someone lyke you

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

ATITUDE.




Homem precisa ter atitude! É imperativo que sim. Mas, não diria que ter atitude seja imperativo apenas ao homem. Esta ideia de que homem não tem que se rebaixar é um  lema que as mulheres  hoje buscam com afinco. Neste caminho pela  igualdade muitos dos ditos comportamento masculino já não são tão masculinos assim. Profissões que antes só consideradas privilégios masculinos hoje são encarados pela mulherada na boa. Claro que esta busca frenética pela igualdade cobra seus tributos. Mulheres que conheciam tarde o que era  problemas cardíacos agora partilham com homens uma estatística nada do bem. Outros problemas somam-se a este como estresse, falta de tempo para família, uma consciência atribulada por não poder dedicar a prole a atenção desejada,  entre outros. E claro conquistas sempre são satisfatórias e isto adere o principio de equidade. Nem teria que dizer que nesta procura,  a família como conhecemos sofre tremendo impacto,  porque somos frutos de uma geração onde  as diferenças sociais ainda   prevalecem,  já ceifamos alguns resultados negativos,  os filhos . Sem a presença de um adulto eles se viram como podem mas não sem um resultado. Como dito num outro escrito, toda ação tem uma reação e não é diferente quando adotamos uma estrutura familiar da qual somos pioneiros e ainda não sabemos como afetarão efetivamente os filhos. Uma coisa é certa,  sem a supervisão amorosa de um dos cônjuges não me parece promissor. Problemas a parte não parece que mesmo as mulheres que perseguem suas conquistas e ambicionam a igualdade estão preparadas para o que isso de fato significa. Coisas que sempre foram vistos como cavalheirismo ou ainda para seguir um estereótipo comum,  obrigação masculina estão caindo por terra. Pagar conta em restaurante, ceder lugar pelo simples fato de considerar a fragilidade feminina, coisas do tipo que deveriam ser desconsideradas ganham uma considerável proporção na batalha dos sexos. Homem pagar conta não é mais admissível. Homem pegar peso, justificável pela sua composição, não é justificativa válida. Alguns homens agora invertem seu papel com as mulheres, se para elas substituírem as obrigações do lar para arrumar um emprego é de suma importância, então alguns homens adotaram cuidar dos filhos e da casa.  De certa forma a atitude esperada por  parte das mulheres  virá numa forma avessa ao que deveria. Se as mulheres gostam de homens, homens então terão. Mas a que preço?  Se ir ao cinema  vira uma polêmica quando há uma indecisão de qual filme ver não sendo recomendado que o homem dê preferência aos gostos da sua amada,  que o caracterizaria como não tendo  um pulso firme  agora esta preferência é inviolável e se não for aceita,  ir ao cinema como casal torna-se inviável.  Fico imaginando numa situação de  emergência, onde a pressa é necessária e o senso comum e a ética   sempre prevaleceram ditando  a ordem  mulheres e crianças em primeiro lugar.   Já nesta nova configuração de igualdade não sei se a ética seria considerada.  Sim, um homem precisa ter atitude, tomar a liderança, encarar os problemas e ter a iniciativa de proteger e sustentar a mulher... opa, isto não parece um pouco machista? 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

