someone lyke you

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Indícios de que...

 

 

Se você conhece bem seu carro, notará algum indício de que alguma coisa não vai bem. Um barulho diferente, um rebobinar que não faz parte do comum  é logo notado e serve como referência para que tome uma ação. Ele pode ser inaudível para outra pessoa, mas para você familiarizado com seu carro  não é. E sabe-se,   qualquer barulho fora do normal  não deve ser ignorado. Correndo o risco de a qualquer momento deixá-lo na mão.

Numa relação não é diferente, os indícios deixam claro que alguma coisa não está bem.  E quais são eles?

O primeiro é quando você nota que a pessoa está diferente.  Com preocupação você pergunta se tudo está bem.  Se o indício for indicação do indício que culminará numa ruptura a pessoa dirá que está tudo bem. Que a interpretação é coisa da sua cabeça. E como você não consegue entrar no campo insondável da mente alheia não tem o que fazer. 

O segundo indício é quando seus defeitos começam a ser despejados contra você como uma enxurrada  de apontamentos... O que antes não incomodava torna-se perturbador. Tudo que você faz parece irritar a pessoa, seu parceiro que antes, não se sentia tão frustrado, agora vive as turras. Como se o bloco de notas onde anotamos as  qualidades e defeitos, como pétalas de uma flor do bem  me quer mal  me quer fossem sendo descartadas como  defeito, defeito, defeito;  e mais defeitos.

O terceiro indício são os bocejos. Antes,  tudo que falava parecia valorizado e parecia ser adrenalina para  cérebro. Agora para cada sentença falada, desperta um bocejo . Só você começar a falar e lá vem os Uahhhh! Continuamente até você notar que a pessoa está desinteressada no que está dizendo. Noutra situação você começa explanar um pensamento e a  pessoa te corta falando junto, como se você não estivesse ali. Ainda quando ao fazer uma pergunta ou comentário a pessoa dá a mínima, digitando no celular, lendo alguma notícia, fazendo comentários nada a ver com o assunto ou se fazendo obtusa.

O quarto e matador é o sexo.  Se a pessoa dorme durante a relação... Se a qualidade do sexo caiu muito. Não estiver fazendo questão de ficar com você . E quando fica parece que está em outro lugar. Se diz estar cansada, com dor de cabeça, passando mal... Se começa a pedir a Deus para você não a procure. A coisa desandou.  Neste ponto saiba que paralelamente ao ocorrido outro ocorrido pode estar acontecendo contrário ao que acontecendo contigo e você será colocado como um copo de café descartável no seu novo devido lugar. E sua posição em breve, será ocupada por outro que na sondagem da pessoa amada foi averiguada durante este período para saber se o investimento valia à pena. Tudo isto na surdina. Sem a pretensão de que este era o objetivo. As pessoas gostam de se enganar para enganar os outros.

Há pessoas que neste ponto no campo insondável da sua mente entram em parafuso. Começam a cavar um buraco procurando o fundo do poço guando já no fundo do poço. Estes, acabam perdidos e irrecuperáveis.  Outros submergem num buraco negro do desconhecido e só o tempo e remédios o recondicionaram para a vida.  Outros começam a fazer ligações de como as coisas chegaram aonde chegaram.  E começam uma nova percepção da pessoa e de si mesmas. Outros ainda tem reações que as refinam ou depauperam-na.  Afinal o que não de mata te fortalece.  Ou não.

 

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

O poder da maça.

 


 

Eva, olhou aquela e desejou. Não porque era uma fruta sedutora mas porque havia nela algo sedutor... A voz que lhe despertava a razão para algo além: o desconhecido. Ter posse daquilo que desconhecia. A curiosidade de ultrapassar as cordões manipuladores que a limitava.    A partir dali... a maça ganhou status.  O  fruto proibido. E pelo sabor não condizente o que é proibido é mais gostoso.   De láaaa para cá, caímos na armadilha de definir tudo. Dando valor fictício subjetivamente falando ou objetivo quando apalpamos, sentimos, delimitamos ou limitamos formas, cor e sabor. Assim nasceu as diferenças.  Maça, tem gosto de maça... Pera tem gosto de pera... Quando pensamos numa das duas ou qualquer outra... vemos sua geometria mas também definimos seu gosto, sua cor.. Reconhecemos  sua textura... E nos familiarizaremos   com aquelas mais frutificáveis. Preço de banana, diremos para definir barato.  Tome suco de laranja na falta de  vitamina C...  Pele de pêssego... Pera, que já vou. Rsrs.  Se assim, formatando tudo como esperar que nos desvencilhemos de velhos hábitos?   Ou como mudaremos o preconceito se preconizamos ele no molde de nossa própria consciência? Esta predefinição de tudo, este preencher  lacunas é uma forma errada que foi estruturada em algum momento da sociedade que agora espera que abortemos tudo como nos foi ensinado. Genero, ops isto é um erro, somos apenas humanos, sexualidade... Etnia, raça... Do genero Homo Sapiens que não sapiens nada.

