someone lyke you

sexta-feira, 14 de julho de 2017

ESTAR CONTIDO



Em matemática  um numero está contido dentro de determinados conjunto de números. Ex:  o número  1 está contido no conjunto de números naturais, e também  no conjunto de números ímpares. Assim pode-se dizer que o conjunto dos números ímpares e  naturais contem 1.  Na vida fora das salas de  aula pode-se dizer que estamos contidos em vários grupos a nossa escolha ou por motivos de força maior. Estamos contidos num grupo religioso dependendo de qual foi a escolha de nossos pais. Estamos contidos num sindicato de nossa categoria profissional ... Estamos contidos numa egrégora que escolhemos para atender nossa evolução pessoal, num grupo específico de amigos que escolhemos por conterem qualidades e objetivos que se assemelham aos nossos. Estar contido dentro de um grupo não raro exige que adquiramos qualificações  que se  harmonizam com o objetivo coletivo do grupo. Em matemática um número  está contido em  um conjunto de números que podemos definir de diversas formas. Estamos falando de estar contido dentro de um grupo ou grupos definidos de diversas formas.  Para  estar contido é necessário que nos conheçamos minimamente para sabermos se possuímos o perfil combatível com aquilo que almejamos e que atenda nossas ansiedades e, não a dos outros. Acontece que nem sempre nos sentimos qualificados para certas demandas. Ex. podemos almejar querer estar num grupo específico porque ele representa mais status do que o que temos.  Neste, ínterim, podemos deixar de sermos nós mesmos perdendo nossa essência -  um esforço desnatural para nos ajustarmos  as pessoas do grupo, deixando de sermos sinceros conosco mesmos  para sermos aceitos,   o que para nós pode significar sacrifícios e dissimulações que deformam nossa conduta. Sermos nós mesmos é importante se quisermos ser  aceitos pelo que somos com nossos defeitos e qualidades com uma janela para nos aprimorarmos mas não para dissimulação.  Assim como em matemática o número um não está contido no conjunto de números pares, mas ele ainda faz parte dos números naturais. Como nós, nossas diferenças não deviam  nos coibir mas sim ampliar  nossas possibilidades e ser oportuno para  reconhecermos nossas limitações. Nem sempre poderemos nos enquadrar em tudo que queremos  movidos pela empolgação, mesmo porque querermos estar incluído num grupo não quer dizer necessariamente que desejamos permanecer nele.  
Lembrando que não estamos limitados para alçarmos voos diversos em diversos campos. Podemos e devemos expandir nossas limitações e aprimoramos nosso modo de ser. Superando nossas limitações. O que não devemos é entrar no modo: faço qualquer coisa para ser aceito

quarta-feira, 12 de julho de 2017

SER LEVE



Se você fosse um sabor qual seria?  Foi esta pergunta que ele fez a ela.  Ela não pensou muito para responder: Amargo. Talvez por isto que sua saúde não anda boa, ele retrucou. Ela: Talvez. 

 Qual sabor você seria?  Talvez precise de referências:  doce,  salgado, amargo, azedo ou picante?   Naturalmente que somos um pouco de cada uma levando em consideração o momento. Mas, infelizmente há pessoas que transbordam um específico durante maior parte do tempo.  Você pode imaginar uma pessoa que se descreve como sendo amarga?  Você pode pensar em algo bom?  Infelizmente há situações na vida que nos deixam sobrecarregados, atribulados e descomedidos, situações que tornam  difícil termos um comportamento equilibrado. O equilíbrio depende de fatores externos e de como assimilamos as coisas que nos afetam. Fato, é que as pessoas não precisam se sentir  desconfortáveis do nosso lado porque não temos a capacidade de lidarmos com nossos dissabores. Precisamos ser leves... Precisamos ser leves quando tratamos com as pessoas. Ser leve significa expressar boa vontade, ter um espírito alegre, fazer a diferença no sentido positivo. Imagina que seu comportamento faça alguém se sentir culpado? Não parece bom. Mas, se seu comportamento transmite paz. Parece bom.  Mas, ser leve não significa ser bobo alegre. Significa equilíbrio.  Como assim? Imagina uma bexiga que você sopra para enchê-la. Ela não flutua sozinha. Precisa ser constantemente impulsionada para permanecer no ar.  Aquela  que é enchida com um gás específico voa indiscriminadamente fugindo do nosso alcance e perde-se no horizonte longe de nossas vistas.   Tanto uma como a outra não são situações  adequadas. A bexiga é apenas um  objeto inanimado portanto não raciocina.  Nós podemos controlar quando devermos ser leves de maneira sadia. Nossa leveza tem que encontrar o meio termo. Voar indiscriminadamente quando razoável e ser estimulado pelos outros quando preciso. Nunca deve ser um padrão sem discernimento.  Isto,  é ter uma leveza equilibrada. Leve mas com os pés no chão. Num momento ou outro da vida a amargura tomará as rédeas por uma situação difícil que passarmos.  Este  momento não pode tomar as rédeas da nossa vida. E isso só acontecerá se alimentarmos a autopiedade que nestes momentos nos absorvem.

