someone lyke you

domingo, 5 de janeiro de 2014

DESEJAR OU NAO, Eis a questão.



Um dia eu quis saber qual era a religião verdadeira. Ajoelhei-me  e pedi a Deus que me mostrasse qual caminho  seguir ... Não era só uma vontade destas que você leva em banho- maria;  era realmente algo genuíno   - penso que você pode ter um querer passageiro, um desejo volátil que não te levará a lugar algum. Eu realmente queria descobrir qual a religião verdadeira.  Engraçado que quando você realmente se volta conscientemente para um objetivo  e com isto quero dizer: foco,  disposição e ação, parece que o universo conspira a seu favor mostrando e abrindo caminhos que te levam ao desejado.  Como alguém que resolve comprar um carro de determinado modelo e  passa a   vê-lo em toda parte após a escolha. Certo escritor diz que estreitar a visão aumenta as perspectivas. Talvez o que nos impede de alcançarmos muitos   de  nossos objetivos seja a falta de foco. Desconhecemos a força          que temos dentro de nós e  imagino que se conseguíssemos usá-la em nosso benefício,   nos surpreenderíamo. Mas porque não conseguimos direcionar esta força?. Outro dia resolvi me empenhar em algo muito curioso., assim, pesquisei sobre o assunto, fiz algumas indagações mentais,  resumindo, me mexi como sugere  o filósofo (Se você quer mover o mundo mexa-se) e  as coisas começaram acontecer.   O  canal da tv  escolhido  falava sobre o assunto,  as revistas que folheava  me davam pistas exatamente sobre aquilo.. Parecia que meus passos involuntariamente me aproximavam do meu foco.  Perspectivas ampliadas? Ou um traço do seu subconsciente trabalhando para atingir objetivos?  Lembrei-me de um autor que descreve nosso subconsciente como um poço de água. Visualmente podemos imaginar aquele poço como algo limitado. Mas se mergulhássemos naquele poço e  caíssemos num oceano? O oceano seria nosso subconsciente. E sabemos da infinidade de possibilidades de um oceano.  Mas porque então não conseguimos tantas coisas? Porque definitivamente  não sabemos o que queremos, e olha, não sabemos mesmo, acredite! Tem um escritor que  diz: As pessoas não sabem o que querem e vão até o inferno para obtê-lo. Consegue compreender isso? Vou complementar este pensamento com outro que diz assim:  Cuidado com o que deseja porque você pode conseguir.   Ainda outro  diz:  eu vejo mais lágrimas pelas preces atendidas do que pelas preces não atendidas.  Como pode ver falta-nos foco, um objetivo definido e claro que nos leve ao  caminho escolhido. Tantas pessoas falam: eu quero fazer isso, vou fazer aquilo. Mas,  com o tempo isto se torna um pensamento repentino. Formulando uma frase que descreva isso:  Penso, porém logo esqueço e quando puder penso novamente.  Isto não lhe dá a impressão de um querer superficial?   Já reparou  como certos cachorros ficam tentando  pegar o próprio rabo? É hilário, parece tão sem objetividade. Mas, tenho a impressão que   passamos  parte da  vida  assim.

Calor dá uma Apatia

Apatia
Que Desânimo,
Deve passar estou esperando
Apatia, final de carreira
Eita, que lombeira
Apatia o que é que isso
Atrasa meu serviço.

Ai, que sono
Queria cochilar, não cochilei
Queria deitar, não deitei
Queria ...
Não me condene, só pensei. 

Preciso de uma sesta
Quero ler bateu o sono
Quero raciocinar, um desânimo
Termina logo este dia
To cansado da correria


Ai que preguiça
Afinal é sexta feira
Puta merda que canseira
Um calor de fuder
Só me falta um chato aparecer.

Humm, que lombeira
- Tá de graça, é  sexta feira!
Não vai fazer isso comigo
Não quero mais nada fazer
Tá difícil de entender?

