someone lyke you

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Ecoando





Descobri que você é volúvel, uvel,uvel, uvel...
Age contra suas próprias palavras, avras, avras, avras...
Muda de opinião em um segundo.
Fico confuso mediante suas causas

O que digo não compreendes
Falo inglês ou quem sabe em russo?
 Seu comportamento surpreende
Se, descompensada,  eu obtuso

Se te falo ao coração
Você desdiz contrariada
Não olha com satisfação
E o que digo diz ser nada.

E ecoa suas palavras, avras, avras, avras...
Dissecando meus encantos.
Acelerando minhas mágoas., águas, águas, águas...
Vão pelas mãos escoando.

Não sabemos pensar





Vou te provar que não. Não estou falando de pensar como se resolvesse uma adição... Sim, proporcionalmente pensamos de acordo com a idade: contar até 10, saber que 2+2 são quatro, raiz quadrada de 144 ... estas coisas são frutos do pensamento.  Dá pra notar que ao mencionar isto não é sobre isto que falo.  Qual sua reação se alguém te chamar de feio, ou manda-lo pra determinado lugar... Numa briga de transito por acaso pensamos ou revidamos? Pensamos que nossa reação pode resultar em catástrofe? Xingar de volta, trocar sopapos, puxar uma arma certamente não são frutos de uma mente racional.  O próprio arrependimento não é furto da razão. Depois que você motivado pelas palavras agressivas de alguém correspondeu a altura, não raro bate uma consciência pesada. Deveria ter pensando melhor antes das reações emergidas... Há um reconhecimento voluntário de que poderia ter sido diferente. 
 Difícil não termos uma reação a altura se não impusermos a nós uma forma de comedimento... Um freio que costumeiramente chamamos sensatez. A palavra discorre sobre equilíbrio.  O que difere da palavra impulso, do instinto que é nossa inclinação universal. Então pensamos? Sim, números, evidências, certo e errado, conveniências>São tiro e queda...  quase no automático. Mas, quando nossos nervos afloram deixamos nos levar pela irracionalidade. Acertei? Se não  e você está convicto disso. Acabo  de descobrir que você é uma sumidade.

Morte prematura



A morte é uma inimiga prematura. Concordamos?  Por mais anoso que o ser humano seja um  fôlego a mais  da vida sempre é bem vindo. Claro como tudo há exceções, mas, mesmo  nas exceções há concessões. Sim, aquele que tira a própria  vida por não ver motivação para viver  o faz por motivos desconhecidos ate a ele próprio. Incompreensível aos olhos de quem não na sua pele. Não podemos admitir que alguém conspire contra sua própria vida.  - bem tão precioso a quem vivo. (vivo no sentido de estar em paz)    E tão fatigante para quem toma a decisão de zerá-la.  A morte é especialmente prematura quando ele toma a vida de alguém jovem. Alguém que não nos conformamos por morrer tão prematuramente. Independente dos caminhos que percorria. Se bandido caminhava para isso, se trabalhador e sua profissão representava riscos,  se num acidente enquanto numa viagem... Ou num lazer que parecia tão improvável que ali estaria à morte. A juventude;  narra que não deveria acontecer.

Ela também é pesarosa quanto mais próxima uma pessoa é  de nós. Um pai idoso gera uma inconformidade com a morte. Se saudável e forte. Se doente e moribundo.  Assim como uma mãe, um familiar, um amigo, um conhecido, um vizinho. E esta dimensão  depende de cada ser e do amor   nele depositado. Certo é que quando maior a proximidade mais nos afeta.  Um amigo de trabalho gera um sentimento, um  filho outro, seu conjuge outro, embora todos sintam a perda. E claro,  não a dor mais excruciante que a sua.. Não podemos sentir a dor alheia. Não podemos, portanto dizer que a morte de alguém onde a morte jaz configurada é menos dolorosa que para um nuelo. (entre outros parâmetros)

A morte deveria ser encarada de forma natural assim como o nascimento. Ora: nascemos, vivemos e morremos. Não é assim? Mas, porque a morte parece ser tão desajustada para os vivos. Porque traz tantos receios, inseguranças... e revolta contra ela? Porque não a aceitamos?
Temos apego pela vida tanto racionalmente como instintivamente... Apegamo-nos a ela, salvo exceções.  Ela parece incompatível com tudo que nos advém. Doença ameaça a vida?  Repudiamos. Desastres ameaçam a vida? Repudiamos... tristeza excessiva, depressão?  Não queremos pacto nenhum com estes, queremos distância. 