 Que sabor você seria? E quais gostaria de ser?  A  resposta esta nas suas mãos.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

O AMANTE EXCEPCIONAL



Dom Juan é uma referência na arte de amar. Qualquer pessoa que sonha em ser um amante excepcional em algum momento ansiou  ser como ele. Quantas mulheres? Difícil não ficar espantado e admirado com a quantidade de mulheres que passaram pela sua cama. Daí, quem não gostaria de atender seus apelos eróticos tendo tamanho talento. Talvez as mulheres que passaram pelo seu caminho não se sintam assim tão lisonjeadas. Alguma talvez. Aquelas que talvez acreditaram na sua lábia sedutora e de que ao seu lado viveriam um amor inigualável talvez não.  A arte de amar conforme ouvia quando criança era conquistar a mesma mulher todos os dias de maneiras diferentes. Suponho um ótimo conselho, mas esquecido. Hoje vivemos o eterno enquanto dure. O rótulo do amor hoje é parecido com a de um passarinho numa gaiola com olhar triste desejando a liberdade.  De certo que com o decorrer do tempo amor fica com jeito de  roupa suja e o desejo sofre de um estresse crônico.  Mas, deveríamos pô-lo na máquina das boas recordações e não descartá-las por algo mais atrativo. (lei do retorno)  Num mundo onde a carne ganha terreno o espírito passa apertado, diria o espiritualista.  E vivemos no mundo em que a troca por um mais jovem, mais bonito tece  atalhos o tempo todo.  Assim as relações estão ficando mais curtas, menos calorosas e menos correspondentes. As promessas de amor não convencem mais ninguém.. As juras de amor são como luzes de natal piscando. O que é bom, desta forma ninguém fica esperando que as promessas sejam eternas. Isto exige que mudemos nossa forma de se relacionar: a do desapego. Quem se apega esperando que o outro vai amar para sempre sofre mais, sofre a toa. Porque amar hoje é volátil. Quem não se adapta  não sobrevive. Então nos adaptamos.  Estes são resultados de nossa procura pelo prazer em detrimento do amor.  O sexo hoje dá bandeiradas exaltando a liberdade, a pegação, o oba, oba.  E quando as pessoas falam aqui não é assim. Aí, desconfie..  As pessoas estão do avesso no que tange aos valores. Quando dizem : Jamais faria isso! A  sineta de alerta do não acredite apita forte.

 Quer saber a humanidade não vai se redimir e talvez nossas mudanças sejam por causa de nossos medos. Sim, tememos a traição então traímos  e afirmamos: é  como um acerto para o que poderá acontecer.  Relacionamo-nos já com um pé na estrada, assim sem escoriações.. O medo nos impulsiona a fecharmos as portas das ternas afeições que nos deixam vulneráveis.  Mas, também abre a porta pra racionalização  Fui traído, então agora sentirão  a mesma dor que sinto. E bota pra quebrar. Tem a turma do: Não vou gostar de mais ninguém  e a turma do um amor se cura com outro. Nem preciso dizer que são ciladas que em vez de nos fazer flutuar nos afundam ainda  mais. E a cratera do desamor custa a cicatrizar e trás uma bagagem!
Desconfio que estas mudanças no comportamento sejam porque tememos ser honestos conosco mesmos. É mais fácil dizer não gosto mais de você do que admitir que está com outro. Que negar um erro que vai magoar do que ser honesto. Que posar de bom moço, ou boa moça quando está sacaneando o outro. Mas, se perguntarem eu nego. Não estou fazendo nada errado. Que estamos com alguém, mas estamos de olho no outro só pra garantir que não ficaremos  só. Uma apólice de seguro  duvidosa.  Mas, caso mude de ideia aviso aos navegantes:  o barco afundou. 