Que enrosco
Quero trabalhar mas este sono
Parece um encosto
Não paro de me espreguiçar
Assim não vai dar.

É ruim ficar assim
O telefone toca eu atendo
O cara que chama é rabugento
Tudo parece me irritar
Acho melhor esperar passar.

Preciso dormir
Vou ficar quietinho então
Daqui a pouco fico bom
É o melhor a se pensar
Daqui a pouco volto pro ar.

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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

CONTEXTO SINGULAR



A taça ali sobre a estante
Diz mais do que se pode ver
Tantos vividos ela esconde
Tantos capítulos a dizer

O vinho que doravante hoje
Dentro a taça se acomodou
Tanto  segredo  esconde
Tanto amor semeou

A taça sozinha na estante
Com o vinho irá se juntar
Se o momento pressupõe-se
Algo pra celebrar.

Mas se não há  celebração
Nem um momento pra consideração
Taça e vinho destilarão
Singular sublevação


E quando a taça assenta o vinho
O comum vira divino
A taça e o vinho
Se fundem num êxtase  de prazer
A taça é o vinho
Difícil  descrever

É  um rio sem o leito
Pra água correr
A taça sem o vinho
É o divino sem prazer

A taça e o vinho
Homem e mulher se fundindo
As vezes a mulher é o vinho
Suave, cintilante com aromas inebriantes
As vezes o homem é o caminho
Que muda o paladar  do vinho
A taça que antes menino
Agora é uma mulher
E o vinho que dantes menina
Agora é um homem

E  nesta  perfeita  união
Desde  a concepção
Das parreiras que vão se alastrando
Ao vidro que é fundido
Até a  distinta formação
Ambos devidamente  concluídos
Um dia, casualmente...
Se  encontrarão:  a   taça e o vinho.

UMA TEORIA SOBRE A POSSE



Às vezes você precisa atingir o auge da posse pra descobrir que você não possui nada.
E quando você perde você supervaloriza o que perdeu, mas depois,  com o passar do tempo você descobre que a coisa nem era tão valorosa assim,  então você entra numa fase de questionamentos: Como pude fazer isso? Como pude aceitar aquilo?  Deus onde estava com a cabeça!
Você questiona ações de uma ocasião que estava sob o efeito de um sentimento que tapava-lhe a razão. Agora, liberto, você se questiona, se tortura. Entramos numas de procurar culpados, de constestarmos nossas ações. Diante de crises emocionais como estas analisamos nossas atitudes e as atitudes do parceiro como acertos e erros.  Embora a idéia de posse seja algo oriundo de nossa constituição precisamos reavaliar nossas atitudes.  Quando consideramos as pessoas como se fossem  nossa propriedade fatalmente faremos sua vida miserável e  pouco aprazivel. Então quando o ciclo da posse termina costuma-se procurar razões. Sim, houve incompreensão, motivos para que não desse certo, mas do que adianta ruminar fatos passados causando uma indigestão nociva?  Ambos erraram e ambos colherão o fruto dos seus erros. 
Nos somos aprendizes de tempo integral  e aprendemos com nossos sofrimentos, com nossos relacionamentos desfeitos, aprendemos com nossas inconstâncias... Não erramos porque queremos, ou ate erramos, mas não é algo diabólico ou premeditado. Se erramos é por não vislumbrar as coisas como deveriam ser  por não estarmos preparados para aquela situação ou mesmo por sermos levianos em nossas atitudes,  mas,  nada coniventes com a premeditação.
Atingir o auge da posse é você achar que pode controlar a vida da pessoa amada.  Sim, achar que pode controlar seus pensamentos, vontades, etc. e  tal.  Não pode. Mesmo porque às vezes nem a própria pessoa sabe o que sente... Às vezes,  nem sabe o que quer. Então como pode controlar alguém? Mas, isto não é uma coisa que se aprende  da noite para o dia, é um longo processo de dor, angustia, questionamentos... Romper um  molde preestabelecido não é simples, não é fácil e muito menos inconsciente, você precisa estar imunizado dos efeitos deste sentimento para que então possa romper o molde da posse e isso exige tempo. Custa-se a entender que o tempo cura os males da alma quando sob o efeito da paixão. O  simples fato de admitir a perda é possessivo e posse é manipular a si mesmo sob as rédeas de uma cegueira claustrofóbica,  porque além daquilo, você não consegue ver mais nada e como não consegue ver sente medo de perder  até o que é ruim, o que está te tornando  pequeno, o que o  está descaracterizando. O que está te fazendo infeliz.  Eu sei parece confuso, mas quem disse que o sentimento de posse é fácil de entender? Passamos a vida toda aprendendo que o que é nosso é nosso e que não devemos confiar nas pessoas,   que não devemos dar margem para uma possível traição e que a forma de não perder é controlar.  Gerimos um medo por algo ainda não vivido e ficamos esperando que aquilo que não aconteceu vá acontecer e neste clima tão bem elaborado por nossa mente perversamente criativa entramos numa relação que poderia ser promissora,  armados até os dentes como se a pessoa que decidimos amar fosse nossa inimiga, o que, por conseguinte acaba sendo. É como alimentar um monstro em nossa imaginação e darmos vida a ele por conta do nosso medo. Como então  balizados neste aprendizado teremos doravante, um  conceito equilibrado? Isto realmente não é fácil. Mas não é impossível. Basta boa vontade e alguma dose de sofrimento caso você esteja no olho do furacão.
A liberdade da posse não garante que você não irá mais conviver com ela, pois as pessoas do seu convívio também desenvolvem este estigma  e isso lhe sobrevêm como aviso para uma vigilância constante dos seus sentimentos. E isto é muito bom porque toda lição aprendida precisa ser constantemente recapitulada porque senão você esquece... E a mente esquecidiça é outra arapuca que devemos evitar integralmente.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Imprevistos

