someone lyke you

quinta-feira, 11 de agosto de 2022

O oculto um dia aparece

 


 

A mentira não prevalece no tempo.  Pode isso lhe importar ou não. Por isto políticos agora adaptaram sigilo de 100 anos para causas escusas. Durante um século, ou seja até que morram ou que a geração presente já não exista. É uma forma de ocultar a verdade.  Pode ser que para os interessados aja certa medida de proteção.  Mas, a verdade aparecerá. A história não dormirá no ponto.  E para quem tem ouvido para ouvir que ouça.  As vezes queremos saber a verdade para nos livrarmos do assombro da dúvida que quase nos enlouquece... Mas, quem mente não dirá... Não seja ingênuo. Julgo que é nosso maior mal sermos ingênuos.  Querer tapar o sol com a peneira é maquilar a mentira. As evidências não precisam de uma palavra de alguém que já mente... Mentir mais uma vez não faz a menor diferença.  É natural do ser humano não expor seus pecados, falhas, ou aquilo que denigra a imagem que tem de si mesmo.  E, a verdade não se extrai só porque você quer saber.  Ponha-se no lugar da pessoa. Você revelaria algo que quer esconder só porque o outro quer saber? Não. Então não  espere isso.  Políticos mentem, namorados mentem, amigos  mentem. Julgam que agem assim pelo bem maior. Pra eles.  Não é para o bem dos  interesses nacionais, do casal, ou da amizade.   Você também não vai ficar paranóico por isto. Você também mente.   A verdade é que saberá o valor da verdade quando fizerem contra você...  Neste caso, a verdade doída fará você lembrar que,  do outro lado da ponta tem o outro que você causou dor.  E quer saber, você dará a mínima. Também é do ser humano tapar o sol com a peneira para coisas que mostrem,  o que de fato somos.

amor incondicional

 

O que é o amor? Pergunte-se. Reflita se ama de fato a pessoa que está do seu lado.  Talvez consideramos que o amor seja  um toma lá da cá.  Você dá e recebe.   E, certamente não  é questionável... Viver com uma pessoa que te puxa para trás, é uma missão complexa. Espera-se que em nome do amor a pessoa compartilhe com você conquistas e seja solidário nas dificuldades.. bom ouvinte, amigo... companheiro. Numa relação pessoal talvez isto dê conta. Mas, o que dizer dos demais? Pessoas que circundam de perto sua vida: colegas de trabalho, pessoas do seu círculo social, vizinhos.  Se mencionada a palavra amor, talvez nem caiba neste círculo de convívio.  Amar meu vizinho, soa um pouco exagerado.  Mal o conheço. E, se porventura ele tem um habito irritante, ou deixa de fazer coisas que julga ser coisas que vizinho faz, pode ser que não o tenha em alta.  Assim, é muito fácil deixar de gostar de alguém que não é solidário... Sugere-se:  Se ele nada faz por você porque faria por ele?  Cabe isso no amor? Para gostar de alguém tem que existir uma troca? Eu não gosto do meu vizinho!  Se,  taxativo assim, você deve ter queixas relevantes para tal.  Inevitável perguntar porque? Você expressaria seus motivos: O cara não pega um remédio quando não estou... O cachorro dele é odiável fica uivando a noite toda.  Sabado quero dormir até mais , mas ele liga a serra elétrica  6h da manhã e fica aquele barulhos infernal o dia inteiro.  Mas, e  o tal do amor incondicional?  Não vira.  Se a palavra amor é definida como incondicional dificilmente amamos alguém além da nossa família.  Então resta a pergunta existe o amor incondicional a terceiros?  Sim, existe. Aonde? Não sei. Mas, é possível que o exercício do amor tendo a incondicionalidade como padrão reaja a altura.  E este exercício permita a abertura ao amor abrangente sem trocas. Mas, não é todo dia que soará como algo desejável.  Pois, os resultados obtidos ficam muito próximo ao que chamam de ingenuidade.

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

O gaiato

 

O  conto do gaiato.

 

Parou o transeunte como se, se conhecessem há anos. O capiau que ouvia a conversa atônito ficou inerte tentando lembrar de onde conhecia aquele personagem que se mostrava tão familiar, mas cuja imagem o abordado não reconhecia.... E fez-se presente, fez-se simpático, fez-se de bom moço, o outro que tinha a memória ruim, mas ele não, lembrava-se perfeitamente do desmemoriado. Após questionário sobre como ia a família, a cidade, os antigos companheiros... o homem sorridente, chegou ao que queria, uma venda bem sucedida que o comprador não sabia qual a finalidade de uso da compra.  Gaiatos, são assim. Fazem você fazer exatamente o que querem . Depois do dolo você se sente um otário que foi enganado tão estupidamente como não deveria ser.

