someone lyke you

quarta-feira, 22 de março de 2017

Nossa imagem aos olhos de outros



Como você vê as pessoas e como elas te  veem? Já parou para pensar nisso? Como seu vizinho te  enxerga ? E se enxerga como ele te vê? Pode parecer um detalhe patético, mas saiba que individualmente cada pessoa  te  vê de uma forma diferente do que você imagina.  Nem preciso dizer que nem todos te veem como sua mãe,  que  também   te vê  de uma forma diferente dos demais isso porque  lhe conhece melhor do que qualquer outra pessoa.  Isso até que você  cresça ao ponto de achar que é dono dos seus passos.  Neste período quando você se sentir o dono do seu nariz perceberá que de você mesmo não sabe nada diante de seus conflitos infinitos.  E que na mira dos olhos alheios se verá julgado, mas nunca com consistência que revele o seu verdadeiro você. Ou pelo menos isso será questionado. Já um colega de trabalho faz um julgamento a seu respeito baseado nas deixas que você revela. Coisas como a organização da sua mesa, seus interesses, aquilo que pensa,  seus anseios e a sua postura... Pequenos sinais que você vai dando que compõe a imagem que será telegrafada pelo outro. Até aquela pessoa que raramente você conversa, mas,  que  sempre encontra casualmente  tem uma imagem  a seu respeito. Certo é que  embora as pessoas criem uma imagem a seu respeito ela não condiz com o  que de fato você é.  Até nosso julgamento a respeito de nós mesmos é cheio de falsas virtudes que camuflamos muito bem para mantermos intacta a imagem de bom moço que criamos para nos sentirmos  protegidos.  Nem sempre estamos prontos para vermos o que a realidade tem para nos mostrar, assim somos complacentes na forma que nos enxergamos. Esta complacência diverge do real que por sua vez te induz a imaginar que você é  melhor do que é.
 A imagem  formada a seu respeito por outros tem  a ver com sua postura. Se expressa um rosto carrancudo e pouco amistoso gera uma imagem, assim como um sorriso resplandecente  e simpático cria uma imagem diferente. Sua timidez leva as pessoas a uma imagem geralmente equivocada, assim,  seus receios e convicções servem de base para que criem uma imagem. A imagem em si não diz exatamente como você é, olhar num espelho não mostra quem você é, e fingir ser outra pessoa  com intuito de impressionar outro não revela o que você é.  Afinal o que isso quer dizer? Que precisamos nos  esforçar para de fato nos conhecermos. O objetivo disso não é passarmos uma imagem melhor aos outros, os outros continuarão com sua visão míope a nosso respeito, entretanto você ao se permitir conhecer descobrirá que se revestir de uma personalidade sofisticada não revela quem você é, e sem conhecer seus pontos fortes e fracos não enxergará onde precisa melhorar.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Mundo vasto mundo, onde estão os raimundos




É, onde estão? Nos dias de hoje deploramos tudo  que não seja perfeição. Não estamos com paciência para aquilo que discordamos, também não toleramos exibidos que ficam se vangloriando dos seus feitos.

Não estamos nem aí se gostam de nossos comentários ordinários e  se disseminamos nosso ponto de vista não medindo conseqüências, afinal se estamos  garantido  pelo anonimato porque não falar? Temos uma visão privilegiada do mundo através da tela do computador, e se nesta vitrine sou incomodado pelo quer que seja contrário a minha opinião  vou malhar mesmo.

 E o que dizer de nossa necessidade de exposição?  Vai  além do que  podemos imaginar e dando asas aos nossos devaneios nos expomos cada vez mais com cada vez menos. E este eficaz modo exposição por sua vez  nos escraviza.

 Aos moldes daquilo que o mundo exige temos que ser  perfeitos em tudo:  bem maquiados,  photoshopados, nada de gordurinhas sobressalentes, ou algo que aponte nossos  defeitos; Não, isso jamais. Passamos horas e horas escolhendo a melhor foto porque  precisamos da aprovação daqueles que nos vêem. Precisamos de seguidores fieis enaltecendo nossa forjada  perfeição.

