Em
matemática um numero está contido dentro
de determinados conjunto de números. Ex:
o número 1 está contido no
conjunto de números naturais, e também no conjunto de números ímpares. Assim pode-se
dizer que o conjunto dos números ímpares e naturais contem 1. Na vida fora das salas de aula pode-se dizer que estamos contidos em
vários grupos a nossa escolha ou por motivos de força maior. Estamos contidos
num grupo religioso dependendo de qual foi a escolha de nossos pais. Estamos
contidos num sindicato de nossa categoria profissional ... Estamos contidos
numa egrégora que escolhemos para atender nossa evolução pessoal, num grupo
específico de amigos que escolhemos por conterem qualidades e objetivos que se
assemelham aos nossos. Estar contido dentro de um grupo não raro exige que
adquiramos qualificações que se harmonizam com o objetivo coletivo do grupo. Em
matemática um número está contido em um conjunto de números que podemos definir de
diversas formas. Estamos falando de estar contido dentro de um grupo ou grupos
definidos de diversas formas. Para estar contido é necessário que nos conheçamos
minimamente para sabermos se possuímos o perfil combatível com aquilo que
almejamos e que atenda nossas ansiedades e, não a dos outros. Acontece que nem
sempre nos sentimos qualificados para certas demandas. Ex. podemos almejar
querer estar num grupo específico porque ele representa mais status do que o
que temos. Neste, ínterim, podemos
deixar de sermos nós mesmos perdendo nossa essência - um esforço desnatural para nos ajustarmos as pessoas do grupo, deixando de sermos
sinceros conosco mesmos para sermos
aceitos, o que para nós pode significar sacrifícios e
dissimulações que deformam nossa conduta. Sermos nós mesmos é importante se
quisermos ser aceitos pelo que somos com
nossos defeitos e qualidades com uma janela para nos aprimorarmos mas não para
dissimulação. Assim como em matemática o
número um não está contido no conjunto de números pares, mas ele ainda faz parte
dos números naturais. Como nós, nossas diferenças não deviam nos coibir mas sim ampliar nossas possibilidades e ser oportuno para reconhecermos nossas limitações. Nem sempre
poderemos nos enquadrar em tudo que queremos movidos pela empolgação, mesmo porque
querermos estar incluído num grupo não quer dizer necessariamente que desejamos
permanecer nele.
Lembrando que não estamos limitados para alçarmos voos
diversos em diversos campos. Podemos e devemos expandir nossas limitações e
aprimoramos nosso modo de ser. Superando nossas limitações. O que não devemos é
entrar no modo: faço qualquer coisa para ser aceito
someone lyke you
sexta-feira, 14 de julho de 2017
quarta-feira, 12 de julho de 2017
SER LEVE
Se
você fosse um sabor qual seria? Foi esta
pergunta que ele fez a ela. Ela não
pensou muito para responder: Amargo. Talvez por isto que sua saúde não anda
boa, ele retrucou. Ela: Talvez.
Qual sabor você seria? Talvez precise de referências: doce, salgado, amargo, azedo ou
picante? Naturalmente que somos um pouco
de cada uma levando em consideração o momento. Mas, infelizmente há pessoas que
transbordam um específico durante maior parte do tempo. Você pode imaginar uma pessoa que se descreve
como sendo amarga? Você pode pensar em
algo bom? Infelizmente há situações na
vida que nos deixam sobrecarregados, atribulados e descomedidos, situações que
tornam difícil termos um comportamento
equilibrado. O equilíbrio depende de fatores externos e de como assimilamos as
coisas que nos afetam. Fato, é que as pessoas não precisam se sentir desconfortáveis do nosso lado porque não
temos a capacidade de lidarmos com nossos dissabores. Precisamos ser leves...
Precisamos ser leves quando tratamos com as pessoas. Ser leve significa
expressar boa vontade, ter um espírito alegre, fazer a diferença no sentido
positivo. Imagina que seu comportamento faça alguém se sentir culpado? Não
parece bom. Mas, se seu comportamento transmite paz. Parece bom. Mas, ser leve não significa ser bobo alegre. Significa equilíbrio. Como assim?