O amor e nossas escolhas

Amores, paixões, relacionamentos, hum, indiferença, desamor, brigas.. Recomeço.  A grande maioria das pessoas começa sua vida amorosa acreditando no amor. Ele é o grande impulsionador dos sonhos, o grande motivador de todos nossos devaneios amorosos  Almejamos uma vida em comum  com a pessoa amada... Aquela pessoa que  desejamos que fosse  única. O  grande amor de nossa vida. Acreditamos e nos deliciamos com fantasias que imaginamos como se as tivéssemos vivido.  Perdemo-nos em imaginações  com situações que gostaríamos de viver ao lado do ser amado.  Antes mesmo de nosso corpo conhecer as doçuras do amor já temos um repertório vasto trazidos dos filmes que assistimos e da literatura que apreciamos. Estes,  contribuem e influenciam o enredo do que queremos viver. Mais a  frente vivemos nossa  primeira paixão e buscarmos nele o regozijo sonhado, com expectativas altas demais para uma realidade a parte da literatura e  dos filmes e,   posteriormente em algum momento,  experimentaremos  a primeira desilusão amorosa, não que necessariamente as coisas irão acontecer nesta ordem, é possível que um ou outro realizará suas fantasias de um amor único e eterno. Neste ínterim acordamos do nosso estado inconsciente inflado por uma utopia  dificilmente atendida.  A decepção, a traição ou outro obstáculo traçado no caminho faz suas fantasias se desmoronarem abrindo caminho para a desilusão e posteriormente uma recuperação que trarão  outras relações, outros envolvimentos, outros tipos de amores, outras experimentações. Como numa doença,  criamos anticorpos. Ficamos prevenidos quanto ao amor romântico tão exaltado.  Deste ponto em diante a forma que vivenciamos os relacionamentos irão influenciar como trataremos os que virão posteriormente. Uma experiência ruim pode trazer certas reservas que dificultarão o relacionamento posterior. Se houve traição você pode querer se envolver com pessoas casadas para causar o mesmo sofrimento sofrido. Abra-se um leque infinito de possibilidades,  alguns fazendo bom proveito das suas experiências e outros se afundando ainda mais na sua própria estupidez. Índoles mudam, reputações são alvejadas, conceitos fortemente arraigados tornam-se frívolos... Tudo pode acontecer. Alguns amarão irremediavelmente durante toda sua vida apesar de toda decepção vivida. Alguns seguirão o caminho das conquistas, outros refarão suas vidas acertando o compasso aprendido em relações anteriores, outros continuarão errando o percurso. Uns não farão questão nenhuma de reavaliarem suas situações e outros tomaram extrema cautela para não sofrerem novamente. O bem e o mal na prateleira de escolhas ao alcance da mão. Sirva-se! Mas, saiba,  aquilo que semear é o que colherá... E se a luz que há em ti se transformar em trevas... Grandes trevas serão.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Saiba escutar



Lição é lição e para aprender basta escutar. Ouvir não, escutar... Prestar atenção ao dito, refletir. Uma mãe e sua filha esperavam sentadas, num ponto de ônibus.  A filha debruçada sobre o colo da mãe se esticava toda. -  Senta direito menina, não empurra não! Redargüiu  a mãe.  Eu já te disse:   “Não queira ficar confortável com a dor do outro.” Sábias palavras. Se observar reparará que era uma lição repetida, assim entendida  quando ela diz: Eu já te disse. Às vezes demoramos a  incutir  um ensinamento, precisamos repeti-lo  uma, duas ou mais vezes. Somos esquecidiços e negligenciamos facilmente aquilo que nos  vem como disciplina. Dando atenção ao assunto principal notará que por algumas vezes você também já procurou seu conforto mesmo quando este resultava em dor a alguém. Se,  pousou sua cabeça no ombro de outrem e sentiu-se  a vontade não refletiu que isto poderia causar dor . Se,  sentou no colo da sua namorada pensou por algum instante no desconforto dela? Mas, vamos falar de coisas realmente importantes. Você adora que suas vontades sejam saciadas, é ótimo, não é? A custa do que? Espero que não a custa da dor alheia. Mas, não raro se sua satisfação é egoísta alguém pagará por ela. Estará levando em consideração a outra parte? Estará a  sobrecarregando com vontades demasiadas? Suas vontades prevalecem acima de qualquer outra coisa inclusive das vontades da outra pessoa? Acredito que aquela menininha no colo da mãe não podia imaginar que se ela acatar a lição oferecida pela sua mãe, ela a utilizará para vida toda. E quando em outras situações em que ela mesma procurar seu conforto ouvirá ainda que no seu inconsciente a voz da sua mãe lembrando-lhe de não pensar exclusivamente em si mesma. Quando submetidos a uma reflexão sempre deveríamos nos perguntar: Eu faço isso? Minhas vontades são tirânicas? Meu lema é: primeiro eu depois os outros? Não que não seja correto pensar primeiro em si... Afinal quem não pensa em si não fará bem ao pensar no outro.  Desde que ela não ultrapasse as fronteiras do terreno alheio.  Você impreterivelmente trata suas vontades como irremediáveis? Se,  é assim precisa reavaliar sua postura. Não encare isto como um conselho e sim como uma lição. Conselho deixa uma impressão de que a pessoa que o dá é exemplar  já lição é algo que você aprende. Somos aprendizes de tempo integral não somos? Quem já não  olhou para uma situação com desdém e depois viu o quanto aprendeu com ela. A vida é assim quem tem ouvido para ouvir que ouça, mas também escute.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

