someone lyke you

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Saia da Caixa




Que caixa? Você não entendeu esta?  A idéia vem de uma integração motivacional com funcionários de uma empresa. Nela foi sugerido que se ligasse 9 pontos de 3 linhas  em 4 retas. Basicamente a idéia era estimulá-los a fugir das regras pré estabelecidas que embarga a  criatividade.  Sair da caixa é enfrentar tudo aquilo que nos limita por condições  impostas por  nossa própria mente. Para muitos é o medo, para outros a timidez, para outros seus dogmas e para outros suas próprias inseguranças  oriundas de  si mesmo ou impostas por  outros.  Mas, não importa qual seja, se limita e você saberá dizer o que... é válido  tentar pensar fora da caixa. Tendemos a viver a margem daquilo que nos tolhe e pouco fazemos para darmos um pontapé naquilo que nos comprime. Assim uma pessoa tímida não se aventura em terrenos que lhe poria em situações desconfortáveis. Contudo esta intimidação a priva do convívio com outras pessoas. Quando não pior. 
Uma pessoa que tem medo de altura, medo de escuro, medo de fogo, entre outros,  está incondicionalmente a mercê de seus temores. Pessoas perdem oportunidades que a primeira vista  muito atrativas, que se ofuscam porque precisam ter trato com outros... Outras preferem não arriscar com medo de errar. Já outros passam a vida inteira sendo massacradas  por outros e perdem a  confiança  em si mesmas. Exposto alguns exemplos de situações que nos engessam agora podemos pensar em superá-las. Não há nada mais frustrante do que não ultrapassar barreiras invisíveis que permitimos imposição por pura comodidade, por preguiça do esforço da superação ou por não acreditarmos sermos capazes.  Imagine um homem que mantém seu amor por uma mulher em segredo porque tem medo de não ser aceito. Ou uma mulher tímida demais para se aventurar num namoro. Um palestrante que evita o palco por ser tímido e isto lhe causar enjôos horríveis.  Ultrapassarmos nossos limites é libertador e ainda que não decidamos abusar desta  porta que se abre, sabemos que a abrimos, que olhamos lá dentro e sabemos como é. O que a tornará acessível é a pratica.  Quanto mais praticar menos estranho parecerá. Quem sabe não poderá dizer: Aquilo que era meu pior defeito tornou-se minha maior qualidade.

Aqui vai uma questão que mostra como nossa mente pode ser tacanha.  Um homem e seu filho planejaram um assalto a um banco. Quando a polícia chegou iniciou-se um tiroteio e o filho sem querer  atirou no  pai que morreu na hora.  O filho preso foi condenado a morte. No dia da execução o carrasco encapuzado conhecido por sua frieza começou chorar e dizer que não podia fazer aquilo porque aquele era seu filho. Como pode?

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Sentimentos cruzados



Um belo dia, encontramos aquele ser que sorrateiramente se alojou em nosso coração e nem pediu licença. Tudo seria maravilhoso se...
Quando surge a condição  “se” ,  temos tantas possibilidades. Ele é casado?  Está apenas  a passar o tempo?  Quer apenas sua amizade?  Gosta da sua companhia, apenas?  Sim, infinitas possibilidades, mas o que realmente  interessa  é que ele não quer o que você gostaria e para piorar ele é o mestre do chove não molha. Mestres em  chove não molha são dúbios. Deixam-nos numa série interminável de possibilidades e interrogações. Ele te leva a sério? Ele tem outra?  Porque ele não quer compromisso? Se não quer porque se insinua? Ele se insinua ou é coisa da sua cabeça? Nunca se sabe ao certo o que pretendem.  Se você não consegue decifrar quais  suas verdadeira intenções, o que fazer? Depois de muitos questionamentos você resolve se afastar. Vai sentir falta daquela voz que te deixa de pernas bamba, daquele sorriso sedutor, das brincadeiras de múltiplos sentidos, da safadeza. Mas, ta, você está resolvida. Sabe aquela história que  quando está machucado tudo parece esbarrar exatamente onde dói?  Sim,  então ele que estava distante  se reaproxima fazendo você relembrar todos os momentos marcantes que fizeram você chegar no estágio que se encontra. Então você esquece que resolveu deixá-lo. Mas, logo se vê naquele círculo vicioso de bem me quer, mal me quer e se decepciona novamente com você mesma por ter voltado atrás. E isso volta repetir incontáveis vezes.  Depois de algumas (algumas milhares) repetições você ora pedindo a Deus que não mande tentação quando você estiver fraca, mas parece que pediu exatamente ao contrário.  E você vai lutando com momentos de eterna entrega e de profundo sumiço. Seu coração está condicionado a te desobedecer. E como criança quando você recomenda não  colocar feijão no nariz  seu coração se entope de feijão.  Acho que foi desta situação que surgiu a expressão enrolada, sim, quando você diz estado civil: enrolada. Mas, enfim, você um dia vai se libertar deste imbróglio.   Nem que seja para chegar na casa dele nuazinha, armada  e falar:  eu quero te roubar pra mim.  