O imprevisto, o inesperado são coisas que comumente estão presentes em nossas vidas. Você talvez lembre de um infortúnio que te pegou desprevenido quando você menos esperava ou quando uma bem aventurança lhe agraciou tão subitamente que ficou boquiaberto. A expressão: " fui pego de surpresa" ressalta bem o que quero dizer.  Muitas vezes na vida somos pegos de surpresas seja pela  desatenção, vítimas de  traição, seja por acidentes ou  pela casualidade, certo é que generalizando podemos, para todos estes  ocorridos, darmos o nome de "imprevistos". Claro que quando agraciados por uma coisa boa ficamos imensamente felizes. Quem por exemplo não gostaria de saber que ganhou uma bolada ou que passou num concurso para ganhar 20 vezes mais do que ganhava... Mas, as vezes,  o que nos advém nos deixa impotente diante do acontecido e por mais que tenhamos boa vontade ficamos a mercê de acontecimentos aleatórios a nossa vontade. Toda esta reflexão talvez se dê por causa de uma pessoa muito especial que na véspera da manhã que se sentiu fatigada, tinha muitos planos sobre uma viagem que ela almejava muito. Ela também não esperava que aquele mal estar era o sintoma de uma doença, que graças a Deus, curável. Acho que os infortúnios são mais frequentemente lembrados por serem noticiados com mais ênfase ou freqüência, mas todos eles com raras exceções pegam suas vítimas despreparadas para o desfecho. Fico a imaginar como devem ter se sentido aquelas pessoas que viviam sua rotina muito normalmente... Quando naquele dia fatídico  rumavam para seu destino e  o veículo que os transportava foi engolido por uma cratera que se formou em segundos. Qual a sensação que tiveram quando ainda lúcidos puderam por pouco tempo relatar aos seus familiares o que acontecera? Ou, ainda aquele acidente com o submarino russo kursk. Talvez nenhum deles esperasse que o indestrutível fosse sublevado tão repentinamente levando com ele toda tribulação a morte... Os imprevistos e o inesperado perambulam entre nós sempre e talvez não há como tomar medidas preventivas para nos livramos deles, mas estarmos consciente deles nos dá certa medida de cautela e uma visão mais ampla para tomarmos algumas medidas de proteção. Depois destas medidas só nos  cabe estribarmos na proteção divina de nosso superlativo Deus.

