Homem precisa ter atitude! É
imperativo que sim. Mas, não diria que ter atitude seja imperativo apenas ao
homem. Esta ideia de que homem não tem que se rebaixar é um lema que as mulheres hoje buscam com afinco. Neste
caminho pela igualdade muitos dos ditos
comportamento masculino já não são tão masculinos assim. Profissões que antes só
consideradas privilégios masculinos hoje são encarados pela mulherada na boa. Claro
que esta busca frenética pela igualdade cobra seus tributos. Mulheres que
conheciam tarde o que era problemas cardíacos agora partilham com homens uma
estatística nada do bem. Outros problemas somam-se a este como estresse, falta
de tempo para família, uma consciência atribulada por não poder dedicar a prole
a atenção desejada, entre outros. E claro conquistas sempre são satisfatórias e
isto adere o principio de equidade. Nem teria que dizer que nesta procura, a família como conhecemos sofre tremendo
impacto, porque somos frutos de uma
geração onde as diferenças sociais ainda
prevalecem, já ceifamos alguns resultados negativos, os filhos . Sem a presença de um adulto eles
se viram como podem mas não sem um resultado. Como dito num outro escrito, toda
ação tem uma reação e não é diferente quando adotamos uma estrutura familiar da
qual somos pioneiros e ainda não sabemos como afetarão efetivamente os filhos. Uma coisa é certa, sem a supervisão amorosa de um dos cônjuges
não me parece promissor. Problemas a parte não parece que mesmo as mulheres que
perseguem suas conquistas e ambicionam a igualdade estão preparadas para o que
isso de fato significa. Coisas que sempre foram vistos como cavalheirismo ou
ainda para seguir um estereótipo comum, obrigação masculina estão caindo por
terra. Pagar conta em restaurante, ceder lugar pelo simples fato de considerar
a fragilidade feminina, coisas do tipo que deveriam ser desconsideradas ganham
uma considerável proporção na batalha dos sexos. Homem pagar conta não é mais admissível.
Homem pegar peso, justificável pela sua composição, não é justificativa válida.
Alguns homens agora invertem seu papel com as mulheres, se para elas
substituírem as obrigações do lar para arrumar um emprego é de suma
importância, então alguns homens adotaram cuidar dos filhos e da casa. De certa forma a atitude esperada por parte das mulheres virá numa forma avessa ao que deveria. Se as
mulheres gostam de homens, homens então terão. Mas a que preço? Se ir ao
cinema vira uma polêmica quando há uma
indecisão de qual filme ver não sendo recomendado que o homem dê preferência aos
gostos da sua amada, que o caracterizaria como não tendo um pulso firme agora esta preferência é
inviolável e se não for aceita, ir ao cinema como casal torna-se inviável. Fico imaginando numa situação de emergência, onde a pressa é necessária e o senso comum e a ética
sempre prevaleceram ditando a ordem mulheres e crianças em primeiro lugar. Já nesta nova configuração de igualdade não sei se a ética seria considerada. Sim, um homem precisa ter atitude, tomar a liderança, encarar os problemas e ter a iniciativa de proteger e sustentar a mulher... opa, isto não parece um pouco machista?