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

A passagem




.O ciclo da vida tem começo meio e fim. Mas, quando descrito nestes termos não expressa  a magnitude, as nuances e principalmente a beleza impressionante de todas as peças de uma engrenagem que afeta outras engrenagens que completam  um ciclo e as vezes dão origem a outro. Pense no ciclo da vida humana, a concepção, o desenvolvimento, amadurecimento, velhice e morte. Seguindo  a mesma linha de raciocínio, este,   ainda  muito simplório para descrever  todos os  passos  para  dimensionar o que acontece internamente no nosso corpo pois,  dentro de cada divisão existem outras tantas subdivisões que perfazem todo ciclo. . A guisa de exemplo pense no papel dos hormônios, eles são responsáveis por grande parte do mistério do nosso desenvolvimento, todavia uma disfunção que o prejudique pode comprometer todo  processo. Jose,  nunca havia sentido os efeitos dos hormônios que enquanto cresciam,  internamente faziam seu papel.  Na sua meninice estranha sensação era desconhecida.  Naquele dia  que parecia apenas mais um da sua ainda inexperiente vida deparou-se observando aquela menina. Estranha sensação que  impulsionava seus olhos, seu corpo, seus pensamentos. Não entendia como de uma hora para outra,  o que era repugnante agora lhe apetecia..-Embora, apetecer também  fosse   simplista demais. Parecia dominador, sim uma força que lhe impunha caprichosamente uma vontade irracional que disputava com sua razão o domínio do seu corpo e o compelia servilmente na direção daquela menina tantas vezes vista, mas nunca observada em  tantos detalhes, como se o que era visto em preto e branco agora ganhasse cores exuberantes que o embriagava.  A boca parecia um pêssego suculento,  os olhos faróis de perdição, o andar parecia ditar as regras das batidas do  seu coração obrigando-o a bater no ritmo do   seu corpo. Como se uma venda fosse tirada dos seus olhos e quando isto se deu  uma engrenagem desconhecida ligasse  seu corpo numa voltagem acima da que podia suportar. Um ciclo se iniciara dentro de outros ciclos que simultaneamente  o despertava para cumprir o ciclo da vida.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Desbaste do Tempo





O tempo destrói castelos
Que não são feitos de areia
Castelos feitos de sonhos
De forma que viram poeira

Nas ruínas de nossos castelos
Vão-se nossas vaidades
Nos sonhos que  depositamos
A nossa mediocridade

Ingênua constatação
Seduzidos pelo poder
Refletida em nossa conduta
De a qualquer preço tudo ter

Semelhante a  rosa com  tanta beleza
Murchamos com similar desprendimento
E os castelos que dantes valorosos
Vão-se como pé de vento.

E o  tempo  a vilipendiar
Tripudia de nossas aspirações
Faz troça de nossas  vaidades
Mofina de  nossas pretensões 

A  ampulheta do tempo é cruel
O que hoje enche os olhos com encantos
Amanha como nuvens no céu
Que disformes  vão se desgrenhando

E quem em varonil arquétipo
Pode se orgulhar do que o aguarda
Se o passado insiste em reviver
O frescor da idade roubada.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Oba, Ano novo.