 A certa altura da vida, começamos temer pela vida dos mais idosos que amamos. Ou talvez não. Se nela  houver  vantagens na morte, até  a almejarmos. Mas no processo natural da vida assimilamos que a velhice nos aproxima da morte. Então ou tememos ou a desejamos. Dizemos então que a morte é contra o senso da vida. Nossa inimiga. Nossa rival. (mesmo para quem a deseja pois é  no contrassenso que surge o desejo.  já que não admitimos a morte)

 Um dia, porém alguém querido nos deixa ainda que no âmbito do improvável. E se a ele ligados afetivamente morremos um pouco, mas de uma morte ressuscitável: depois de um processo longo, doído  da  execração do mal. Quanto mais o tempo avança mais distante vemos aquele que foi tão importante se esfumaçar ante nossas lembranças..  Aquela dor se convertendo numa brisa apenas, onde guardamos os sempiternos até que nossa própria existência se exuma.

Mas que consolo tem diante de uma perda considerada irreparável? As lembranças. Sim, elas nos permitem lembrar os momentos vividos. O sorriso, os feitos e todos os momentos que nossa mente desperta com aquele ser amado. A morte é irremediável, mas, se remedia com  as lembranças. Daquelas em que vivenciamos e se remedia e se estende  um pouco em cada ser com suas próprias lembranças dos momentos vividos com aquele  ser único ainda que cada um tenha suas próprias lembranças, desconhecidas dos outros das andanças daquele ser.  Que somadas todas dariam um  vasto banco  de dados: Daquele.   

Numa síntese simples  definiríamos a  vida  como oposto da morte. Ponto. E uma recomendação: Viva!  Não se refreie de viver  por conta dos pequenos ou grandes  problemas que tumultuam e dificultam a visão da beleza da vida. Porque estes são:  vaidade.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

hipocrisia pura



Uma coisa tenho certeza
Você não é uma realeza
Pode até ser que seja
Mas disso  não tenho certeza

Você tinha sua candura
Mas, ela virou tortura.
Se, quem diz tanto querer.
Não deveria aparecer?

A beleza é seu convite
Embora não admita
E quem vai admitir
Para em preconceitos cair

Existe a hipocrisia
Sei que a  conhece bem
Baseia-se na ironia
De fingir não ser quando convém

Nem é sua culpa
Ser hipócrita sem saber
Isso é muito comum
Não admitir de modo algum

Sei que não gosta deste crivo
De ser julgada como julga
Ser pisada como pisa
Parece coisa doutro mundo.

Minhas metas matam de rir.



Todo ano enchemos nosso cofre  de boas intenções e preparamos mentalmente uma lista de objetivos para o ano novo. Loucos, né? São os mesmos do ano passado e;  do ano retrasado e... Este ano será diferente, háhá, você afirma... ôh!  sim será, acredito. Você vai cumprir.

 Eu desencanei. Sim, mudei a estratégia. Dagora em diante   vou me concentrar em coisas menores mas que vão influenciar a vida das pessoas positivamente. Ah, alerta:  influenciar a vida dos outros com negatividade dever ser desconsiderado.  Então minhas metas:  Aquele curso de inglês protelado por anos... Estou brincando. 

 Meta um: vou sorrir mais.  Fácil? É não. Sustentamos um procedimento por anos e não dá pra mudar só porque resolvi que será assim. Sorrir mais significa mudar sua postura diante das coisas da vida... Profundo, né?  Que joça é esta? Você precisa olhar o mundo diferente do que tem olhado. Caso contrário, never.  E claro que você não está falando em ser um bobo alegre. Que fica rindo sem motivo algum pra cara das pessoas.. Se assim o efeito pode ser contrário ao desejado. E nem tampouco,  ser sem noção: não vou rir para quem esta se lixando  pra mim. Não faria sentido. E poderia facilmente ser confundido com caçoada. Sorrir mais significa ser mais leve, mais suave com a forma que encara os assuntos, as pessoas, quer dizer desencanar.  E isto não é da noite pro dia.

 Meta dois: Se vou sorrir mais quero fazer as pessoas sorrirem mais também... De certa forma sorrir faz com que receba um sorriso de volta. Ponto para você...  Descobriu a América. Mas, não é bem este tipo de sorriso que quero. O que almejo é  fazer as pessoas rirem mesmo... Largo, fácil e contagiante. Já estou estudando umas piadas novas... Brincadeira! Esta meta ainda não sei como vai funcionar. Mas, talvez a formula seja falar mais besteiras, coisas que pensamos e não falamos por considerar ser impropérios. As vezes você tem a formula mas não a usa por ser ou estar amargo. Brinque! Disponibilize seu lado mais divertido ao mundo. Acredite,  isto beneficiará as pessoas....