Muummmmm!

 

Nada a dizer mas tem gente que se dobra a qualquer maestro sem saber porque o faz. Verdade.  Isso acontece! E chamamos efeito rebanho.  É assim,  próximo de um abismo se aparecer uma ameaça que cause pavor no grupo, eles se atirarão para a morte.  Sim,  entre humanos também  funciona e há aqueles que o fazem racionalmente. Ora, se racionalmente não é a razão que impulsa o desando. É algo mais que as vezes inexplicável.  Perceba que estes as vezes são pensadores acima da média.  Argumentam com solidez. Convencem. Porém a premissa já não sei.  Só sei que você pode achar que estão possuídos pelo diabo, mas não, são argumentos argumentativos.  Pelo menos tem princípio, meio e fim.  Na exceção da regra estes  enxergam as falhas do sistema funcional e preenchem a lacuna com sua racionalidade veiculada aquilo que um grupo específico acredita.  Se há uma falha no sistema eles tem a solução  para o ato falho.  Só esquecem que se estabelecido o que sugerem a falha ali continuaria sem tirar nem por. Tipo:  quem não tem a obrigação de fazer critica.  Critica argumentativamente. 

  Bom, estes são os racionais mas, há  aqueles que navegam sem diretrizes, muita gente diria pouco informados. A estes basta que mostrem o erro e mostrem  a solução como elixir mágico da cura de todos os males.  Pronto. Lá vai a manada!   Solução chinesa. É barata, é bonita, mas você não sabe se funciona. E nem está interessado.   Mas, enfim. O mundo é feito  de experts, questionadores, bajuladores, seguidores e dissidentes. Cada um puxando a corda pro seu lado e que vença quem tiver menos informados puxando a corda pro seu lado. 

A previsibilidade do imprevisto

 

  

Imprevisto é algo que te pega de surpresa e aciona nossa humanidade, se é que tenhamos alguma. Ah, este é um ponto que as pessoas costumam se apegar quando estão a fim de argumentar sua humanidade imperfeita.  Tipo: Você é tão egoísta, só pensa em você,  quando na verdade você está agindo de forma sensata, só que visando seu lado em detrimento do lado de quem gostaria que a ela fosse dedicado  o que lhe foi subtraído. Claramente insinuando que primeiro ela depois você. Todo mundo age deste jeito. Então se conforme você sempre será o egoísta, desumano se preferir atender suas demandas em primeiro lugar.    As vezes o imprevisto ganha ares de: não ser precavido. Numa situação que foge do seu controle.  As justificativas para o imprevisto nesta conjuntura   costumam ser previsíveis que dá até  preguiça de ouvir o mantra dos cheios de motivos para te sacanear.  Você antes um modelo de ser humano e num instante o monstro do lago Ness.   Daí vem os argumentos previsíveis dentro da situação imprevisível: - Aconteceu, não planejamos nada. Tá, acredito.   – Não há ninguém você está ficando louco.  Louco mas não burro, cego ou surdo.  – Não quero conversar com você estou muito magoada.  Para muitos a mágoa é conhecida como Ricardão. E segue: - Seu comportamento está fora do controle.  Corno também reage.

Mas, deixemos de fita. A vida é mais que isso. É previsível que as pessoas  procurem enchê-lo de defeitos para que os defeitos dela pareçam ser quase qualidades.  De repente você se transformou num  killer furioso e sem noção em constante vilanização.  E vítima é sempre vítima.   E vilão é vilão e pronto.

Para você que nunca foi trocado pode achar estranho e tudo parecer sem sentido. Deve ser jovem e ainda não se viu numa situação em que você precisa ficar se reinventando para se enquadrar num molde que se molda o tempo todo.   Quando isto acontece deveria saber que o barco está afundando, mas você prefere tirar a água com balde. 

  O mais interessante que muda nome, muda cor, muda personalidade, mas na hora do término as reações são pateticamente iguais.  São tantos defeitos colocados no outro  que se fosse enfeites de árvore de natal  iluminariam uma cidade inteira. Ai, o amor. É lindo. Embora as vezes deixe vítimas pelo chão.  E estes, as vezes são antigos amores, que o tempo transformou de príncipes em sapos.  Mas, não se engane,  princesas as vezes também são bruxas.

 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Abacate estragado

 

Não gosto de pessoas parecidas com abacate estragado.  Consistência duvidosa,  cor amarronzada   e molenga.  Não desce.    Bom é verdinho, tenro, viçoso... Cheirinho de coisa boa. 

 Ver um abacate estragado  assim não apetece. Urgh!  Se muito  abrirá tentando salvar alguma coisa.  É raro. Acontece! É raro.  