Mas, deixamos isso pra lá. Conversa a toa. 

Chegamos até aqui não chegamos? Cobiçosos do talento do mestre da pegação.  E muitos consideram um progresso. Todo mundo pega todo mundo, infidelidade,  padrões imorais, descriminação, sexo ao ar livre, no trabalho, blue chips! Nossas ações estão bombando: Quem dá menos?

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Reflexão sobre a rejeição. Encontro virtual.



A beleza é o instrumento imprescindível da conquista., e por mais que tenhamos consciência que ela é efêmera e parte de uma retórica ínfima,  cedemos  aos seus encantos.  Instintivamente ela fala mais alto que a razão.  

Rola um papo interessante e começa despontar uma química interessante, o casal já começa sentir os efeitos positivos da conquista, abaixam-se as guardas e o clima de um futuro relacionamento começa a se formar. Se o encontro foi virtual e nenhum dos dois imagina como o outro é,  o desenrolar daquele papo envolvente vai depender do que os olhos  decidirem. Se for atendida a demanda dos olhos, uma janela de perspectivas se abrirá,   caso contrário o jogo acaba antes de começar. . Desculpas a parte, sim, a primeira vista,  é a beleza que define  se vai rolar ou não. O problema de tudo isso é que não somos sinceros conosco mesmos. Sempre procuramos subterfúgios morais para justificar nossas evasivas: alegamos  que não rolou química, que não era a pessoa adequada, que não somos preconceituosos caso seja esta questão.  Sim, ninguém é obrigado a se envolver com ninguém e nenhum relacionamento segue em frente se não houver contratempos que ponham a prova se o recém sentimento tem alguma consistência ou não.  Também é justificável que não havendo boa vontade inicial forçar uma situação apenas para atender um questionamento interno não irá ajudar muito. Temos o livre arbítrio de escolhermos com quem nos relacionarmos. Mas, há sim, um ponto de vista divergente para quem é vitimizado com desculpas descabidas  quando iniciamos uma conversa que pende para intimidade e que depois ressurge com promessas de amizades. Principalmente  quando de alguma forma umas das partes ficou remexida .. Não devemos ignorar que é também hipocrisia quando  somos pego pelo mesmo engodo, queremos racionalizar um impedimento, depois de nos mostrarmos dispostos antes de ver a pessoa, mas  que depois de vê-la, sentimos uma rejeição incapaz de frear nosso instinto de recusa. Em outras palavras não podemos insistir quando o corpo rejeita.  Assim como um alimento que gostamos especialmente, mas   a sua aparência  ou quem o preparou nos impede de querer prová-lo. Somos seres complexos e nossos olhos espelham algo mais no intimo algo que vem de nossas motivações mais intrínsecas. Se não vamos com a cara de uma pessoa, se seus modos não nos agradam ou se sem motivos algum ficamos ressabiados é difícil mudarmos  esta inclinação. Aceitamos a amizade, nos dispomos a ser gentis e educados, mas não nos permitimos  uma aproximação romântica não porque não queremos conscienciosamente e sim porque nossa mente impede  tal possibilidade. Para tanto não há o que se possa fazer diante da situação que nem um nem outro são culpados. Dentro de um relacionamento queremos o melhor para nós  e queremos dar o melhor de nós a outro. Entendermos que existem circunstâncias que vão além de nosso critério racional e aceitarmos que estes são involuntários faz com que aceitemos as motivações alheias ainda que contrariem as nossas. Porque esperamos  que a nós seja  dado o mesmo direito.

terça-feira, 20 de junho de 2017

UM DILEMA CARO.