E se acontecesse



O que aconteceria se no afã de  descer uma escada no primeiro lance de cima para baixo você pisasse num caco de vidro? Seu corpo reagiria ao impacto e dor e você muito provavelmente perderia o equilíbrio e cambalearia degraus abaixo. Nosso corpo reage a dor e os outros sentidos ficam comprometidos ainda que neste caso a prioridade seria não cair  o que poderia resultar facilmente num acidente fatal. Assim se daria  se na direção do seu carro uma abelha o picasse  num percurso que estivesse  em alta velocidade.  Tomando estes exemplos como modelo não é difícil imaginar que nosso corpo reage ao primeiro impulso sem prever o que poderá acontecer nos passos adiante.  Nossa mente por mais engenhosa que possa ser não é perfeita e pode ser ludibriada ou distraída do  seu foco para uma atividade  errada num momento que pode ser crucial que não o fizesse.  Assim, alguém que mantém a desconfiança como foco principal  inevitavelmente estará sujeito ao que ela proporciona deixando demais coisas para segundo plano. Citei a desconfiança, mas serviria para qualquer outra coisa que tomasse tamanha relevância. Isso não quer dizer que se possa escolher para onde direcionar seu foco, nossa mente tende a tomar as rédeas para o que aparenta ser ameaçador ainda que esta ameaça seja fruto de uma centelha falsa das nossas percepções. Diante de qualquer incongruência nosso sistema de defesa dispara o alarme de atenção e começamos cogitar possibilidades. E nossa atenção quando se direciona para um determinado fim dá a este fim, grande parte de sua  atenção, dificultando foco em outras coisas que poderiam ser mais relevantes. Nossas emoções sem nenhum autocontrole pisam em cacos de vidros a todo instante desencadeando acontecimentos improváveis e prejudiciais... Danosos . Ter as faculdades perceptivas treinadas é sem dúvidas a melhor forma de  impugnar uma ação reativa do corpo e das nossas emoções. Diz-se que contar até 10 antes de uma ação inviabiliza uma tragédia. Isso condiz com preparar nossa mente para situações que nos afligem e nos tomam de supetão sem prévio aviso. Nosso corpo é reflexivo assim como nossa mente, mas temos como amenizar os danos quando dispomos de tempo e atenção para cultivarmos bons hábitos.  Não podemos destinar nossas atenção para o improvável mas se o improvável se fizer presente melhor que saibamos como agir.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Excentrico