Pensa na fruta neste estado e transforme o ser humano nele.   Como se ele fosse este abacate desarranjado. Como vai comer uma fruta assim? Tu não vai comer. Joga fora. Agora!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Mudar o mar de lugar.

 

Você não vai mudar a cabeça de um  racista negacionista. Não, não vai! Não adianta argumentar.  Se o levar ao começo  da história onde tudo começou:  escravidão avançando depois pelo despreparo pós  lei Áurea. Negros abandonados a própria sorte. 

Se quiser continuar fazê-lo engendrar pelos caminhos parvos que a raça tem sofrido desde então  ele ainda vai contra-argumentar.  Ah, correndo o risco na sua explanação de  acabar justificando esta desigualdade como inferiorização da raça. O que nesta conjuntura torna-se  obvio. Se não há racismo e se há igualdade em todos os campos:  estudantil, empregatício e campo social  o que  justifica existir poucos negros em posições sociais expressivas?   Não há favelas? E quem mora nelas? Qual a  cor dominante? Quem são os empresários no nosso país?  Faltará pouco para lacrar  que a raça foi feita para ocupar posições  servis.

Como definimos quando a  polícia para um negro num carro de luxo suspeitando ser ele ladrão?  Se num supermercado, shopping  e lugares que estampam a marca do alto nível social  são os negros que os olhos dos seguranças perseguem... Se entre um branco e um negro, numa escolha as cegas,  quem diremos ser o   criminoso?  Num grupo de adolescentes que saem juntos quem semeará suspeitas se trombarem com um carro viatura policial?  Porque os negros são sempre vistos como trabalhadores braçais  e associados a profissões de sobrevivência? Porque um motorista de aplicativo a caminho de uma chamada ao defrontar com dois possíveis passageiros, um negro outro branco presumirá que foi o branco que o solicitou?  Porque recusam uma chamada em andamento ao identificar de longe que o passageiro é negro?

 Se quer saber quando começa esta agressão desmedida vamos direcionar nossa visão ao perfil de uma criança  negra. Quantas barreiras  ela terá que ultrapassar se comparado com um branco?  Ofensas hediondas por causa da sua cor , do seu cabelo, do seu nariz,  da qualidade de sua roupa, da sua origem... Comparações que começam na sala de aula por crianças no mesmo ambiente e se estende a adultos  viciados em olhar o negro como de classe inferior.  Como uma criança pode se desenvolver assim se,  dividida entre o útil e o deplorável.   Dentro do lar  sofrem o abandono dos pais que hoje tão comum entre tantas famílias, mas aos negros não é uma opção cordial seletiva. Ou é isso ou é fome. Ou  aluguel não pago. E quem não sabe que o nível cultural acompanha o meio que habita? Cego. Ou fingidos a cego.

A situação não muda por afirmar não existir. Ela está  inserida nos poros pela  perspiração. 

 De uma expressão bobinha de desconsideração a uma agressividade escancarada. De um singelo não sou racista até um:  não namoro com negro.  Do confundir um empresário com faxineiro a um não aceitar a ascensão deste.  E com eles suas justificativas que seriam aceitáveis se não fossem enganosas. Se não fossem subterfúgios que ocultam a verdadeira questão ou   verdades distorcidas  escondidas por trás da motivação. E ela está num olhar, num pensamento que dispara a verdadeira  intenção e que é negada  para camuflar  o subjetivo que desmascararia  o que tanto se quer  esconder para não manchar a imagem q  se tem.  Do  correto.  De bom moço.    

Deveria causar vergonha a quem fala que não existe. Esta presunção de não enxergar a dor alheia. Fazer vistas grossas  aos desmandos frequentemente noticiados pelas mídias.  Verdades entrelaçada com a história que expõem através de  fatos  e  relatos do cotidiano descritos   em livros que não podem ser simplesmente ignorados  em prol de alucinação proposital em detrimento da verdade expoente que desnudaria esta pseudo visão que fere a dignidade do nosso povo bem como  a inteligências daqueles que querem fazer alguma coisa em nome da equidade.   Ah, estamos importando legendas de fora? Estamos sim. Que bom.  Que bom que padecemos por dores parecidas. Que bom que nos comovemos quando enxergamos a malfeitoria ignóbil que constrange e consterna e nos dá a oportunidade de nos colocarmos no lugar do outro. Que nos faz ver a selvageria infame e desmedida contra pessoas de igual direito e não aprová-la.

 Se sua cabeça acumula pensamentos que o faz acreditar que você é superior comparado a outro  ou é movido por  uma súbita ira quando alguém de cor ocupa uma posição que o faz pensar não ser merecida, amigo, você é um racista.  Se lhe aprouve esconder a  verdade  com  alegações utópicas,    sua distopia é da pior espécie.