someone lyke you

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Flagelos



Flagelos... divinos sobrevém
Aos que ignoram os avisos. 
Se não ouvir o divino
Flagelos lhe  sobrevém,  é o destino.

A dor em forma de paga
A praga em forma de dolo
Para o desatino  da alma
Não há nesta vida consolo

O fruto do pecado é amargo
Que pressuposto envenena a alma
Na hora divina do acerto
Irá pagar  dividendos

Vislumbro  itinerários vividos
A história retratada.
No caminho há muitos perigos
Diz a vida experimentada.

Os flagelos que lhe são impostos
Quando  o pecado  consumado
Um espírito é um encosto
Sobre um lombo  cansado.

Vejo as portas do inferno
Se abrirem convidando  a entrar
O corpo para alma é um flagelo
Difícil de controlar. 

E quem espero nesta noite
Virá desvendando segredos
Chegou o dia do açoite.
A eles agora me rendo.

















quarta-feira, 9 de maio de 2018

Frutos do coração.





Feche a porta do seu coração
E não deixa ninguém  entrar
Não é a  a melhor opção
Mas é melhor que chorar

Plantar a semente da decepção
Florescerá  no tempo certo
 O fruto amargo da desilusão
Ferirá seu intelecto


Tenha em mente que a desilusão
Sobrevém em qualquer momento
No mal há contravenção
Definida num monumento.

Olha o mundo a sua volta
Verás que não é o unico
Que pegou uma nova rota 
Ao se deparar com o submundo.


Há crises que parecem ficar
Então nos desesperamos
Sem no horizonte vislumbrar
O fim de nosso pranto.



Então abra a porta do seu coração
E deixa a luz entrar
Nem sempre é a melhor opção
Mas é   melhor que não tentar




quinta-feira, 3 de maio de 2018

Onde se ganha o pão...




A japonesinha  não tinha  o corpo característico da raça e sim  um corpo abrasileirado: bunda grande, seios chamativos e cheínha, mas não cheínha como naturalmente se interpreta  ao ouvir  a palavra.  Era esplendorosa, gostosa de uma maneira que os olhos se enchiam de malícias ao vê-la. Ao ponto de ser difícil  olhá-la e  não enlevar os pensamentos às delícias do erotismo.

Só tinha um defeito, era casada. Claro, como não poderia deixar de ser: as belas e formosas são fisgadas antes mesmo de amadurecerem e ela fora fisgada cedo, cedo  quando ainda tinha 20 anos. Agora já  uma mulher madura, parecia nadar contra a maré, sim, numa fase em que a formosura passa por uma metamorfose degenerativa a oriental continuava com tudo encima e   por onde  passava  cabeças se viravam para uma parte específica  do seu corpo.

Um dia naquela empresa foi  admitido um  funcionário  e ele,  como o resto dos mortais,  ficara encantado com a formosura da nissei. Não só com sua beleza, mas também com sua simpatia que era igualmente encantadora. Seu  sorriso, aquele olhos rasgados, suas curvas que pareciam serem redesenhadas até  o ponto de causar tormenta ao sexo oposto.  

O tempo foi passando e quanto mais a conhecia  mais  o rapaz alimentava aquela gana inexplicável para com ela.   Todos sabiam que era casada e ninguém por mais inquieto que ficasse  se aproximava dela com segundas intenções. Até agora. Este perdera o escrúpulo há  muito e não se importou quando  no momento que ela veio lhe cumprimentar como fazia sempre,  lascar- lhe  um beijo na boca. Ela rubicunda reagiu com a indignação peculiar de  uma dama  quando é violada na sua essência. Levantou a mão numa reação espontânea  e a acomodou estampida  no rosto do cobiçoso que se curvou ao impacto daquela mão certeira.

No recinto  pequeno e cuja acústica favorecia não demorou  para sala encher de olhos curiosos e  estupefatos  pelo ocorrido. Ao verem  a cena composta pela japonesa  corada e contrariada  e o outro com as mãos sobre a face dolorida e marcada pela mão da ninja  desenhada no rosto, logo  ganharam o lance do que  tinha  acontecido. ´

Não houve reações de solidariedade só de constrangimentos  diante do quadro que pairou  por semanas.

 As pessoas receavam  falar  do ocorrido  entre os envolvidos por ter sido demasiadamente  estranho, mas quando nenhum dos dois presentes,  o assunto corria solto pelos corredores em  conversas que remetiam ao fato e com os tradicionais bochichos   em  assuntos que dão o que falar.  Assim, entre corredores e risinhos a galhofa  ganhou  o mundo. Não houve viva alma que não soube do contratempo  e caiu na zombaria,  o que foi demais para o atrevido que por onde passava  notava sorrisinhos maldosos e  zombeteiros  até  se tornar insuportável suas idas e vindas pelos corredores da empresa..

Não suportando tamanho revertério não lhe sobrou opção a não ser pedir demissão.
 
Assim ficou conhecido  o ditado: onde se ganha o pão não se tenta  comer a carne.   

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Pergunta tola



Porque fazemos perguntas quando sabemos que a pessoa alvo da inspeção não responderá com a verdade. E, porque insistimos em saber aquilo que ninguém em sã consciência revelaria. Ah, explico. Você esta flertando com uma pessoa durante algum tempo já, e sem mais explicações ela desaparece, fica distante e nos períodos que costumavam conversar já não a encontra. A primeira vez você pergunta se está acontecendo alguma coisa. Uma justificativa nonsense é dada mas que não justifica nada – algo como: Estou estudando. Dã! Ou: Estou trabalhando muito. Povo de deus, criatividade não é pecado.