Dilemas... e são tantos. Duas propostas interessantes criam um.  Duas pessoas interessadas em você, outro. O  que ser quando  crescer?  Ir com esta roupa ou aquela.?  Vivemos cercados de situações que demandam que opinemos. Opinar somente não, precisamos de fato optarmos.  A  tendência do egoísta e não abrir mão de nada, mas com o tempo aprendemos que não existe como ter duas coisas e ainda fazer a coisa certa. A protelação diante de dilemas leva-nos ao desgaste e às vezes a perda de oportunidades e também uma grande oportunidade de não magoar quando nossa escolha envolve outros.    Alguns dilemas são claros mas ser claro não quer dizer que são fáceis  de batermos o martelo, já  outros simplesmente sabemos que estamos fazendo a pior escolha, mas ainda assim fazemos aquilo que nos agrada. Nosso coração abre precedentes descabidos quando nossas vontades  estão diretamente ligadas a ele. O coração não entende nada de escolhas sábias,  e segue nossos instintos primitivos que  não raro nos coloca em enrascadas. Ah, isso parece óbvio, mas em prol do coração fazemos bobagens, acreditamos no improvável e pior permitimos que mesmo quando tudo diz que não deveríamos fazer,  fazemos. Lembro-me da “estória” da menina que conseguiu uma ótima colocação no serviço publico, passou entre os 10 primeiros para uma vaga de secretária. Ela estava imensamente grata pela porta que abrira  no momento que mais precisava. O trabalho era fácil e a vida melhorou muito com ele. Passado algum tempo, um antigo problema voltou a atormentá-la. Ela tinha uma queda por homens bonitos e o meio que trabalhava era neste quesito uma perdição. Ela não passava despercebida e se um rastilho de pólvora persiste de antigos comportamentos eles podem causar uma devassa na sua vida promissora. Um rapaz  passou a dar-lhe mais que a devida atenção e ela atendendo uma fraqueza permitiu que  ele avançasse  suas investidas. Logo estavam saindo. Num  dia mais acalorado de paixões ele foi na sua sala de trabalho e tudo aconteceu. Não houve receios de alguém estar vendo, não houve comedimentos de uma possível punição. Só o desfortúnio de um coração descontrolado e de  uma libido deixada a solta. E depois uma constatação: alguém os observara.  Deixamos as rédeas soltas quando nossa carreira está em risco? Não. É possível que isto ocorra, sim. Se não houver controle dos nossos impulsos. Podemos por o que há de mais  valoroso a perder.  Dilemas são escolhas e claro não fazemos escolhas que possam nos prejudicar conscientemente. Fazemos?  Hum, fazemos?  Quando nosso instinto se deixa levar pela luxúria. Podemos por tudo a perder.  E isto não é exceção a uma regra. O dilema claro é que deveríamos por nossas emoções  e desejos de lado quando nossa razão diz que devemos levar em conta a exatidão  matemática e não nos deixarmos levar pelo que o coração baseia em probabilidades.  Não sei qual a graça teria, mas veríamos muitos menos gente chorar.


quarta-feira, 14 de junho de 2017

O QUE SE QUER NUMA RELAÇÃO?



O que se quer numa relação? Queremos o que nos falta e  queremos mais:  O que nos surpreenda. Queremos dizer:  Puxa, isso foi  melhor do que esperava.  Nascemos em  famílias com um padrão específico de comportamento. Se o pai trabalhava demasiadamente e se a mãe era do lar conta, mas não tanto quanto o comportamento de ambos.  Falamos em amor porque ele é o combustível que nos move ou seria nos estrutura? Se este tão cobiçado sentimento falta ficamos a deriva?  Seguimos o rumo que nossos pais nos direcionam e dentro de um perfil de necessidades ansiamos aquelas  que não  supridas. Aprendemos comportamentos e nos portamos dentro do aprendido. Nos familiarizamos com ele porque dele provemos. Ainda assim nossas necessidades borbulham em nome da satisfação e querem imergir para respirar o ar fresco da libertação.  Num relacionamento ansiamos que nossas necessidades físicas e emocionais sejam supridas. Nele depositamos a confiança de algo melhor. Assim atendemos a demanda de nossa constituição de família e de nossas necessidades essenciais. Formamos um time que pode sanar nossas necessidades ou ficamos estacionados no  aprendido no seio familiar. Quando criamos nossa própria família  notamos que temos responsabilidades e que além delas temos desejos, temos sonhos que vão além do que a pessoa amada pode proporcionar.  E algumas temos que sufocar porque o clamor de nossos desejos desestruturam aquilo que tanto ansiamos mas que não tínhamos os meios de saber até que dele tivéssemos provado. Aprendemos que além de nossas necessidades constitucionais e essenciais temos outras necessidades que serão satisfeitas ou optaremos por não satisfazê-las  porque satisfazê-las agride nossa conduta aprendida e prejudica a  outra estrutura que também anseia pelos adventos que a vida propõe e que não  por acaso está agora do nosso lado tentando suprir da mesma forma, tudo aquilo que você aspira.