someone lyke you
terça-feira, 17 de janeiro de 2017
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
O amor e nossas escolhas
Amores,
paixões, relacionamentos, hum, indiferença, desamor, brigas.. Recomeço. A grande maioria das pessoas começa sua vida
amorosa acreditando no amor. Ele é o grande impulsionador dos sonhos, o grande
motivador de todos nossos devaneios amorosos Almejamos uma vida em comum com a pessoa amada... Aquela pessoa que desejamos que fosse única. O grande amor de nossa vida. Acreditamos e nos deliciamos
com fantasias que imaginamos como se as tivéssemos vivido. Perdemo-nos em imaginações com situações que gostaríamos de viver ao lado
do ser amado. Antes mesmo de nosso corpo
conhecer as doçuras do amor já temos um repertório vasto trazidos dos filmes
que assistimos e da literatura que apreciamos. Estes, contribuem e influenciam o enredo do que queremos
viver. Mais a frente vivemos nossa primeira
paixão e buscarmos nele o regozijo sonhado, com expectativas altas demais para
uma realidade a parte da literatura e dos filmes e, posteriormente em algum momento,
experimentaremos a primeira desilusão
amorosa, não que necessariamente as coisas irão acontecer nesta ordem, é possível
que um ou outro realizará suas fantasias de um amor único e eterno. Neste ínterim
acordamos do nosso estado inconsciente inflado por uma utopia dificilmente atendida. A decepção, a traição ou outro obstáculo
traçado no caminho faz suas fantasias se desmoronarem abrindo caminho para a
desilusão e posteriormente uma recuperação que trarão outras relações, outros envolvimentos, outros
tipos de amores, outras experimentações. Como numa doença, criamos anticorpos. Ficamos prevenidos quanto
ao amor romântico tão exaltado. Deste
ponto em diante a forma que vivenciamos os relacionamentos irão influenciar
como trataremos os que virão posteriormente. Uma experiência ruim pode trazer
certas reservas que dificultarão o relacionamento posterior. Se houve traição
você pode querer se envolver com pessoas casadas para causar o mesmo sofrimento
sofrido. Abra-se um leque infinito de possibilidades, alguns fazendo bom proveito das suas experiências
e outros se afundando ainda mais na sua própria estupidez. Índoles mudam,
reputações são alvejadas, conceitos fortemente arraigados tornam-se frívolos...
Tudo pode acontecer. Alguns amarão irremediavelmente durante toda sua vida
apesar de toda decepção vivida. Alguns seguirão o caminho das conquistas,
outros refarão suas vidas acertando o compasso aprendido em relações
anteriores, outros continuarão errando o percurso. Uns não farão questão
nenhuma de reavaliarem suas situações e outros tomaram extrema cautela para não
sofrerem novamente. O bem e o mal na prateleira de escolhas ao alcance da mão.
Sirva-se! Mas, saiba, aquilo que semear é
o que colherá... E se a luz que há em ti se transformar em trevas... Grandes
trevas serão.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
Saiba escutar
Lição é lição e para aprender
basta escutar. Ouvir não, escutar... Prestar atenção ao dito, refletir. Uma mãe
e sua filha esperavam sentadas, num ponto de ônibus. A filha debruçada sobre o colo da mãe se
esticava toda. - Senta direito menina, não
empurra não! Redargüiu a mãe. Eu já te
disse: “Não queira ficar confortável com a dor do
outro.” Sábias palavras. Se observar reparará que era uma lição repetida, assim
entendida quando ela diz: Eu já te disse.
Às vezes demoramos a incutir um ensinamento, precisamos repeti-lo uma, duas ou mais vezes. Somos esquecidiços e
negligenciamos facilmente aquilo que nos vem como disciplina. Dando atenção ao assunto
principal notará que por algumas vezes você também já procurou seu conforto
mesmo quando este resultava em dor a alguém. Se, pousou sua cabeça no ombro de outrem e sentiu-se
a vontade não refletiu que isto poderia
causar dor . Se, sentou no colo da sua
namorada pensou por algum instante no desconforto dela? Mas, vamos falar de
coisas realmente importantes. Você adora que suas vontades sejam saciadas, é ótimo,
não é? A custa do que? Espero que não a custa da dor alheia. Mas, não raro se
sua satisfação é egoísta alguém pagará por ela. Estará levando em consideração
a outra parte? Estará a sobrecarregando
com vontades demasiadas? Suas vontades prevalecem acima de qualquer outra coisa
inclusive das vontades da outra pessoa? Acredito que aquela menininha no colo
da mãe não podia imaginar que se ela acatar a lição oferecida pela sua mãe, ela
a utilizará para vida toda. E quando em outras situações em que ela mesma
procurar seu conforto ouvirá ainda que no seu inconsciente a voz da sua mãe
lembrando-lhe de não pensar exclusivamente em si mesma. Quando submetidos a uma
reflexão sempre deveríamos nos perguntar: Eu faço isso? Minhas vontades são tirânicas?