Meta três; Vou colocar uma rolha na garrafa do meu gênio. Sim, eu conheço quão devastador ele é:  Vingativo, melindroso. Não aceita desaforos, egoísta, pronto pra retaliar.  Cara, como não o prendi antes? Com um gênio assim não preciso de inimigos. Sou meu próprio inimigo. Nada pior  do que achar que o mundo gira em torno do umbigo. Rezaria assim: Venha para mim o reino e seja feita a minha vontade. Ora, ora, as coisas não funcionam assim... Amargura, ranzinzice tem efeito bumerangue,  bate e volta. Prenda este louco!

 Meta quatro: Vou criar um padrão ético. Hum, isto vai ser complicado. Primeiro porque preciso me conscientizar que eles  serão invioláveis. Por isto precisam ser muito bem pensados caso contrário  serão como alcoólatra repetindo para si mesmo que aquela será a ultima dose. Esta ética tem que prevalecer acima de qualquer vontade, acima de qualquer impulso, acima de qualquer ira. Ela tem que ser e pronto. Tudo irá até ela, mas dela nada passará. Ciúme por exemplo.... Todo mundo conhece, ok?  As vítimas do ciúme estreitamente. Se você é,  conhece embora não admita. Então Se for falar asneiras  e isso vai dar ruim pra você e pra sua vítima, entra a ética...A inviolável. Engula! Lembra: chega nela, mas dela não passa. Ela é seu  telefone vermelho. Que te resguardará das merdas que costuma fazer.  Ta bom, né!

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Grandes homens



Quando se fala em sabedoria difícil não pensar nos grandes pensadores pessoas como Gandhi, Dalai Lama, Sócrates, Platão. Entre outros. Dentre eles a um homem segundo a bíblia foi dada sabedoria acima de qualquer outro: Salomão. Os feitos deste, mediante sua sabedoria eram tão impressionantes que sua fama se alastrou por  vários países atraindo a curiosidade de outros governantes. Salomão  recebera mediante uma graça o privilégio de escolher qualquer coisa que desejasse. Escolheria ele riquezas? Poder? Escolheu sabedoria. E por causa de sua sabia escolha obteve todo resto: riqueza, reinos, mulheres etc.  Homens que vão se destacar e se destacam pelo seus feitos  tem em todas as partes. Uma característica que os faz distintos dos outros é sua capacidade de impressionar . Impressionar pelo que falam, escrevem, pela sua arte em sua área de atuação ou criação. Estes fazem-nos pensar. O pensamento consciente refina-nos faz vermos além do que nossos olhos permitem. Quando nos tornamos conscientes do que somos reconhecemos nossas imperfeições... Mas só quando não nos refugiamos na autocomplacencia que temos uma visão real do que realmente somos. Sem este confrontamento pessoal dificilmente reconhecemos o que de fato somos para enfim,  trabalharmos naquilo que precisamos mudar.  O destaque destes homens citados não os tornavam superiores,  eram imperfeitos. Mas, a forma que pensavam influenciavam e influenciam até hoje.  Poucas pessoas alcançarão o auge do autoconhecimento, mas que saibamos: todas as mesquinharias que causam guerras e desavenças são por causa de nosso instinto beligerante que não conseguimos domar.

 

Ultimamante ...





Ultimamente meu coração anda sem direção
Divagando  sobre uma mesma questão;
Comprimindo meus impulsos e instintos
Desafiando em mim o que não consinto.

Não, não é que estou indignado.
Mas, admito que o coração anda apertado
Em zigue-zagues que já não sei.
Se fruto dirimido  ou conseqüência do que  causei.

Sim, dormi nos braços de uma fantasma.
Alimentei o sonho e investi na causa
Agora introspecto,  vejo-me tristonho
Acordei perdido como se fosse  um sonho.

Austero,  cada dia digo:  vou expulsar!
Do  peito esta paixão que insiste em ficar
No peito ferido não cicatriza a vala.
Desmente o referido:  austeridade falha.

E cada dia a fio,  vejo que foi em vão
Andar no mesmo caminho na mesma direção
Criando no amor num elo imaginário
Tristes recordações para um reacionário.

E foste tão docemente como docemente chegaste
Como uma chuva brava, deixaste um impasse.
O tempo faz joça  com tanta simpatia
 noites desastrosas que  influenciam meus dias.

Vazio pois  o tempo tá custando a passar
Vejo-me em desalinho, sem tino e bipolar
Foi-me oferecida a porta como alternativa
Quando era a janela minha prerrogativa.

Os frutos provenientes  custam  a madurar
Estou proeminente pagando para ficar
No seu coração que hoje fugidio
Instalou-se  no meu  como um GPS vadio.

É isso estou assim sem rumo na contramão
Reza o dito que o tempo trás solução
Faz tempo que o tempo parece paliativo
Não dissipa o pressuposto que no seu posto ativo.