Já que quer deixar alguém em stand by até fixar terreno num outro relacionamento, sejamos mais criativos.

 Mas, você tapado, tolo, incoerente, continua querendo saber o que já sabe. Qual a lógica disso? Nestas circunstâncias tire suas próprias conclusões,  provavelmente ela  estará certa e se não tiver e a explicação for  algo ruim como os exemplos, esteja certo: há ratazana neste armazém e você vai ter que amargurar um sumiço definitivo,  caso contrário se insistir na pergunta terá que engolir explicações fajutas como tais. 

 Não que temos a intenção de jogo duplo ou da pretensão de manter alguém na espera enquanto investimos numa relação paralela é que as vezes somos surpreendidos por alguém que cai de paraquedas e nos vence pela insistência. Estas coisas que combinam   oportunidade mais momento certo juntos com a fraqueza carnal influenciada por um bom partido. 

Um outro alguém que talvez nos encha de receios por ser mais jovem ou ser casado, mas que nos pegou num momento crítico e não conseguimos nos desvencilhar e nem conseguiremos nos anos a frente. Fazer o que! São as surpresas que a vida nos apresenta para que saibamos que somos apenas parte de uma engrenagem no vasto repertório da pegação. 

Deixa o barco correr não precisamos de respostas para perguntas já respondidas, basta aceitarmos e não julgarmos.Pois se estivéssemos  do outro lado faríamos  a mesma coisa.  

OBS: Todavia, o bom senso indica que nossa conduta implica nas nossas conclusões. Então nada de precipitação.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Enigma!




Eu não podia ver. Apenas ouvir. Voz masculina e feminina.  O Assunto  era nebuloso, quase inaudível.   Ouvir era preciso embora não fosse nenhuma bisbilhotice. Estava ali ao lado e as paredes têm ouvidos. -  Passo   álcool? Perguntou  a voz masculina. A voz feminina murmurou algo.  Estendeu-se entre os falantes uma conversa de sussurros definidas apenas pela diferença de graves e agudos. Até que de identificável  surgiu um  óooooo! Quando alguém faz bem uma missão dada.  Da voz feminina.     Só me dei conta do que se tratava quando o gorgolejar  da água  se ajeitou dentro  do  recipiente: o bebedouro.

terça-feira, 24 de abril de 2018

A formiga





Eu não conheço nada sobre ela... Onde nasceu, quem eram  seus pais, sua origem e o que pretendia.

Só sei que vendo o que via,  só chegava a uma conclusão: cometeria suicídio. Isso era evidente.  Olhava  seu pequeno corpo carregando  aquela imensa folha com pelo menos 4 vezes seu tamanho que dificultava muito sua locomoção  e a direção que rumava, ah, era certo, seria fatal. Passei por ela as pressas e quase que instantaneamente calculando o desastre.  Deveria por acaso interferir no desfecho que presumia?  Quer dizer se a salvasse, se a pegasse e mudasse sua direção ou retirasse aquele fardo dos seus ombros, ajudaria de alguma forma?  Quem garantiria que novamente ela não se poria no iminente risco cujo final  eu podia prever?  Segui meu rumo, imaginando a cena... A rua que ela começava a atravessar era movimentada, carros passando ininterruptamente e ela a torto e a direito desafiando o imensurável e poderoso  desfecho: chance zero  de sobrevivência. Sim, um homem racional sem a posse da visão, a dela era obstruída pela folha,  teria alguma chance, não ela. Aquele pequeno ser insignificante ser estava com seus dias,  que já  poucos, contados. A minúscula formiga  na sua jornada, cumprindo suas obrigações dos quais não sei porque tomava aquela direção estava à beira do seu abismo. 

Nada parecido com os passos tomados por nós seres humanos sabidos, sabudos, sabichões que sabemos sempre que  direção tomar.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Voltas.



Ai, ela... Como explicar
Faz parte do passado, mas bem presente está.
Desfila em minha cabeça, um tempo inteiro
Como evitar o que há tempos é desejo.

Ah, ela, é tão singular.
Um sorriso espaçoso que faz gosto notar
Um jeito gostoso que me pega de jeito.
Que traz ao meu corpo um fogo sedento.

Difícil não querer estar com ela.
Difícil esquecer o sorriso dela.
As vezes , em elevo, desejo com outra estar.
Mas  nela  me iludo  e  fixo o meu olhar.

Um dia ela me deixou por outro
E todo meu corpo entrou em alvoroço
Fazendo a raiva meu coração tomar
Xingando, lamentando,  o que era de esperar.

Desci ao inferno onde outros já tiveram
Busquei consolação onde outros se refizeram
Conheci um lado negro da alma em desalinho
E a mente  diabólica florescia com espinhos.

A luz não alcançava o buraco que estava.
Quanto mais eu me perdia mais o buraco aumentava
Fiquei no caos recluso procurando a sua mão
E você no seu caminho refestelando o coração.

O caos você conhece destrói tudo.
O que te obriga a refazer o seu mundo
Quando menos se espera aparece uma flor
Num campo duro e minado contrariando sua dor.

Refaz, refaça tudo a esperança é bem vinda
O sal do desamor também cura feridas.
E ela em desalinho tomando o mesmo fel.
Às vezes é o inferno que te leva pro céu.