someone lyke you

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

De grão em grão vamos lambendo sabão.

 

De grão  em grão a galinha enche o papo.  Oportunidade para formular um outro. De erro em erro o país vai pro buraco.  De mentira em mentira a cabeça fica vazia. Postulado tais podemos afirmar que estamos andando para trás.  Não, não quero dizer que andamos  como caranguejo. Quero dizer que historicamente estamos patinando em erros já cometidos tantas e tantas vezes pelos nossos antepassados.  Se consultarmos a história veremos que não há nada de novo na atual conjuntura que não tenhamos vivido. Agora como somos nós a bola da vez tudo parece um retrocesso. Lembrando que a ideia de retrocesso faz-nos pensar e agir para não permitirmos este,  e evoluir. Criamos atritos contra atritos e assim inovamos. Assim espero.

 Vemos mentiras, vemos a verdade empurrada para debaixo do tapete. Vemos conchavos. Ah, este é velho e famoso. Política sem conchavos é groselha.  Vemos que o que vale são as facções que brindam qualquer ato mal explicado. Sim, estamos na era da derrubada de opositores com gritos, amedrontamentos e difamações que parecem verdades mas não são, mas há quem acredite  ou, teatralizam a mentira  botando  a boca no trombone para disseminar. Faz lembrar um ditado: o bobo é bobo,   coitado! O que se faz de bobo é louco varrido ou é bobo comprado.  Estamos doídos com a direção da nau Brasil. Ela está dando outra guinada e não sabemos se tomba desta vez. Os indícios dividem a nação uns acham que não outros acham que sim e outros não sabem opinar. Mas, todo mundo acha. Certeza que é bom  never.  Ouvimos rumores e se consultarmos a história encontraremos algo parecido. O que é inédito é que achávamos que vivíamos uma situação de estabilidade política.  Não raro nos enganamos. Não podemos dizer que a coisa não ata nem desata.. Deram um nó na nossa razão e tem gente esperta imbecilizada. Efeito dos tempos modernos onde  cacarejar    é mais forte que provar. E falando palavra por palavra o povo vai engolindo.

 

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Cegueira de Discernimento

 

 

O pior tipo de homem que existe é aquele que depois da catástrofe que ele ajudou criar vêm com aquele ar de arrependido alegando que não sabia   que estava fazendo. Infelizmente o mundo está cheio de gente assim. Pessoas no poder que se esbaldam em comer do melado da boa vida  até que  a coisa sobra inclusive para eles, aí  se fazem de arrependidos.  Sobre estes paira  um ar de honestidade e indignação. Indignidade fingida diga-se.  Conhecemos bem esta gentalha do lado de cima que pode fazer mas não faz. Que pode falar e também  não fala. Que vai agindo de acordo com o vento que sopra a seu favor. O tipo de gente que,   chamamos duas caras. O tipo de gente que elegemos.  Que botamos no poder para nos representar.  Entra ano vira ano e digerimos o fruto de nossas escolhas. Os poucos que não tornam-se  vozes ecoando ao vento falam, causam certo barulho, mas, esbarram na coisa corrupta que  toma posse da corrupção batizando-a de outra coisa. Dando a ela um ar de impunidade.

 Sim, vimos alguns destes peixões serem presos. A pena mencionada enchia os olhos pois fazia jus ao clamor de justiça,  mas na prática anos mostraram-se  menos. Se doze anos cumpriam um. Que matemática!  Parecia  digno dos pobres que lá ficam anos a fio por contravenções de classe.  Para quem pode o castigo vira férias. Ou, um ano sabático para reflexão.

 Vemos claramente que a lei funciona diferente para aqueles que podem manobrar o sistema judiciário com bons advogados, mas não só isso, quando o meio que vivem reverbera noutros viventes  da mesma extirpe.  Ao pobre e desajustado social,  o ladrãozinho,  o sistema judiciário é implacável, parcial e discriminatório. Depende da esmola de um defensor público inexperiente e desalinhado com as garras nefastas da justiça imperial.

Estamos indignados e atônitos. Estamos atados ao que os olhos leem os ouvidos ouvem e nos causam duvidas se de fato  ouvimos e lemos tão estupendas são as notícias que nos incomodam o ouvido.  Não  a separação do joio e do trigo, sem esta separação, não se sabe quem é quem. E onde não se sabe quem é quem tudo pode.   Quem sabe a tática de dar a quem pode e tirar de quem não pode sabe muito bem  a arte de encrudelecer  a  que interessa. 

Infelizmente vemos a verdade lamentável de que se o meu sol brilha não me interessa  se o sol do outro esta minguando. 

Não deveríamos fazer alguma coisa?  Não  é o povo que escolhe quem fica e que entra na política?  Aqueles que têm o poder de destituir quem entra na corte e nada faz. Que prometem o fundo e o mundo e quando lá parece que bate uma preguiça.   Preguiça com prazo de validade pois termina assim que recomeçam as campanhas para novo mandato.  

Esta cegueira tem nos custado ver onde pisamos e com sapatos sujos de merda a esparramamos por todo canto. 



segunda-feira, 5 de outubro de 2020

mentira, mentirinha


Nada mais me surpreende
Coisas que antes me surpreendiam
Era inocente e não percebia 
Que a noite pode ser dia.

Acreditei em palavras
Palavras com suas certezas
Que mataram o que destilava
Agora revelam  torpeza.