Imagina uma bexiga que você sopra para enchê-la. Ela não flutua sozinha. Precisa
ser constantemente impulsionada para permanecer no ar. Aquela que é enchida com um gás específico voa
indiscriminadamente fugindo do nosso alcance e perde-se no horizonte longe de
nossas vistas. Tanto uma como a outra não são situações adequadas. A bexiga é apenas um objeto inanimado portanto não
raciocina. Nós podemos controlar quando
devermos ser leves de maneira sadia. Nossa leveza tem que encontrar o meio
termo. Voar indiscriminadamente quando razoável e ser estimulado pelos outros
quando preciso. Nunca deve ser um padrão sem discernimento. Isto, é ter uma leveza equilibrada. Leve mas com os
pés no chão. Num momento ou outro da vida a amargura tomará as rédeas por uma
situação difícil que passarmos. Este momento não pode tomar as rédeas da
nossa vida. E isso só acontecerá se alimentarmos a autopiedade que nestes
momentos nos absorvem.
Que sabor você seria? E quais gostaria de
ser? A resposta esta nas suas
mãos.
segunda-feira, 10 de julho de 2017
O AMANTE EXCEPCIONAL
Dom
Juan é uma referência na arte de amar. Qualquer pessoa que sonha em ser um
amante excepcional em algum momento ansiou
ser como ele. Quantas mulheres? Difícil não ficar espantado e admirado
com a quantidade de mulheres que passaram pela sua cama. Daí, quem não gostaria
de atender seus apelos eróticos tendo tamanho talento. Talvez as mulheres que
passaram pelo seu caminho não se sintam assim tão lisonjeadas. Alguma talvez.
Aquelas que talvez acreditaram na sua lábia sedutora e de que ao seu lado
viveriam um amor inigualável talvez não. A arte de amar conforme ouvia quando criança
era conquistar a mesma mulher todos os dias de maneiras diferentes. Suponho um ótimo
conselho, mas esquecido. Hoje vivemos o eterno enquanto dure. O rótulo do amor
hoje é parecido com a de um passarinho numa gaiola com olhar triste desejando a
liberdade. De certo que com o decorrer
do tempo amor fica com jeito de roupa
suja e o desejo sofre de um estresse crônico. Mas, deveríamos pô-lo na máquina das boas
recordações e não descartá-las por algo mais atrativo. (lei do retorno) Num mundo onde a carne ganha terreno o espírito
passa apertado, diria o espiritualista. E
vivemos no mundo em que a troca por um mais jovem, mais bonito tece atalhos o tempo todo. Assim as relações estão ficando mais curtas,
menos calorosas e menos correspondentes. As promessas de amor não convencem
mais ninguém.. As juras de amor são como luzes de natal piscando. O que é bom, desta forma
ninguém fica esperando que as promessas sejam eternas. Isto exige que mudemos
nossa forma de se relacionar: a do desapego. Quem se apega esperando que o
outro vai amar para sempre sofre mais, sofre a toa. Porque amar hoje é volátil.
Quem não se adapta não sobrevive. Então nos
adaptamos. Estes são resultados de nossa
procura pelo prazer em detrimento do amor.
O sexo hoje dá bandeiradas exaltando a liberdade, a pegação, o oba, oba. E quando as pessoas falam aqui não é assim. Aí,
desconfie.. As pessoas estão do avesso
no que tange aos valores. Quando dizem : Jamais faria isso! A sineta de alerta do não acredite apita forte.
Quer saber a humanidade não vai se redimir e
talvez nossas mudanças sejam por causa de nossos medos. Sim, tememos a traição então
traímos e afirmamos: é como um acerto para o que poderá acontecer. Relacionamo-nos já com um pé na estrada,
assim sem escoriações.. O medo nos impulsiona a fecharmos as portas das ternas
afeições que nos deixam vulneráveis. Mas,
também abre a porta pra racionalização Fui traído, então agora sentirão a mesma dor que sinto. E bota pra quebrar. Tem
a turma do: Não vou gostar de mais ninguém e a turma do um amor se cura com outro. Nem
preciso dizer que são ciladas que em vez de nos fazer flutuar nos afundam ainda
mais. E a cratera do desamor custa a
cicatrizar e trás uma bagagem!
Desconfio
que estas mudanças no comportamento sejam porque tememos ser honestos conosco
mesmos. É mais fácil dizer não gosto mais de você do que admitir que está com
outro. Que negar um erro que vai magoar do que ser honesto. Que posar de bom
moço, ou boa moça quando está sacaneando o outro. Mas, se perguntarem eu nego.