Corrente extremamente positiva, uma vitalidade que tiramos não se sabe de onde. A passagem de ano  que demarca a fronteira entre um ano que se acaba e o que se começa está num berço repleto  de esperanças e fantasias.  Sim, se passamos um  ano de merda, nossa saúde está enfraquecida, o gerente do banco nos praguejando feito um cão,  as finanças doente das pernas  e tantas outras sórdidas situações estão empanturrando sua cabeça de preocupação, tudo bem, o ano novo,  segundo  nossos desejos, será legal,  todas as mazelas ficarão no passado junto com o ano que se finda. Por mais ridícula que pareça estribamos nossa confiança mordiscada por alguma traíra faminta num ano novinho e xô aos  pessimistas de plantão que secam nossas expectativas quiméricas   com seu ar de realidade. Queremos um ano novo musculoso, sem as gordurinhas do ano feio e cheio de rugas que se finda. Já vai tarde! Vai, vai, enxotamos. Precisamos disso. Um recomeço. Precisamos tanto,  como casamento velho precisa de uma repaginada.  Sim, medimos o quão foi bom ou ruim  após seu termino e aferimos nota até. Ano de merda! Ah, foi legal! Dizem que toda unanimidade é burra. Que bom, assim temos o livre arbítrio de classificar o ano conforme realmente foi pra nós, porque se olharmos dentro de um contexto geral.   Sonhamos que  todo mar de lama será retirado de nossas costas,   que nossas mais lindas fantasias de enriquecer vão se concretizar. Como assim? Do nada? Não fizemos planos, não economizamos, não diminuímos gastos, não depositamos, não estudamos e sério, acreditamos que vai ser diferente? Faz sentido se acreditamos  em Papail Noel, Renas, chuva de dinheiro caindo do céus,  bondade alheia...e políticos honestos, caso contrário, sonha não!  E para quebrar seu encanto de uma vez  lembre-se: mágica não existe. Quando vemos um mágico encantador  fazer suas peripécias, sabemos,  não temos dúvidas é truque. Mas, motivados pela magia que transcende a virada do ano, achamos mesmo que tudo vai ser melhor. E porque não? Um pouco de energia positiva não faz mal pra ninguém. Um pouco de sonho não dói. Se empanturre de lentilha, coma quantos cachos de uvas quiser, pule 7 ondas em cada mar que conheça. Não faça nada pra você ver. A mágica do ano que nasce  sem fuso horário ou não, adivinha? É ouro de tolo. Mas, tudo bem é valido pela energia que se emana,  tanta energia pululando como peixe em água poluída tentando respirar...Vai lá, a ceia da virada pelo menos vai matar sua fome, ainda que comprada no cartão de crédito para seu ano começar mais pomposo. De dívidas.


OBS: É brincadeira. Embora renovamos nossas esperanças a cada ano, sejamos  proativos. Os anos passam e enquanto passam envelhecemos. Adivinha como vai ser daqui a 30 

