grande oportunidade de fazer meu nome subir as alturas novamente. Pediu para  bloquearem o telefone do conhecido comerciante e durante meses sua vida foi vasculhada. Descobriu-se que tinha uma amante, uma não 3, mas suas contas pareciam justa, nada que indicasse corrupção. Mas, o justiceiro precisava da mídia, não podia viver na obscuridade e resolveu que mostraria ao povo que o conhecido comerciante não era tão bom assim.  Ah, seu justiceiro, justiça demais para pecados de menos.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Somos cordeiros ou somos sei lá!



Quando um cachorro se aproxima  rosnando e latindo em sua direção  o que  você faz?  Você fica em estado de alerta vigiando para não ser mordido. Mas e se ele te atacar? Com raras exceções, corremos, chutamos  e falamos palavra de ordem a fim de afastá-lo. Em outras palavras,  reagimos. Todo ser humano em situação de risco reage de alguma forma. Temos um apego inato pela vida e  faremos o possível  e o impossível para afastar   qualquer coisa que possa representar riscos. Todavia existem situações em que amargamos o gosto ruim daquilo que é contra nossa vontade mas,  nos é enfiado  goela abaixo. Alguns interesses do povo estão descendo ralo abaixo e  o tampo  de nossas percepções não está estancando o que nos é tirado. Quando alguém alardeia que é preciso fazer alguma coisa visando o bem estar das gerações futuras e por isto sacrificam o povo,  usam o medo como arma para permanecermos inertes esperando o pior mas não fazendo o mínimo necessário para sequer averiguarmos a veracidade do dito.  A questão é, falta-nos energia para lutar por nossos interesses em detrimento de interesses de uma minoria poderosa? Nossa passividade é tanta  que preferimos amargar os danos do que demonstrar nossa insatisfação coletivamente? Estamos tão calejados de tantos desmandos que nos recolhemos a nossa insignificância entregando nossos interesses nas mãos de nossos representantes que já afetados por um esquema partidário visam seus próprios interesses?  O que motivaria ou traria ao povo o reavivamento da  sua noção de soberania e o instigaria a zelar pelas conquistas provindas de lutas passadas e surrupiadas a olhos vistos nos dias de hoje por não termos iniciativa para defendê-las?  De fato estamos a mercê de uma crise financeira futura que abalará nossa sociedade ao ponto de termos que fazer sacrifícios em prol de gerações  futuras? Ou estamos comprando ideias alarmistas que visam nos convencer    para proteger interesses que não o do povo comum? 
Esta passividade é semelhante a alguém entrar na sua casa sem sua permissão e impor novas regras financeiras que restrinjam seus gastos, monitorem a forma que educa seus filhos e como usa seu tempo. Não permitiríamos tal invasão. Então porque nos prostramos diante de leis que tiram nossos direitos e nos impõem sacrifícios que nem sabemos se de fato vão preservar nosso futuro como nação. E se de fato notícias alarmantes tem fundamento,  como saber se não estamos sendo manipulados ou  apenas comprando ideias que atendam interesses ilícitos. Se havemos de fazer sacrifícios porque isso é exigido daqueles que menos tem quando sabemos que aqueles que reagem a castração de seus interesses são pessoas que não abrem mão de suas regalias ainda que isso signifique sacrifício de seu semelhante de menor condição? Há algo de podre no reino da Dinamarca. Interesses cruzados só beneficiam quem está em boa posição de tiro mas, aos transeuntes desavisados (povo) benefício algum. Um ponto de vista irônico já que deveríamos ser mais ativos no que tange aos nossos direitos adquiridos e agora ameaçados e não passivos  itinerantes inocentes perdidos e indefesos na linha de tiro de grupos bem armados. 

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Somos massa de modelar?



Premissa – Somos como massa de modelar. Nascemos necessitando de cuidados em todos os sentidos.   Alguém  já disse que quando nascemos somos páginas em branco, sim, faz todo sentido,  embora  tragamos um legado de 23 cromossomos de dois seres distintos que juntos nos dão características individuais.  Assim somos  únicos, ímpares, singulares. Via de regra nossos pais se incumbirão  de nos dar uma educação e subentende-se que neste aprendizado aprenderemos a arte de viver  que inclui  falar, andar, comer, ter empatia, amor, segurança e outros. Subentende-se! Porque nem sempre as coisas são como deveriam ser. Mesmo quando sob a tutela de nossos pais  coisas importantes podem ser negligenciadas e a falta destas  podem prejudicar nossa  formação. As tribulações da vida moderna contribuem consideravelmente com esta negligência sorrateira. Empenhados em dar-nos  o melhor materialmente esquecem-se de dar-nos o essencial emocionalmente. Com nosso desenvolvimento e maior independência passamos a ser modelados por outras pessoas além de nossos pais e estes novos estímulos  se agregam ou desregram o já aprendido. 
A convivência com novos costumes,  às vezes,  se chocam com os princípios aprendidos e precisam ser reforçados ou esclarecidos para que possamos  adotá-los como convicção. Assim durante nossa vida muito do aprendido será posto a prova. Nossa adolescência é em especial  uma fase que constantemente somos experimentados  e é nesta fase que entramos em conflitos com nossos instrutores originais. Muitas de nossas convicções ficam estremecidas pela influência de nossos iguais e que tem valores diferentes ou  aprenderam  ter um comportamento diferente que foram  adquiridos por intermédio da sua primeira infância. Legado este que pode ser pouco convencional.  

No decorrer da vida somos moldados variadas vezes pelo sofrimento, pelos imprevistos, pelas pessoas que passam pelo nosso caminho,  pelas nossas condições sociais, físicas,  sócio econômicas, políticas, espirituais e outras. No final das contas se olharmos para nossos primeiros anos de vida até a fase atual, esta  em que nos encontramos,  podemos ficar chocados com o que nos tornamos. Podemos inclusive nem  nos reconhecermos.

Dado momento da vida muitas das nossas carências cultivadas durante anos de vida se manifestarão desfavoravelmente. Para muitos isto será o calcanhar de Aquiles que os impedira de ter um desenvolvimento emocional enquanto para outros será a mola impulsionadora para um reparo emocional necessário para seu amadurecimento. Uns saberão lidar com seus fantasmas e outros ficarão indefinidamente no limbo cercados por  interrogações nunca respondidas. Alguns criarão muletas para justificar suas mazelas da alma e outros criarão asas para alçar voos além do infinito. Somos como massa de moldar modelados ou forjados por muitos artistas,  curiosos transeuntes e muitos benfeitores e malfeitores... E são  estes  forjes que nos darão a oportunidade de afinal criarmos o  nosso próprio molde;  se tivermos oportunidade para tal.