Não estou fazendo nada errado. Que estamos com alguém, mas estamos de olho no
outro só pra garantir que não ficaremos só. Uma apólice de seguro duvidosa. Mas, caso mude de ideia aviso aos navegantes: o barco afundou.
Mas,
deixamos isso pra lá. Conversa a toa.
Chegamos
até aqui não chegamos? Cobiçosos do talento do mestre da pegação. E muitos consideram um progresso. Todo mundo
pega todo mundo, infidelidade, padrões imorais,
descriminação, sexo ao ar livre, no trabalho, blue chips! Nossas ações estão
bombando: Quem dá menos?
sexta-feira, 23 de junho de 2017
Reflexão sobre a rejeição. Encontro virtual.
A
beleza é o instrumento imprescindível da conquista., e por mais que tenhamos
consciência que ela é efêmera e parte de uma retórica ínfima, cedemos aos seus encantos. Instintivamente ela fala mais alto que a
razão.
Rola
um papo interessante e começa despontar uma química interessante, o casal já
começa sentir os efeitos positivos da conquista, abaixam-se as guardas e o
clima de um futuro relacionamento começa a se formar. Se o encontro foi virtual
e nenhum dos dois imagina como o outro é,
o desenrolar daquele papo envolvente vai depender do que os olhos decidirem. Se for atendida a demanda dos
olhos, uma janela de perspectivas se abrirá, caso
contrário o jogo acaba antes de começar. . Desculpas a parte, sim, a primeira
vista, é a beleza que define se vai rolar ou não. O problema de tudo isso é
que não somos sinceros conosco mesmos. Sempre procuramos subterfúgios morais
para justificar nossas evasivas: alegamos que não rolou química, que não era a pessoa
adequada, que não somos preconceituosos caso seja esta questão. Sim, ninguém é obrigado a se envolver com
ninguém e nenhum relacionamento segue em frente se não houver contratempos que
ponham a prova se o recém sentimento tem alguma consistência ou não. Também é justificável que não havendo boa
vontade inicial forçar uma situação apenas para atender um questionamento
interno não irá ajudar muito. Temos o livre arbítrio de escolhermos com quem
nos relacionarmos. Mas, há sim, um ponto de vista divergente para quem é vitimizado
com desculpas descabidas quando
iniciamos uma conversa que pende para intimidade e que depois ressurge com
promessas de amizades. Principalmente quando de alguma forma umas das partes ficou
remexida .. Não devemos ignorar que é também hipocrisia quando somos pego pelo mesmo engodo, queremos racionalizar
um impedimento, depois de nos mostrarmos dispostos antes de ver a pessoa, mas que depois de vê-la, sentimos uma rejeição
incapaz de frear nosso instinto de recusa. Em outras palavras não podemos insistir
quando o corpo rejeita. Assim como um
alimento que gostamos especialmente, mas a sua aparência ou quem o preparou nos impede de querer
prová-lo. Somos seres complexos e nossos olhos espelham algo mais no intimo
algo que vem de nossas motivações mais intrínsecas. Se não vamos com a cara de
uma pessoa, se seus modos não nos agradam ou se sem motivos algum ficamos
ressabiados é difícil mudarmos esta
inclinação. Aceitamos a amizade, nos dispomos a ser gentis e educados, mas não
nos permitimos uma aproximação romântica
não porque não queremos conscienciosamente e sim porque nossa mente impede tal possibilidade. Para tanto não há o que se
possa fazer diante da situação que nem um nem outro são culpados. Dentro de um
relacionamento queremos o melhor para nós
e queremos dar o melhor de nós a outro. Entendermos que existem
circunstâncias que vão além de nosso critério racional e aceitarmos que estes
são involuntários faz com que aceitemos as motivações alheias ainda que
contrariem as nossas. Porque esperamos
que a nós seja dado o mesmo
direito.
terça-feira, 20 de junho de 2017
UM DILEMA CARO.