Leviano



Meu corpo estremece então ele esquece
Que você é de outro.
Ai, eu fico louco e esta loucura é tão leviana
Vc é insana (a loucura) - eu falo comigo
Você é sacana, porque faz isso comigo?

E eu me aflijo quando não falo contigo
É tão frustrante
Ser seu amigo  é como ter um livro
Sob a estante.
Não leio seu coração, não sei qual a intenção
Mas você   é bacana ( o livro)  - eu falo comigo


Em meus pensamentos
 Você é minha  já faz tempo
Ai, os meus intentos, ( se tu soubesses)
Seria amiga? Brigaria comigo?
Eu sou abjeto – eu falo comigo
Um ser desprezível – Diz meu juízo.

É tão contrastante aquilo que quero
Se consciente sou martelo num prego
Mas quando te vejo você mexe comigo
Viro menino..

Entre o querer e o poder
Há um dilema medonho
De a realidade criar um sonho
Num sonho estar vivo
Qual o preço de tudo isso?
É puro egoísmo?
A felicidade em seus braços encontrar
Ou viver, deixar o barco navegar

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Atitudes e Reprimendas



Atitudes e reprimendas regem como conduzimos nossos relacionamentos. Elas revelam o quanto nos esforçamos em doar  um pouco  de nos aos outros. Eu tenho aprendido de  forma dolorosa  como fazer isto. Pessoas bondosas que apesar de toda mágoa que lhes causo ainda persistem em abrir meus olhos, ou melhor, meu coração. Chamam atenção para minhas falhas que emergem quando mais preciso me doar.  Uma frase que me incomoda muito diz respeito a minha precisão em cobrar a disponibilidade dos outros, mas,   quando eu preciso demonstrar o que exijo   não tenho a mesma  disposição, se é que tenho  alguma.  É duro admitir que você cause sofrimento aos outros, mas só quando você realmente está aberto a se observar  notará o dano que pode causar aos outros, pessoas que realmente gostam de você. Ser observador de si mesmo requer  empatia, sem ela não é possível aprender . Bons relacionamentos requerem algum tipo de doação, seja na questão tempo, seja de disposição. É  necessário entender e estar disposto a querer fazer  dar certo.  Não é possível ter tudo da forma que se quer e como  se quer, não quando se trata de se relacionar com outra pessoa. Senão prevalecer  o princípio de doação  alguém sairá ferido.
Não raro quando uma pessoa está insatisfeita o relacionamento vai mal para ambos. Porque a pessoa infeliz manifestará  sua insatisfação aos ouvidos de quem?  Como resultado terá uma pessoa infeliz por falta de doação e a outra infeliz por ter que escutar a dor da outra. Quando  nossas necessidades contam  como mais importante numa relação é como se fadássemos ele a ruína, pois é impossível conduzir um relacionamento salutar quando apenas a necessidade de uma pessoa  é atendida.
 Não se torne insensível as necessidades alheia pois isso refletirá nas suas necessidades. Um bom termômetro para medir as quantas andam sua sensibilidade é se sentir indiferente ao clamor alheio.Uma pessoa não chora, não reclama não se exalta quando está abastecida de suas necessidades de amor. Uma das descrições bíblicas sobre o amor cantadas em canções e falada  em todo  o mundo  se encontra no livro  de coríntios 13. O texto fala sobre a importância do amor: “Ainda que eu falasse a língua dos anjos, e fosse” ..””. mas não tivesse amor..;””  Coisas e bens se tornam vãos quando nos falta o amor. Esta solicitação  esta intimamente ligada a nossas necessidades. Numa frase memorável Jesus ressalta a importância da empatia quando diz:  Faça aos outros o que gostaria que fizessem a você.