Meu lema é: primeiro eu depois os outros? Não que não seja correto pensar
primeiro em si... Afinal quem não pensa em si não fará bem ao pensar no outro. Desde que ela não ultrapasse as fronteiras do
terreno alheio. Você impreterivelmente
trata suas vontades como irremediáveis? Se, é assim precisa reavaliar sua postura. Não
encare isto como um conselho e sim como uma lição. Conselho deixa uma impressão
de que a pessoa que o dá é exemplar já
lição é algo que você aprende. Somos aprendizes de tempo integral não somos?
Quem já não olhou para uma situação com
desdém e depois viu o quanto aprendeu com ela. A vida é assim quem tem ouvido
para ouvir que ouça, mas também escute.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
E se acontecesse
O que aconteceria se no afã de descer uma escada no primeiro lance de cima
para baixo você pisasse num caco de vidro? Seu corpo reagiria ao impacto e dor
e você muito provavelmente perderia o equilíbrio e cambalearia degraus abaixo. Nosso
corpo reage a dor e os outros sentidos ficam comprometidos ainda que neste caso
a prioridade seria não cair o que
poderia resultar facilmente num acidente fatal. Assim se daria se na direção do seu carro uma abelha o
picasse num percurso que estivesse em alta velocidade. Tomando estes exemplos como modelo não é difícil
imaginar que nosso corpo reage ao primeiro impulso sem prever o que poderá
acontecer nos passos adiante. Nossa
mente por mais engenhosa que possa ser não é perfeita e pode ser ludibriada ou distraída
do seu foco para uma atividade errada num momento que pode ser crucial que não
o fizesse. Assim, alguém que mantém a
desconfiança como foco principal inevitavelmente estará sujeito ao que ela
proporciona deixando demais coisas para segundo plano. Citei a desconfiança,
mas serviria para qualquer outra coisa que tomasse tamanha relevância. Isso não
quer dizer que se possa escolher para onde direcionar seu foco, nossa mente
tende a tomar as rédeas para o que aparenta ser ameaçador ainda que esta ameaça
seja fruto de uma centelha falsa das nossas percepções. Diante de qualquer
incongruência nosso sistema de defesa dispara o alarme de atenção e começamos
cogitar possibilidades. E nossa atenção quando se direciona para um determinado
fim dá a este fim, grande parte de sua atenção,
dificultando foco em outras coisas que poderiam ser mais relevantes. Nossas
emoções sem nenhum autocontrole pisam em cacos de vidros a todo instante
desencadeando acontecimentos improváveis e prejudiciais... Danosos . Ter as
faculdades perceptivas treinadas é sem dúvidas a melhor forma de impugnar uma ação reativa do corpo e das
nossas emoções. Diz-se que contar até 10 antes de uma ação inviabiliza uma tragédia.