Dilemas...
e são tantos. Duas propostas interessantes criam um. Duas pessoas interessadas em você, outro. O que ser quando crescer? Ir com esta roupa ou aquela.? Vivemos cercados de situações que demandam que
opinemos. Opinar somente não, precisamos de fato optarmos. A tendência
do egoísta e não abrir mão de nada, mas com o tempo aprendemos que não existe
como ter duas coisas e ainda fazer a coisa certa. A protelação diante de
dilemas leva-nos ao desgaste e às vezes a perda de oportunidades e também uma
grande oportunidade de não magoar quando nossa escolha envolve outros. Alguns dilemas são claros mas ser claro não quer dizer que são fáceis de batermos o martelo, já outros simplesmente
sabemos que estamos fazendo a pior escolha, mas ainda assim fazemos aquilo que nos
agrada. Nosso coração abre precedentes descabidos quando nossas vontades estão diretamente
ligadas a ele. O coração não entende nada de escolhas sábias, e segue nossos instintos
primitivos que não raro nos coloca em enrascadas. Ah, isso parece óbvio, mas em prol do
coração fazemos bobagens, acreditamos no improvável e pior permitimos que mesmo
quando tudo diz que não deveríamos fazer, fazemos. Lembro-me da “estória” da menina
que conseguiu uma ótima colocação no serviço publico, passou entre os 10 primeiros
para uma vaga de secretária. Ela estava imensamente grata pela porta que abrira
no momento que mais precisava. O
trabalho era fácil e a vida melhorou muito com ele. Passado algum tempo, um
antigo problema voltou a atormentá-la. Ela tinha uma queda por homens bonitos e
o meio que trabalhava era neste quesito uma perdição. Ela não passava
despercebida e se um rastilho de pólvora persiste de antigos comportamentos
eles podem causar uma devassa na sua vida promissora. Um rapaz passou a dar-lhe mais que a devida atenção e
ela atendendo uma fraqueza permitiu que ele avançasse suas investidas. Logo estavam saindo.
Num dia mais acalorado de paixões ele
foi na sua sala de trabalho e tudo aconteceu. Não houve receios de alguém estar
vendo, não houve comedimentos de uma possível punição. Só o desfortúnio de um
coração descontrolado e de uma libido
deixada a solta. E depois uma constatação: alguém os observara. Deixamos
as rédeas soltas quando nossa carreira está em risco? Não. É possível que isto
ocorra, sim. Se não houver controle dos nossos impulsos. Podemos por o que há
de mais valoroso a perder. Dilemas são escolhas e claro não fazemos
escolhas que possam nos prejudicar conscientemente. Fazemos? Hum, fazemos? Quando nosso instinto se deixa levar pela luxúria.
Podemos por tudo a perder. E isto não é exceção
a uma regra. O dilema claro é que deveríamos por nossas emoções e desejos de lado quando nossa razão diz que devemos levar em conta a exatidão matemática e não nos deixarmos levar pelo que o coração baseia em probabilidades. Não sei qual a graça teria, mas veríamos muitos menos gente chorar.
quarta-feira, 14 de junho de 2017
O QUE SE QUER NUMA RELAÇÃO?
O que se quer numa relação? Queremos o que nos falta e queremos mais: O que nos surpreenda. Queremos dizer: Puxa, isso foi melhor do que esperava. Nascemos em famílias com um padrão específico
de comportamento. Se o pai trabalhava demasiadamente e se a mãe era do lar
conta, mas não tanto quanto o comportamento de ambos. Falamos em amor porque ele é o combustível que
nos move ou seria nos estrutura? Se este tão cobiçado sentimento falta ficamos
a deriva? Seguimos o rumo que nossos pais nos direcionam e dentro de um perfil
de necessidades ansiamos aquelas que não supridas. Aprendemos
comportamentos e nos portamos dentro do aprendido. Nos familiarizamos com ele porque dele
provemos. Ainda assim nossas necessidades borbulham em nome da satisfação e querem imergir para respirar o ar fresco da libertação. Num relacionamento ansiamos que nossas
necessidades físicas e emocionais sejam supridas. Nele depositamos a confiança
de algo melhor. Assim atendemos a demanda de nossa constituição de família e de
nossas necessidades essenciais. Formamos um time que pode sanar nossas
necessidades ou ficamos estacionados no aprendido no seio familiar. Quando criamos nossa própria família notamos que temos responsabilidades e que além delas temos desejos, temos sonhos que vão além do que a pessoa amada pode proporcionar. E algumas temos que sufocar porque o clamor de
nossos desejos desestruturam aquilo que tanto ansiamos mas que não tínhamos os
meios de saber até que dele tivéssemos provado. Aprendemos que além de nossas
necessidades constitucionais e essenciais temos outras necessidades que serão
satisfeitas ou optaremos por não satisfazê-las porque satisfazê-las agride nossa conduta
aprendida e prejudica a outra estrutura que também anseia pelos adventos que
a vida propõe e que não por acaso está agora do nosso lado tentando suprir da mesma forma, tudo aquilo que você aspira.