Em contrapartida rejeitamos raças, rejeitamos pobres, rejeitamos feiúra... Rejeitamos homossexuais. Na onda  de rejeição rejeitamos até o que somos. Já não nos  aceitamos como somos: gordo, magro, alto, baixo  parece que não nos enquadramos naquilo que satisfaça aos outros e por isto estamos cada vez mais infelizes.

Nessa grande tela que é a internet estamos sempre insatisfeitos tentando espelhar o que os outros querem e não o que de fato condiga com a realidade,  passando a imagem de temos a vida perfeita, aliás realidade é um status que cada vez queremos menos exposição.  Dá trabalho e preferimos a lei do menor esforço.

Claro que isso não pode não pode acabar bem, se somos imperfeitos  procurando perfeição no comportamento dos outros, no corpo alheio que admiramos e estamos prontos a ressaltar seus defeitos quando esta perfeição se vai, imagina se sobreviveremos  por muito tempo assim.
Tornamos-nos cruéis em nossos comentários sórdidos e levianos. Sim, temos sido levianos em quase tudo e, por conseguinte insensíveis, intolerantes, perfeccionistas e raivosos. 

O lado bom é que o fato de nos darmos conta que temos exagerado mostra que precisamos de ajustes para que possamos utilizar estas novas tecnologias para o bem e nunca para o mal.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Yoguim



Quando você pensa em Yoga você pensa em meditação, transcendência e provavelmente na sua cabeça vem a imagem de alguém na posição de lótus com as mão repousando sobre os joelhos com os dedos polegares  e indicadores se tocando, pra cima ou para baixo dependendo se dia ou noite,  a posição clássica da Yoga. Quando não pensa em levitação. Oh!

Se um dia resolver ser um yoguim provavelmente o fará porque intenciona entre outras, encontrar pessoas felizes, superlativas e que sejam bem resolvidas, não é?
Hummm... Mas, já se perguntou por que alguém resolve fazer Yoga?

Certamente não é porque era  uma pessoa perfeita. Logo neste ambiente não encontrará pessoas perfeitas. E se encontrar pergunte três vezes porque resolveram  fazer Yoga. Ora, porque a pergunta?  Suponho que quando se começa fazer alguma coisa é na procura de alcançar alguma coisa. Porque três vezes?  Não sei dizer exatamente porque a persistência na pergunta, mas pergunte assim mesmo. Se lhe deixa mais confortável uma explicação, pense que Jesus perguntou a Pedro três vezes se ele o amava, após tê-lo traído. E também porque somos tentados a esconder o verdadeiro motivo que nos leva a procurar uma atividade,  principalmente quando o verdadeiro motivo não é motivo de orgulho.  E no final poderá descobrir o verdadeiro motivo do inicio.

Três vezes também foram as vezes que a psicóloga de minha filha fez a mesma pergunta   tentando extrair dela uma informação condizente com suas suspeitas, mas depois da segunda, a menina se recusou a responder. Foi o suficiente para psicóloga descobrir que suas suspeitas eram apenas suspeitas.  Assim, se depois de ter feito a mesma pergunta três vezes  e não houver nenhuma variação nas respostas você pode se contentar com a veracidade das  respostas   Fique certo que você verá que o inicio não se deu porque a pessoa simplesmente tinha curiosidade e que de fato ela procurava alguma superação para alguma dificuldade.

Não raro quando entramos num meio que imaginamos encontrar pessoas alegres, bem resolvidas, imagem reforçada pelas  redes sociais onde costumamos ver fotografias de  sorrisos largos e perfeitos iluminando rostos bonitos, nos decepcionamos.  Não que não encontrará rostos bonitos sorridentes e pessoas bem resolvidas, afinal este é o objetivo, é que é provável que também encontre pessoas comuns: azedas, desconfiadas, antipáticas etc, como em qualquer outro lugar.  