Valores ocultos



Quem não gosta de gentileza, camaradagem, solidariedade? Quando não há um interesse por  trás. A transparência das intenções é tão crua. A consciência de um interesse revelado sem nenhum pudor cheira tão mal. Somos do tipo:  me engana que gosto.
 Parece bom quando no  frigir dos ovos não temos que acreditar que as coisas são feitas pelo simples interesse do dar em troca de receber

  Parece que cada vez menos as pessoas se precisam. Mentira! Porque precisamos.. Se os motivos não são ortodoxos,  são velados, mas não somos tão autossuficientes. Carecemos de coisas ínfimas e abstratas. Não somos só matéria. Precisamos do que não é palatável. Motivação pouco louvável sempre pinta. Farei isto para ter aquilo. Quando confabulamos com nosso interior  mostramos nossas caretas: Elas são feias, mas diz quem somos e o que não queremos ser. Puxamos nossa orelha com o intuito de parecer melhor. Melhor? Melhor que o que? Melhor para que? Queremos ser melhor para  conseguir o que queremos? Queremos ser melhor para sermos melhor a quem? Nossas conveniências. O homem bom não parece tão bom quando o resultado é ruim. E o ruim é bom quando nos convence da sua bondade.  Qual disfarce usamos quando não temos nada a perder? Quando apontam o dedo na nossa cara e dizem: você é um bosta! Despertam sua deidade demoníaca. Agora aguentem. Não era isso que queriam? Com ferro ferem e não querem ser feridos? Com descaso te tratam e querem ser bem tratados. Aonde está a coerência do fazer aquilo que gostaria que fizessem se você só espera que lhe façam o bem  que você não faz?

Mas, o que afinal são valores? Medimos valores pela forma que as pessoas se comportam diante de nós? E como ficamos quando descobrimos que  há  um objetivo além do que nos é demonstrado? Ingenuidade de nossa parte acharmos que as pessoas são boas?  Ou fingimos não saber que etiqueta é apenas um selo de qualidade que apresentamos para sermos bem vistos.

Não, não deve ser tão ruim.Tem pessoas boas, boníssimas, dotadas de qualidades e que não pensam e não fazem mal a ninguém. Amam até os cachorros, gatos e todos e quaisquer animais. Quem não conhece um franciscano com este perfil. Eu conheço vários. De longe, sem a proximidade da intimidade. Melhor assim. As vezes penso que somos como correspondência sigilosas que precisam de um protocolo para mostrar sua importância. Protocolo meu comportamento para ser aceito num meio que não gosto só para  sobreviver. As escolhas que faço não são as minhas. Tiudo faz parte do jogo, do cenário do ambiente que habitamos. Nada demais...Estamos no jogo e pronto. 

 Devemos aprender jogar conforme o jogo. E o jogo tem regras e elas devem ser obedecidas ainda que não concordemos. Não precisamos sair dizendo que não concordamos... Não precisamos demonstrar nosso repúdio,  porque se estamos em campo e precisamos seguir as regras sem que nossas intenções sejam declaradas ao mundo.

 Visão pessimista das coisas? Voi lá!  Mas, um número crescente de pessoas e fatos tem demonstrado que valores estão sendo vistos como obstáculos. Confiança torna-se sofrimento quando na outra ponta existe um oportunista.  Bastam nossas próprias inseguranças que nos põem vulneráveis diante de certas coisas.E ela cheira e revela-nos.

Sim, isto mesmo. Nosso medo é  vidente. Esta sempre acertando seus prognósticos. Só quando aprendemos realmente a jogar sem sentimentalismo,  levando  em conta pros e contras que entraremos no jogo.  Quando soubermos separar  o trigo do joio poderemos conduzir nossa vida sem o ressentimento decorado por um  comportamento gentil vinculado a segundas  intenções.