Valores ocultos
Quem
não gosta de gentileza, camaradagem, solidariedade? Quando não há um interesse por trás. A transparência das intenções é tão crua. A consciência de um interesse revelado sem nenhum pudor cheira tão mal. Somos do tipo: me engana que gosto.
Parece bom quando no frigir dos ovos não temos que acreditar que as coisas são feitas pelo simples interesse do dar em troca de receber
Parece bom quando no frigir dos ovos não temos que acreditar que as coisas são feitas pelo simples interesse do dar em troca de receber
Parece que cada vez menos as pessoas se precisam. Mentira! Porque precisamos.. Se os motivos não são ortodoxos, são velados, mas não somos tão autossuficientes. Carecemos de coisas ínfimas e abstratas. Não somos só matéria. Precisamos do que não é palatável. Motivação pouco louvável sempre pinta. Farei isto para ter aquilo. Quando confabulamos com nosso interior mostramos nossas caretas: Elas são feias, mas diz quem somos e o que não queremos ser. Puxamos nossa orelha com o intuito de parecer melhor. Melhor? Melhor que o que? Melhor para que? Queremos ser melhor para conseguir o que queremos? Queremos ser melhor para sermos melhor a quem? Nossas conveniências. O homem bom não parece tão bom quando o resultado é ruim. E o ruim é bom quando nos convence da sua bondade. Qual disfarce usamos quando não temos nada a perder? Quando apontam o dedo na nossa cara e dizem: você é um bosta! Despertam sua deidade demoníaca. Agora aguentem. Não era isso que queriam? Com ferro ferem e não querem ser feridos? Com descaso te tratam e querem ser bem tratados. Aonde está a coerência do fazer aquilo que gostaria que fizessem se você só espera que lhe façam o bem que você não faz?
Mas,
o que afinal são valores? Medimos valores pela forma que as pessoas se comportam
diante de nós? E como ficamos quando descobrimos que há um objetivo além do que nos é demonstrado? Ingenuidade
de nossa parte acharmos que as pessoas são boas? Ou fingimos não saber que etiqueta é apenas um
selo de qualidade que apresentamos para sermos bem vistos.
Não,
não deve ser tão ruim.Tem pessoas boas, boníssimas, dotadas de qualidades e que não pensam e não fazem mal a ninguém. Amam até os cachorros, gatos e todos e quaisquer animais. Quem não conhece um franciscano com este perfil. Eu conheço vários. De longe, sem a proximidade da intimidade. Melhor assim. As vezes penso que somos como correspondência sigilosas que precisam de um protocolo para mostrar sua importância. Protocolo meu comportamento para ser aceito num meio que não gosto só para sobreviver. As escolhas que faço não são as minhas. Tiudo faz parte do jogo, do cenário do ambiente que
habitamos. Nada demais...Estamos no jogo e pronto.
Devemos aprender jogar conforme o jogo. E o
jogo tem regras e elas devem ser obedecidas ainda que não concordemos. Não
precisamos sair dizendo que não concordamos... Não precisamos demonstrar nosso
repúdio, porque se estamos em campo e
precisamos seguir as regras sem que nossas intenções sejam declaradas ao mundo.
Visão pessimista das coisas? Voi lá! Mas, um número crescente de pessoas e fatos tem
demonstrado que valores estão sendo vistos como obstáculos. Confiança torna-se
sofrimento quando na outra ponta existe um oportunista. Bastam nossas próprias inseguranças que nos põem
vulneráveis diante de certas coisas.E ela cheira e revela-nos.
Sim,
isto mesmo. Nosso medo é vidente. Esta sempre
acertando seus prognósticos. Só quando aprendemos realmente a jogar sem sentimentalismo,
levando em conta pros e contras que entraremos no
jogo. Quando soubermos
separar o trigo do joio poderemos conduzir
nossa vida sem o ressentimento decorado por um comportamento gentil
vinculado a segundas intenções.
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