Isso condiz com preparar nossa mente para situações que nos afligem e nos tomam
de supetão sem prévio aviso. Nosso corpo é reflexivo assim como nossa mente,
mas temos como amenizar os danos quando dispomos de tempo e atenção para
cultivarmos bons hábitos. Não podemos
destinar nossas atenção para o improvável mas se o improvável se fizer presente
melhor que saibamos como agir.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
Excentrico
Nunca queira ser além de uma pessoa normal. Além do normal vem a excentricidade. Ser excêntrico é ser na melhor das hipótese estranho e aquilo que causa estranheza não é compreendido. Uma pessoa tímida é interpretada como orgulhosa, logo é esquisita. Uma pessoa orgulhosa é intragável, logo esquisita. Se por acaso você se enquadra no mundo dos tímidos e orgulhosos ou mesmo esquisito sem precisar definição alguma, seu remédio é fingir não ser. Para ser excêntrico é fácil, basta ser estranho. Isto quer dizer não gostar de fazer coisas que todo mundo gosta de fazer: beber em bar com amigos, não ir a festas que você acha chata, não andar em grupo rindo de qualquer bobagem dita, não gostar de falar bobagens...Em suma, não achar que o mundo é um parque infantil. Neste mundo não se deve revelar os seus defeitos para ninguém. Então não faça isso. Você é perfeito, gosta de cachorro, de gatos, de futebol, de games. Não gostar de nada disso, seria excêntrico e ser excêntrico é ser esquisito. As pessoas não toleram pessoas diferentes, fugiu do padrão é estranho, é esquisito. Nada de pensar fora da caixa quando o quesito é ser normal. Se for inteligente não fique falando de teorias científicas e nem citando autores a cada meia dúzia de palavras. Pega mal. É esquisito. Tem que ser normal se quiser ser aceito. Ficar medindo calorias na hora de uma rodada de cervejas e petiscos, é de lascar, é estranho, é esquisito. Outra coisa inadmissível é você ficar revelando coisas estritamente pessoais a um amigo de pouca data... Você mal conhece a pessoa e já está falando que está duro, que não tem dinheiro nem pra pagar o aluguel? Que esquisito! Excentricidade não tem nada a ver com gênero, tanto homem como mulher podem ser. Homens assediadores por exemplo, são esquisitos. O cara come a mulher com os olhos e ainda a quem acredita que isso pega bem. Vou revelar um segredo enquanto você diz que ela gostosa ela diz que você é nojento. Mulher não gosta deste tipo de esquisitice. Nem audacioso isso é, muito menos sinônimo de galanteio. É estranho. Outra: Reuniões sociais. Nada de ser diferentão. Diferentão é esquisito. Todo mundo vai rir de você. Não sabe dançar, tem vergonha de conversar, não sabe se entrosar? Aprenda. Ou então fique em casa. Vai assistir sessão das 10, Telecine, jornal. Sem aptidão social é melhor ficar em casa do que chegar no outro dia e ser assunto para risadas. Tem que ser agradável. Fazer um tipo.Talvez não ache que seja legal representar... Não faz parte da sua índole enganar os outros. Legal é ser mané? Legal e ir numa festa se divertir e acabar sendo a diversão? Tire coelho da cartola, cante no karaokê, de boas risadas, mostre os dentes. Nada de chorar pitangas numa festa social, é esquisito. Olha, o nome: festa. Então engula a tristeza. Se não der para engolir enfia no bolso. Outra. Vá arrumado, ok? NÃO vá inventar de representar o arco íris. É esquisito. Nada de beber além da conta. Festa é pra se aproximar das pessoas, vender sua imagem, festa não é pra comer. Tirar a barriga da miséria é em casa, sim, coma arroz e feijão... nada de atacar os canapés, coxinhas e rissoles até não aguentar andar. É esquisito. E vai ficar mal falado e ninguém mais vai te convidar pra festa nenhuma. Faça o tipo bem educado. Qualquer tipo. Desde que seja comum, ok?
Numa festa o chamado excêntrico foi instigado a fazer uma gentileza para seu chefe, ele deveria ir até ele e elogiar a sua filha dizendo que ouvira dizer que ela era muito bonita. De fato ele fez conforme combinado. Mal acabou e seu chefe revoltado o empurrou com violência e foi logo esbravejando: Você tá maluco? Perdeu o juízo? Minha filha é paraplégica. O cara não sabia onde enfiar a cara, ficou todo constrangido. Depois contaram que era tudo mentira, uma armação, mas ele não sabia. Como era esquisito não perderam a oportunidade de aprontar esta. Até hoje riem dele por causa desta história. Então! Seja comum, nada de excentricidade. Ser excêntrico é esquisito.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
Aborto: uma questão cabeluda
Aborto – Se você quiser arrumar confusão com alguém é só se
declarar a favor ou contra ao aborto. Qualquer que seja seja seu parecer esteja certo vai dar
confusão? O assunto é cabeludo. Tipo: se
correr o bicho pega e se ficar o bicho come. E não adianta achar que você sabe do que está falando. Aborto é assunto para ficar em cima do muro. Você tem sua opinião, seu vizinho
tem a dele, religiosos divergem no assunto e países tem suas leis a favor
ou contra. Não precisa dizer mais nada para entender que isso é briga certa.