Pessoas são pessoas em quaisquer lugar e em quaisquer ambiente e geralmente a imagem que criamos é supervalorizada diante da realidade e quando percebemos que não estamos num ambiente que  esperávamos só  existir harmonia e pessoas que se aceitam mutuamente ficamos desanimados e logo pensamos em abandonar o barco. Quando não nos tornamos opositores o que é injusto pelo pouco que nos infiltramos.

Você também não vai dizer que está ali por pura curiosidade, né? Algum problema você tem. Sua coluna esta torta, seu corpo flácido, sua paciência curta, sua saúde em declínio. Fale a verdade! Se não para os outros para si mesmo.
 
Porque começou a fazer Yoga? Sempre quis transcender a mediocridade humana e conhecer esta ciência milenar.
 
Porque começou a fazer Yoga? Porque sempre ouvi falar que você praticando Yoga torna-se uma pessoa melhor.

Porque começou a fazer Yoga?  Tinha uns problemas pessoais que gostaria de resolver e depois de ter procurado muitos médicos resolvi tentar algo alternativo.

Também se pergunte porque começou a fazer as atividades que hoje pratica.


quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

O vil metal




Dinheiro, dinheiro, dinheiro! Sem ele,  nada feito!  Precisamos do vil metal. Temos necessidades básicas a serem supridas, temos nossos devaneios da moda, temos nossos sonhos  e somente o vil metal esta aí para tornar tudo possível. Sem ele como poderíamos pensar por exemplo em ir pra Miami, conhecer Florença, o Arco do Triunfo, Nova York... E,  perda-se! São muitas  vontades, necessidades, caprichos...   Mas, vamos em frente. Classificados por classe,  os seres humanos se intercalam entre os  endinheirados e os outros. Ah, para a minoria muito e para a maioria pouco. Contraditório,  mas é assim... Se  dinheiro é fator determinante quem tem muito deveria ser mais feliz, não é?  É, deveria sim. Mas procurar a riqueza nem é garantia de nada e até pode ser comparado a  vender a alma ao diabo... Você estuda,  se empenha em várias empreitadas e se tem o espírito empreendedor dará seu jeito e  com muito esforço seu objetivo do dinheiro estará batendo na sua porta.  Até aí nada demais... Mas o capitalismo impõe uma praga... Você se torna escravo dele e quanto mais tem mais desejará ter. Este ciclo perverso de ter e  querer mais  culmina numa busca incessante e  inquietante. Pura escravidão. E esta inquietação de ter -  o medo de perder o conquistado e  o comichão de  querer mais,   causa infelicidade. Irônico.  Rico e infeliz. Mas, deve haver exceções. Porque nós que andamos perseguindo o vil metal e ele,  parece fugir de nós, ocasionalmente ainda damos boas risadas  seja nas pequenas conquistas,  numa rotina alimentar satisfatória, numa refeição naquele lugar tão comentado por quem já foi, conquistas banais e que exigem esforços e uma economia considerável, mas que resulta em alguma felicidade. Talvez porque nossas pequenas realizações causam grandes satisfações. Falando assim dá até para concluir que dinheiro  atrai tristeza.  Será? O dinheiro é o tipo  faca de dois gumes: necessidade e impulsividade. A bíblia diz : os  que ambicionam ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitas vontades loucas e nocivas, que atolam muitas pessoas na ruína e na completa desgraça. O dinheiro exerce um fascínio sobre aqueles que dele se  tornam amigos. Pior, ser amigo do dinheiro é arrumar um monte de inimigos - pessoas...O texto cita:  vontades loucas e nocivas, dá para entender porque o vil metal apesar de  necessário também é do mal.  Nós que corremos atrás dele continuaremos correndo e neste jogo de corre e não pega mal sabemos que damos a maior sorte porque se o pegarmos nos tornaremos ricos e se nos tornarmos ricos seremos infelizes. Coisa maluca. 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Conveniência




Conveniência...é aquilo que atende ao gosto, às necessidades, ao bem-estar de um indivíduo



Aquilo que é útil, que simplifica uma rotina, que economiza o tempo etc.; utilidade, vantagem

Você sempre faz o que é conveniente para você – Dizia a mulher ao seu namorado.