 

 Lembrei-me do maior de todos Pedro Malasarte.... Conta que sem dinheiro costumava ficar a espreita esperando passar um fazendeiro rico e ambicioso  para aplicar-lhe algum golpe... Este no caso logo apareceu distante que ele vislumbrou de longe em tempo para elaborar um plano.  Confabulou como poderia.. E logo veio a luz. Diante dele um cocô de bicho estava ali no chão. Pensou porque não?  Quando percebeu que os olhos do fazendeiro já lhe avistavam de longe,  lançou o chapéu sobre o monte de bosta e ficou como se protegesse a coisa mais valiosa do mundo.  Pouco tempo depois com o fazendeiro que de longe já o avistava naquele posição, fez-se curioso.  E ao passar por ele e ver o homem tão compenetrado na missão de proteger o que estava debaixo do chapéu perguntou.  O que se passa cabra, o que tem aí embaixo do chapéu.. Malasarte mostrou-se temeroso... Parecendo não querer compartilhar com o homem aquilo que guardava.  O homem indignado voltou a lhe perguntar.. Ora, moço, o que tens por ai, não lhe causarei mal algum por me prestar devida informação.   Então Pedro falou. O que trago aqui é um pássaro de grande valor...  Só que estou receioso de compartilhar esta informação e vós querer me roubar o pássaro. Deu uma pausa e atirou. Se confiasse em vossa excelência diria meu plano e em contribuição dividiria o valor da venda... O fazendeiro então falou: desembucha homem. Se tem valores envolvidos prometo ajudá-lo no que for possível.  Falou Malasarte:  O problema é que tenho o pássaro mas não tenho a gaiola.. e confesso tenho medo de tentar pegá-lo com a mão e na ação o bicho escapulir... Ou  ainda apertá-lo a ponto de matá-lo..... Vós, mecê poderia ajudar-me? Este pássaro de grande valor será de valia para nos dois...  O cavaleiro pensou :  que mal tem se em ajudá-lo? Sem contar que ainda por cima terei ganho.  E falou: Fale-me desta loja para que possa trazer-lhe a gaiola recomendada...  Homem, tu conhece a cidade?  Disse-lhe Malasarte. E continuou: Demorará muito para encontrar o que preciso... Deixo-o aqui e tomo montaria no seu cavalo para a compra... Para mostrar minha  credibilidade em vós,  deixo-o aqui guardando nossa preciosidade.  Pensou o homem e ... Resolveu confiar no faroleiro. Viu quando Malasarte sumiu com seu alazão cidade adentro.  E lá ficou o homem ... acocorado protegendo sua nova fonte de renda. ... O sol a pico e a demora do outro fez o homem questionar sua sabedoria diante da questão... Tanto tempo assim, poderia ser que o pássaro já teria sucumbido sem ar.. Não se mexia, não cantava, não dava sinal de vida... E nada do outro aparecer...  Precisava se certificar que o pássaro continuava vivo para valer a pena esperar mais um pouco. Resolveu então levantar o chapéu..e, O céu pareceu mudar de cor com a vertigem que lhe sucedeu. Eu mato aquele fdp. Ficou fulo da vida com o que viu: um tolosso de merda endurecido que nada tinha a ver com um pássaro raro anunciado pelo carraspana....

Lá na cidade o Menino se ria se vangloriando da venda bem sucedida do alazão.

 

Confiança

 

 

Cobra-me confiança

E desconfiado fisgo

A confiança é didática

Como é o senso crítico.

 

Se um mais um são dois.

Se um joga fora é ímpar

Não se deixa pra depois

O que ainda é ferida.

 

Se não for didático.

É preciso ter coerência.

A verdade não é um traço.

Da sua inconsequência.

 

Não se pode dois espaços ocupar.

Ou está aqui ou está acolá.

Não há nenhuma competência.

Burlar esta reverência.

   

Olhe a luz do luar.

Feita para apaixonados.

Mas, para quem no desgosto

Só um astro no seu posto. 

 

A dor pode ser física.

Quando a alma está ferida.

O coração que sente dor.

Sabe que a lógica falhou.

 

Cria-se dor, cria-se tormentos

Dando ouvidos aos lamentos.

O  sol foi-se mais outro dia vem

Assim como a lua também.

 

Faz-se cômico ria da desventura

Aprenda com sua descompostura.

O mal que lhe sobrevém respinga no outro

Tem dia do bem e tem dia do tolo.

 

Cobra-me confiança.

Cobro-lhe compromisso

Dentro desta lambança.

O que é resta é pouquíssimo.