Ainda assim um governo para o povo precisa estabelecer o que é legal quando na
ilegalidade muitos procuram refúgio para sua aflição. Isto é importante. Não devemos fechar os olhos
para a quantidade de abortos ilegais praticados em clínicas ou locais inapropriados
para este fim porque as pessoas não encontram apoio e autorização para
este procedimento. Se vamos tratar a questão como tratamos os entorpecentes
creio que evitaríamos muitos abortos
mas, também teríamos que evitar o sexo e como este é do interesse dos
legisladores(só deles? ) é improvável que vingaria.
Também não devemos fechar os olhos para quem possa interessar: as
mulheres. Ora, a gestação se dá no seu corpo e sendo elas as principais
interessadas deveriam ser consultadas já que estamos falando de uma lei que
visa o bem estar de uma nação. Ouvi-las seria respeitoso ainda que fosse apenas para saber sua opinião. Não devemos esquecer que sendo da
mulher o corpo há um pressuposto inquestionável de decisão que seria
irrefutável, se não houvesse uma ressalva: a vida que nela habita.
Então esbarramos no nosso primeiro hiato no quesito preciosidade da vida - qual vida vale mais? Diante de um infortúnio que precisasse opinar como agir? Se há vida em risco e se necessária uma única opção, que sobreviva aquela que está em melhor condição de sobrevivência.
Não devemos esquecer que sendo a mulher dona do seu corpo uma gravidez
indesejada é um problema sério. E
dentro do assunto temos vários quesitos a considerar: a gravidez é indesejada porque?
Abuso sexual, falta de prevenção, falha no contraceptivo... Não devemos esquecer
que para cada situação deve haver um tratamento. Não posso por exemplo tratar um estupro seguido de gravidez com
uma transa sem preventivo, embora ambas possam gerar uma gravidez indesejada. Também não podemos fechar os olhos quando a gravidez é produto de uma falha provinda do laboratório que faz a formula contraceptiva, embora neste
caso abrande a perspectiva do aborto, ainda que
passível de punição, reparação ou ambas. Claro que sendo a mulher portadora do ventre
livre deseja ter a liberdade de copular sem considerar a possibilidade da
gravidez, no entanto sendo a lei feita para atender a demanda da maioria e não uma individualidade,
deve amparar a vida inocente que esta liberdade pode cercear. Afinal todos
temos responsabilidades embora nem todos sejamos responsáveis. Mas, vamos imaginar
que uma pessoa responsável pegou uma doença venérea incurável? Ela querendo ou
não, não teria que assumir a responsabilidade pelo seu ato, embora este
pareça mais um castigo?
Ainda há casos como a incompatibilidade da vida do feto, neste caso, parece que não haveria muitas discussões, embora a mãe deveria ser consultada. Sem mais, a lei ainda deveria ter alguma flexibilidade para reflexão se, analisada por pessoas capacitadas para dar um parecer positivo ou negativo diante da peculiaridade de cada caso.
A bíblia incentivadora da vida ressalta que o aborto é inadequado mas, para termos esta visão privilegiada, precisaríamos acatar todas as normas que protegeriam os casais , as relações e a vida. A bíblia não permite sexo antes do casamento, não permite o desenlace do matrimônio sem um motivo aplicável, o que sugere que dentro deste molde não haveriam nem a quantidade de divórcios hoje existentes nem tampouco a necessidade de tantos abortos por uma questão lógica: eles não existiriam. Entretanto se não seguimos a risca o recomendado não devemos utilizá-la como referência, impondo a restrição sem levarmos em conta as reprimendas. Diante do exposto fica claro que precisamos de leis que minimizem os danos a quem possa interessar.