E quem não faz? Com raras exceções e até por conveniência abrimos mão da conveniência.  Sim, conveniência é bom, é útil e necessária. Sem aquilo que é de nossa conveniência tornamo-nos negligentes. Ainda que negligentes com nossos interesses.  E nossos interesses ocupam o topo da lista de, digamos:  nossos interesses.

Há muito tempo atrás foi sugerido que somos de fato movidos e motivados  por aquilo que é conveniente. Hum, a questão é polêmica, mas por conveniência é melhor ignorar o fato que hoje é difícil imaginar alguém que abra mão da sua em prol de  outro a não ser que isto lhe seja conveniente. Admito que nem sempre. A empatia, atua como antídoto a esta impulsão atrativa de sempre procurarmos nossa conveniência.  Ela põe uma trava aos olhos para que possamos enxergar que a conveniência alheia deve ser considerada se não quisermos viver isolados num mundo de conveniências.

Uma criança já nasce com seus quereres bem estimulados. Se não atendido ele usa uma coisa bem enervante : o choro. O choro é uma espécie de: se não fizer minhas vontades ainda que necessidades você terá que lidar com meu choro e se acha ruim ele pode ficar bem pior. Debaixo deste dilema e imbuídos da empatia atendemos quase que instintivamente.  Um dia porém sentimos que a conveniência deste pequeno ser tirou a nossa. Então nos rebelamos.

Muitas das muitas discussões dos casais estão balizadas na conveniência extrapolada de um em detrimento do outro. Aquela frase: O tempo que me dedica é por conveniência...  Se é! Mas você não revelará isso. Seria estupidez, mas você sabe que se não levar em consideração a conveniência da pessoa que revelou suas conveniências você perderá as conveniências que ela lhe proporciona. E se elas são convenientes melhor repensar.

Na briga das conveniências  ambos procuramos a nossa. E se a sua conveniência incomoda a conveniência alheia cria-se um impasse. E como resolvê-lo?  Peso por peso você pode abrir mão de alguma coisa se a coisa oferecida é mais conveniente. Ainda que abra mão de uma conveniência menos expressiva. Como pode ver a conveniência impera em todos os sentidos seja para um lado ou do outro. Fica claro que assim que abrimos mão de uma alguém se beneficia,  para o bem da sua própria.

Mas, não podemos reclamar -  as vezes os inconvenientes são convenientes. Levantar cedo, disciplina, ouvir seu par, escutar desaforos, engolir sapos. Há uma lista enorme. Como pode ver todos estes  põe o pé no freio das nossas conveniências.  Claro que não fazemos isso em troca de nada, o que mesmo inconsciente não deixa de ser conveniente. Levantamos cedo para ir a escola para nos livramos da chata da ignorância.  Levantamos cedo para ir para o trabalho para termos o desejado dinheiro. Levantamos cedo para correr para livrarmos do preguiçoso sobrepeso. E assim por diante. Se você parar para pensar vai perder muito tempo pensando em tantas conveniências que tornam-se inconvenientes e tantos inconvenientes que assimilamos por pura conveniência. Rsrs., É isso. Então quando alguém reclamar que você só faz o que lhe é conveniente. Não seja inconveniente.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

REVANCHE



 Um lutador ousado e competente aclamado campeão imbatível é desafiado por um oponente fanfarrão e falastrão. Este com o intuito de tirar o outro do sério usa o desrespeito como arma de tal forma  que chega aborrecer  até quem o escuta debochar e ignorar o histórico do  campeão. Seu objetivo com isso? Desbancar o campeão, mexer com seu brio ao ponto de desestabilizá-lo.