A dor pode trazer sensatez
Mas, não é sinônimo desta
A dor as vezes é uma aresta.
Camuflada com a sordidez

A mentira também é verdade
Para aquele que faz dela seu mantra
Pode  parecer crueldade.
 Na boca de quem  com fé canta.

Mas santa não existe não é?
Nem quando santa fizeram ser
A verdade é questão de crer.
E santidade  é questão de fé.

Quem dirá se a causa é um amante
Prestativo e dado a  prazeres
 Que causa  arrepios e deleites 
Que enfeita a vida descontente.


Aprendeu a ser chamariz
Mente com a maior seriedade
Se dela depender a  verdade.
Aumentará  o tamanho do nariz


Verdade o que é a verdade?
Dilacerada pelos fatos
Verdade é apenas um artefato
Que na mentira tem cumplicidade.

Se olhar com outros olhos 
Verá que mentira é um legado
Um indicio de que o passado
É o  presente  adulterado

Há quem não abra  mão dela
 Se a felicidade é sua parcela
  A mentira que traz felicidade
 Não se ofusca   com a verdade?


Esta com a mentira a flertar?
Atira quem não está.
Se não pode convencer
 Quem mente é você. 
 
Mentira pode ser mentirinha
Não cabe medi-la com régua.
Pequena será   gigante querela 
Pois, singela nunca  anda sozinha.


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sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Amor e Máquina de lavar

 

Amor e máquina de lavar. Nada a ver..Amor é um nobilíssimo sentimento já a máquina de lavar tem que engolir cada sujeira. Se bem que o amor engole algumas. Bem, vamos ao trabalho. Programamos o tipo de lavagem desejada e nos desligamos, quero dizer vamos cuidar de outros afazeres até que tudo termine. Digo,  termine o processo de lavagem a qual programamos.  Salvo algum imprevisto tudo acontece sem que ponhamos nossas mãos a não ser no momento de definirmos  qual tipo de lavagem.  Dias atrás se eu fosse uma máquina de lavar teria entrado no modo triste ... A lavagem é lenta, as coisas demoram pra acontecer entra água sai água, centrifuga, enxagua e o coração ainda pesado. O processo no modo triste é lentidão pura. Eu particularmente prefiro girar o botão no modo contente. Sim,  uma lavagem rapidinha  e não fica muito tempo não, embora tenha  que passar pela rotina,  encontrar um momento específico e inesperado. Este é o momento que imagino todos preferimos. Vem aquela enxurrada de felicidade e vai-se até retornar num momento qualquer  durante a extensa rotina , mas não ao seu bel prazer porque ele acontece raras vezes para os mais exigentes ou menos felizes , mas acontecem principalmente quando se tem olhos para vê-lo., mas só funciona se a coisa não estiver muito encardida. Tem também o modo delicado este é cheio de cuidados. Pode ser descrito como  o modo sensível, porque  é todo cheio de não me toque,  não me irrite, não mexa nas minhas coisas, não fale nada,  não me encha o saco, assim por diante...Neste modo como nome diz qualquer coisa pode desfiar uma relação e transforma-la em trapos. Aconselho nunca usar este modo a não ser pra lavar suas roupas que por definição requerem cuidados especiais.  Tem relações que são verdadeiros turbilhões o que também cabe perfeitamente no contexto de uma máquina de lavar, quando ela chocalha as  roupas um lado pro outro como numa disputa sem fim de uma  discussão... as coisas são ditas mas ninguém ouve nada, compreende nada e pior os ânimos ficam acirrados... Distorcidos  para um acordo de paz .  Por falar nisso me veio a cabeça o modo lava cobertores, cortinas e etc. Este sim, o must – na vida amorosa, seria por equivalência a fase do divorcio...É  tanta sujeira é tão  casca grossa que parece que  o fim torna-se tormento. Parece?  Emociona-se como no começo, chora-se como no começo, fazem-se promessas como no começo, porem tudo ao contrário.. Emociona-se pelo  ressentimento, chora-se de raiva, faz promessas tipo nunca mais quero ver sua cara,  Deus há de lhe dar tudo em dobro.  Chego a conclusão que diferenças a parte,  se olharmos pra programação de uma máquina de lavar poderemos adapta-los  perfeitamente  ao modo operante de nossos relacionamentos amorosos.... O cotidiano, aquele que faz nossa relação segura, estável  também o faz  uma merda.  A lavagem delicada  pode ser bem  aquela que nos ensina empatia, é tipo se  não gostamos que ponham o dedo na nossa ferida então não colocaremos na ferida alheia,  assim xingar a mãe da amada nem pensar. O modo rápido, explica muita coisa e não estou falando de dar uma rapidinha, estou falando de coisas práticas como, como o que? Esqueci.  O modo bruto para roupas pesadas e muito sujas cabe para representar as  crises consideradas ameaçadoras como divórcio ou coisas que beiram a ele.  Mas tem hora que travamos,  ficamos engasgados com aquilo que não compreendemos, as dúvidas nos tomam por completo, achamos que não somos mais amados, que nosso cônjuge esta tendo um caso, que nossas dívidas nos atropelam e por isto  deixaremos de cumprir nossas obrigações financeiras. Para todos estes revertérios porque não existe o botão foda-se?   Porque não? Não tem hora que a gente tem vontade de meter o pé em tudo e sair despreocupado? Pode até  por tudo a perder mas seria de lavar a alma.