Racismo





Enquanto mascararmos o que as evidências deixam  claro não haverá  como curarmos esta doença chamada racismo. Somos racistas, ponto. Esta deve ser nossa  primeira admissão. O racismo não é uma opção, ele vem num programa chamado vivência e  é incutido inconscientemente em nós, sem darmos conta. Resta-nos entender que sua inserção é involuntária mas,  seu afloramento pode ser uma escolha. É como a gordura misturada  a carne, é difícil separar.  Depois de admitirmos, precisamos definir  se ele é bom ou ruim e como iremos  tratá-lo. Isso mostra que não precisamos sentir culpados por senti-lo.  Alias, não há outra forma de cura senão  encararmos que ele existe. 
O que é o racismo?  É a rejeição ao que é diferente  ao que foge do que estabelecemos como padrão e ao que nos ameaça. A conduta racista,  às vezes, se comporta como um vírus  em estado de hibernação até que algo ou circunstância o ative.   No andamento deste processo sentimos   um desconforto na consciência  que é manifestado veladamente mas  em  circunstância em que encontre acolhida  e motivação se libera, matando  a dor na conciência. Assim,  damos  vazão por intermédio do nosso  comportamento ante a suas vítimas.   Ao admitirmos e definirmos se ele é bom ou ruim  para nós, devemos  continuar  especulando   nossa consciência para que possamos construir a motivação correta para corrigirmos nossa conduta.  Perguntas como porque estou sentindo isso? A vítima do meu preconceito é culpada pelo meu sentimento?   E refletir  sobre  posição que a vítima do preconceito se encontra:  Ela não pediu para nascer com a cor da pele que tem  ou com a aparência, ou posição social...   E entender que a pessoa esta sendo condenada por  uma característica  que ela não teve opção de escolha.  Ninguém é diferente porque quer. É importante entender que não se entra numa fila antes de nascer  escolhendo características genéticas.   Se assim fosse não haveria tanta imposição,  tanta agressão as peculiaridades alheias, e tanta camuflagem que serve de estereótipo para ocultar o que é visto como diferente. Claro que existe um contra ponto, porque a pessoa que é  diferente, por vezes, sabota sua própria existência para encobrir o que aos olhos dos outros é visto como desnatural.  
 Em cada tipo de racismo existe uma bagagem de justificativas viáveis e inviáveis mas,  para que seja renunciado  tem que ser   sobrepujado de seu  estado inconsciente impedindo sua impetuosidade quando encontra o ambiente propício para sua veiculação. 
Dizem que tudo que tem um campo fértil prospera, seja a coisa boa ou ruim..
O racismo é a estrada que conduz a violência, degradação,  inferiorização, conduta desenfreada , cólera e furor.  É uma estrada de merda mas que todos temos que passar  e que insistimos em criar atalhos. 

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Uma data marcante



O espírito natalino parece contagioso. E que bom que seja  assim. As pessoas parecem que ficam mais bondosas. Este é um tipo de contagio desejado. Sempre que expressamos um sorriso, um ato de bondade, um aceno afetuoso ou apenas um cumprimento a alguém que vemos com frequência, mas simplesmente ignoramos,  abrimos as comportas da reciprocidade nas pessoas,  algo que, ao que me parece, é desejável,  mas que mantemos enclausurado com medo da mal compreensão. Estamos tão acostumados com nossa individualidade no nosso mundo particular criado pelo que os outros possam pensar que aprisionamos ternas feições para evitar mal entendidos ou até situações embaraçosas.  Dar um sorriso para alguém pode ser mal interpretado, assim, guardamos nosso comportamento que condiz mais com o que realmente somos,  para épocas em que parece que as pessoas estão mais receptivas em nome de uma data significativa. Engraçado como que somos moldados por determinadas datas e como nestas, temos motivações que poderiam fazer-nos melhor no dia a dia. Mas, enfim, o espírito natalino faz isso. Talvez porque apesar das dificuldades que passamos durante o ano, esta data nos encha de esperanças de que tudo possa mudar, a proximidade de um novo ano para depositarmos  nossas  esperanças malogradas. Uma esperança que se renova dando-nos uma sacudidela para olharmos para dias melhores. Afinal a data  embora esquecidas, representa  o surgimento da esperança quando sob  uma condição moribunda  estávamos subjugados  e cujo nascimento de Jesus, filho de Deus,  reparou.  O nascimento de Jesus representa a esperança por intermédio do resgate que significa que embora pecadores, mediante sua bondade,  temos como reverter  uma condição de morte  em vida, e vida em abundância. Veja como esta idéia é motivo mais que suficiente para inundarmos nosso coração de boas expectativas. Claro que hoje a troca de presentes e a confraternização ofuscaram o principal motivo, mas ainda prevalece  seu espírito motivador e gerador de união que mesmo sem darmos o devido valor ao seu verdadeiro significado tem sua representatividade que desperta nossas verdadeiras emoções.