Ainda há casos como a incompatibilidade da vida do feto, neste caso, parece que não haveria muitas discussões, embora a mãe deveria ser consultada. Sem mais, a lei ainda deveria ter alguma flexibilidade para reflexão se, analisada por pessoas capacitadas para dar um parecer positivo ou negativo diante da peculiaridade de cada caso.
A bíblia incentivadora da vida ressalta que o aborto é inadequado mas, para termos esta visão privilegiada, precisaríamos acatar todas as normas que protegeriam os casais , as relações e a vida. A bíblia não permite sexo antes do casamento, não permite o desenlace do matrimônio sem um motivo aplicável, o que sugere que dentro deste molde não haveriam nem a quantidade de divórcios hoje existentes nem tampouco a necessidade de tantos abortos por uma questão lógica: eles não existiriam. Entretanto se não seguimos a risca o recomendado não devemos utilizá-la como referência, impondo a restrição sem levarmos em conta as reprimendas. Diante do exposto fica claro que precisamos de leis que minimizem os danos a quem possa interessar.
terça-feira, 3 de janeiro de 2017
Carência
Carência. Quando ouço esta
palavra é inevitável não pensar em
necessidade de carinho, atenção e amor. Se perguntando para qualquer pessoa se prefere
amar ou ser amado, embora num dilema, suponho que inevitavelmente responderiam ser amado.
Quando se ama e não é correspondido fica-se com uma sensação de desvalor que quer dizer que seus sentimentos não são
valorizados na medida proporcionalmente
equivalente ao que sente, e, isso não raro causa uma sensação de pequenicidade
e de inutilidade. É como se ofertasse algo valioso e em retribuição fosse esnobado, rejeitado como se não
tivesse valor algum. Já se é amado você recebe todo o suprassumo que uma pessoa possa lhe oferecer. Isso envolve
tempo, atenção, carinho... É como se tivesse a sua disposição uma fonte inesgotável e exclusiva de amor unicamente para você. Ainda que não correspondido é preferido ser amado a amar? Imagine que você tenha uma quantidade de
dinheiro a sua disposição mas, não
deseja usá-lo. Isso não é bem melhor do que se não tivesse? Ser amado é como se tivesse este dinheiro.
Existe uma pré disposição generosa de oferta que é genuína e você tem acesso quando quiser. Por
essência muito melhor e ser amado e mais enaltecedor já que se é amado é
querido, é desejado e quando se sabe que tem alguém que se importa de verdade com você sem nenhum outro interesse em troca, esta energia por si só causa-lhe um bem estar que funciona como agua para uma planta ressecada.
A carência tem também a
característica de nos deixar vulnerável sem o devido senso crítico para boas
escolhas e sem perspicácia para saber quando algo não é bom para nós. Como se tivéssemos
consciência de nossa incoerência, mas não tivéssemos a força necessária para
darmos um basta. Entramos num dilema pessoal do melhor com ele do que sem ele,
e vamos aceitando as migalhas que nos é
oferecida. Pergunte a um carente se ele é carente, certamente dirá que não. Porque
assumir seu estado significa que você não se valoriza, que não tem ninguém que lhe dê importância e
que é uma pessoa inconveniente. A carência
é uma desnutrição emocional que se não sanada vai levá-lo a pegar qualquer resto de comida para matar sua fome e quanto mais fome menos seleto e quanto menos
seleto, menos valor tem. Muitas vezes o carente se comporta como se fosse um
cavalo alazão flertando ares que não pode sustentar porque a mínima atenção é vista
como uma super atenção e em seu estado o mínimo de atenção a torna vulnerável o
que é facilmente notado exatamente por quem no final das contas acaba lhe
deixando ainda pior. Se você comparar a carência a um animal ela seria um
cachorro doméstico. Você xinga o pobrezinho, maltrata, deixa sem comida mas
basta uma palavra dócil para que ele venha aos seus pés abanando o rabo.
Você não é um
cachorrinho, né?
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