someone lyke you

quinta-feira, 31 de março de 2011

Ar viciado do medo

Respiramos o ar viciado do medo e passamos a ter medo.  Com medo você se torna imprevisível como um  gato  encurralado  que te ataca .. O medo traz o desespero que te impulsiona a agir como tal.  Medo e  desespero de mãos dadas,  são  um convite  pra Tolice.  

quarta-feira, 30 de março de 2011

alabastro

O cheiro de perfume no vaso  alabastro impregnando  o ar era tudo que queria naquele instante. Não que aquilo fosse amenizar os problemas..mas precisava daquele cheiro repousante paraindo sobre suas narinas... Enquanto pensava quais seriam seus próximos passos...Lembrou quando pela primeira vez tinha sentido o cheiro daquele perfume... Sua mãe costumava todos os sábados borrifar alfazema sobre o vaso de alabastro... Engraçado como aquele cheiro trazia tantas recordações... Ainda pensativo dirigiu-se a cozinha, abriu a geladeira e pegou uma maça... Deu um pequeno sorriso quando percebeu que mal pusera a boca na refeição do almoço que dava sinais de mexida.. mas não degustada..Pode ouvir perfeitamente em seus pensamentos a voz de sua mãe reclamando que era um desperdício fazer comida naquela casa... Estava atrasado, pegou  as chaves do carro e deu uma última olhada para ver se não havia esquecido nada.. Era hora de ir...

terça-feira, 29 de março de 2011

Desorientado

Quando criança costumavávamos  matar ratos de forma coletiva. Armávamos uma arapuca durante a noite e se de dia pegássemos algum ... era motivo de grande alegria.Reuníamos um grande número de garotos, levávamos o bicho pro  campo de futebol e o soltávamos...Nesta hora,  todo mundo corria atras dele  e entre fulgas e chutes o jogo só terminava quando o rato era morto.  Certa ocasião um rato escapou antes mesmo de chegar ao campo e passou desvencilhando por entre vários meninos. Até que passou por mim, eu, muito destemido, o segui bravamente até que o encurralei numa pequena saleta.  Imaginei comigo que era o fim dele... mas subitamente, o rato que se viu  encurrado...levantou as patas da frente e começou a grunhir como se fosse me atacar... Fiquei atônito porque não esperava tal reação. Mas logo o menino que vinha atrás de mim resolveu a questão. Passou por mim  numa velocidade incrível e chutou com toda a força o  bicho que acabara de me enfrentar... Não precisou de outro.  O bicho se estatelou na parede e nao levantou mais.
 De lá pra cá aprendi a conviver com a desorientação em muitas situações.. Mas não  como a que estou vivendo agora. Nada a ver com um rato que se levanta pra defender sua vida... talvez seja mais uma reação pra defender um amor. Um amor que não sei se é recíproco..Uma desorientação tão letal que já não sei o que é certo ou errado, no que acredito ou não acredito, no que é verdade ou mentira.  

O bem que quero não faço...

O bem que quero não faço, mas o mal que  não quero este pratico... (romanos 7:19)  Vivemos numa luta constante para vencermos nossas fraquezas, desvirtudes e vícios.. Prometemos que  não faremos determinada coisa e instantes depois estamos praticando aquilo que  juramos não fazer mais. Trata-se de nossas inclinações pecaminosas que nos rodeiam e nos impulsionam a agir de forma contrária  a que gostaríamos. Mas isto nos condena a sempre a agir mal?  Lutarmos contra nossas inclinações de fraqueza é vital  e nem sempre é fácil sairmos vencedores nesta batalha... É necessário que tomemos forte posição de afastarmos aquilo que nos faz mal diretamente e às pessoas que conosco convivem. Aquela velha estória  das  forças opostas guerreando dentro de nos,  cujo a  força  vencedora é  a que  alimentamos melhor.  O bem que tentamos fazer precisa ser exercitado, desejado e incentivado para que se torne real. A disciplina nem sempre parece ser boa.. mas traz frutos benéficos que nos engrandecem e nos tira da primitivida de sermos conduzidos por nossas inclinações.... Se o bem é desejado e mesmo assim não o faço é porque o mal prevalece em nossa essência... mas isto não é referência para acomodo. Nesta luta entre o bem ou mal, certo e errado deve prevalecer o que nos faz sentir realizados e não arrependidos...  Talvez caiamos muitas vezes entre tentativas e acertos... mas se realmente desejarmos o bem , é ele que prevalecerá.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Vencido


Hoje estou sem esperanças
Aceitando o que há de vir
Nadei águas turbulentas
E cansei
Estou aqui.
Tíbio, lânguido,  vencido
Pronto pra ser consumido
Pelo que tiver que vir.

Me prostrei diante do carrasco
Decepe logo, diacho!!
Acabe logo com a dor
Quero me encostar
Enfim poder descansar
Do descaso do amor

Não tenho mais forças
Cansei de lutar
Estou no Vietnã, Camboja,
A cada toque um estampido
Em cada cena horror
Se espero um sorriso
Vejo dor
Se espero esperança
Vejo prisão
Violência
Se espero amor?
Não agüento mais reticências...

Quero um amor empolgante
Que me receba com sorrisos
Um abraço aconchegante
Que me conceda o viço
Renascer nos seus braços
Desfrutar seu regaço
Ver o amanhecer
Não medir horas difusas
Não acordar sozinho
Falta de carinho
Solidão...
Tensão,
Medo....
Nãoooooooooooooo

Oh Deus..


O Deus conceda perdão pros meus pecados
Eles entulharam minha vida
Um  canto cheio de traças
Cachorros que lambem as feridas
Vinho novo em odre velho
Linha velha, tecido novo
Tudo estragado
Botar fogo

São muitos erros acumulados
Repetidos e assinados
Empobreceram tanto meu coração
Tornei-me sedentário na ação
Incompleto e mau assistido
O Deus, ,lava-me torna-me limpo


O coração está contristado
Tantas magoas que ouço lardear
Tantas farpas dos erros  que olhei
Mas os meus eu não pude enxergar
Oh Deus, eu suplico
Água limpa transbordando em água  suja
Pra que a vida tenha mais compostura
E a cabeça penda para cima
Que não faça sofrer a quem amo
Se quem amo professo amar
Seja boa a auto-estima

Se lhe entrego minha carga
É que meu fardo
Esta pesado pra sozinho carregar

Erros


Meus erros são percalços torturantes
Numa dor que ninguém mais possui
Atravessei horizontes..
Me induspus com a razão
Tributei e apliquei sanções
Admiti erros
Pedi perdão
Discurso coesos
Sem efeito algum
Me vi entre dilemas
Atravessei turbilhões
Imaginei esquemas
Aferi grilhões
Me tirem a venda
Caia babilônias
Não vale a pena
Sonhos

Os erros cobram juros escorchantes
Terra árida que produz abrolhos
Lobos uivantes
Discurso enfadonho
Desculpas parvas
Sem comoção
Palavras torpes
Que vem e vão
Estaca solta
Cerca frágil
Sem dignidade
Capacho

Os erros produzem esperança
A esperança de um amanhã é desejada
Com isopo limpar nodoas chamuscantes
Ver um paraíso renascer
Terra árida produzir fruto exuberante
A paz no coração sobreviver
Feridas serem cicatrizadas
Alegria que ninguém mais possui
Atravessar horizontes
Acertar com a razão.
Ventos uivantes
Conceder perdão
Verdades dignas
Paz infinda
Ver