 No dia do combate contrariando todas as expectativas o campeão cai logo no primeiro round.  Desde o locutor até o mais cético, todos ficam abalados com a derrota. Chegam a duvidar que de fato ocorreu, mas, os fatos são inegáveis. O campeão derrotado conhecendo seu potencial considera sua derrota um acidente e para provar que tudo não passou de um ato de sorte ou quem sabe um erro na sua  estratégia pede revanche. 

A revanche neste caso é legítima. Mas, seres humanos costumam usá-la para retaliar aquilo  que não gostam. Se uma pessoa zombou de você ela não perde por esperar. Se fez alguma coisa que maculou sua reputação, terá volta. Queremos sempre nossa dignidade preservada e qualquer ato que jogue lama na nossa idoneidade tem que ser retratada ou vingada. O acerto de contas torna-se inevitável e vai adiante. 

Traição paga-se com traição. O olho por olho, dente por dente é seguido a risca. Se uma atitude é interpretada como descaso vai ser paga com descaso. Assim um círculo vicioso entre ação e reação viram parte de uma paga interminável de punição porque nos julgamos  negligenciados e se fomos negligenciados o preço é pagar na mesma moeda. 

As feridas  nos ânimos com este comportamento vão deteriorando a tolerância e a cumplicidade. O  clima de desconfiança toma uma inclinação prejudicial,  pois tudo o que o outro faz passa a ser interpretado com um revide. Seu estado de alerta que deveria ser usado para situações de tensão real ficam retesados e  a pessoa que é importante para você  é vista como  rival. 

Este ambiente é  terreno fértil para o orgulho e prolifera sufocando a possibilidade  da reconsideração e da empatia, sacrificando o dito: paz na terra aos homens de boa vontade. (isto ficou meio careta)  Boa vontade para relevar falhas e permitir o amor  levantar sua bandeira branca. Quando o orgulho toma as rédeas e impõe suas armas desejamos revanche numa situação que não deveria ser para   disputa e sim para compreensão. 

Se você interpretar qualquer atitude com beligerância prepara o coração para uma guerra e não para paz.  E quando  a guerra chegar e vai chegar  você estará tão fustigado que o diálogo será inutil porque foi usado quando não existia necessidade.

  A revanche pode ser usado para princípios sadios como num  jogo, como numa brincadeira salutar  que contribui para a intimidade, para descontração  e não para retaliação. As vezes criamos um campo de guerra por que estamos em guerra conosco mesmos e acaba sobrando para  quem não tem nada a ver com a batalha.  E, francamente quem gosta de viver em guerra? Quem é que gosta de conviver diariamente  com alguém desagradável? 

O campeão se preparará para a batalha para reaver seu título.  Quem sabe se você na procura por uma  revanche não se  preparará para corrigir suas falhas e mostrar que você é melhor do que se  espera e está disposto a mostrar por suas ações que você é um vencedor até quando se trata de rever ações? 
 

Eu vejo seu tormento



Vejo o seu tormento
A dor em mim existe
Embora em  contratempo
Deforma o  arrebite
Escuto o seu lamento
O ouvido  não admite
O eco é sofrimento
Recuso o seu convite

Mas sua argumentação é  forte
Em colo que o amor embala
Onde  habita a coragem a covardia cala
Em tempo, tempos o coração admite
Que enlace é agravo se não há limites.
Para  alma que o prazer distorce.

São dois opostos no corpo de um
São dos corações e um objetivo comum
Se um quer amor o outro quer o destroço
Numa só descrição  o prazer é o negócio
Que irá deflagrar  poeira em alta mar
Que ira incendiar o centro polar

São dois corações extraindo o ópio
Em refaça esta cena que não sou um negócio
Que remete o prazer e revolta sozinha
Se esperar o destino  o amor se definha
Ou é puro prazer ou é jogo de cena
Ou prevalece o amor  ou então recomeça a cena.