Nunca queira ser além de uma pessoa normal. Além do normal vem a excentricidade. Ser excêntrico é ser  na melhor das hipótese estranho e aquilo que causa estranheza não é compreendido. Uma pessoa tímida é interpretada como orgulhosa, logo é esquisita. Uma pessoa orgulhosa é intragável, logo esquisita. Se por acaso você se enquadra no mundo dos tímidos e orgulhosos ou mesmo esquisito sem precisar definição  alguma, seu remédio é fingir não ser.  Para ser excêntrico  é fácil, basta ser estranho. Isto quer dizer não gostar de fazer coisas que todo mundo gosta de fazer: beber em bar com amigos, não ir a festas que você acha chata, não andar em grupo rindo de qualquer bobagem dita, não gostar de falar bobagens...Em suma,  não achar que o mundo é um parque infantil. Neste mundo não  se deve revelar os seus  defeitos  para ninguém. Então não faça isso. Você é perfeito, gosta de cachorro, de gatos, de futebol, de games.  Não gostar de nada disso,  seria excêntrico e ser excêntrico é ser esquisito. As pessoas não toleram pessoas diferentes, fugiu do padrão é estranho, é esquisito.  Nada de pensar fora da caixa quando o quesito é ser normal. Se for inteligente não fique falando de teorias científicas e nem citando autores a cada meia dúzia de palavras. Pega mal. É esquisito. Tem que ser normal se quiser ser  aceito. Ficar medindo calorias na hora de uma rodada de cervejas e petiscos, é de lascar, é estranho, é esquisito. Outra coisa inadmissível é você ficar revelando coisas estritamente pessoais a um amigo de pouca data... Você mal conhece a pessoa e já está falando que está duro, que não tem dinheiro nem pra pagar o aluguel? Que esquisito!  Excentricidade não tem nada a ver com gênero, tanto homem como mulher podem ser. Homens assediadores por exemplo, são esquisitos. O cara come a mulher com os olhos e ainda a quem acredita que isso pega bem. Vou revelar um segredo enquanto você diz que ela gostosa  ela  diz  que você é nojento. Mulher não gosta deste tipo de esquisitice. Nem audacioso isso é, muito menos sinônimo de galanteio.  É estranho.  Outra:  Reuniões sociais. Nada de ser diferentão. Diferentão é esquisito. Todo mundo vai rir de você. Não sabe dançar, tem vergonha de conversar, não sabe se entrosar? Aprenda.  Ou então fique em casa. Vai assistir sessão das 10, Telecine, jornal. Sem aptidão social é melhor ficar em casa do que chegar no outro dia e ser assunto para risadas. Tem que ser agradável. Fazer um tipo.Talvez não ache que seja legal representar... Não faz parte da sua índole enganar os outros.  Legal é ser mané? Legal e ir numa festa se divertir e acabar sendo a  diversão? Tire coelho da cartola, cante no karaokê, de boas risadas, mostre os dentes. Nada de chorar pitangas numa festa social, é esquisito. Olha, o nome:  festa. Então engula a tristeza.  Se não der para engolir enfia no bolso. Outra. Vá arrumado, ok?  NÃO vá inventar de  representar o arco íris. É esquisito. Nada de beber além da conta. Festa é pra se aproximar das pessoas, vender sua imagem, festa não é pra comer. Tirar a barriga da miséria é em casa, sim, coma arroz e feijão... nada de atacar os canapés, coxinhas e rissoles até não aguentar andar. É esquisito. E vai ficar mal falado e ninguém mais vai te convidar pra festa nenhuma. Faça o  tipo bem educado.  Qualquer tipo. Desde que seja comum, ok? 
Numa festa o chamado excêntrico foi instigado a fazer uma gentileza para  seu chefe, ele deveria ir até ele e  elogiar a sua filha dizendo que ouvira dizer que ela era muito bonita.  De fato ele fez conforme combinado. Mal acabou e seu chefe revoltado o empurrou  com violência e foi logo  esbravejando: Você tá maluco? Perdeu o juízo? Minha filha é paraplégica. O cara não sabia onde enfiar a cara, ficou todo constrangido.  Depois contaram que era tudo mentira, uma armação,  mas ele não sabia. Como era esquisito não perderam a oportunidade de aprontar esta.  Até hoje riem dele por causa desta história. Então! Seja comum, nada de excentricidade. Ser excêntrico é esquisito. 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Aborto: uma questão cabeluda



Aborto – Se você quiser arrumar confusão com alguém é só se declarar a favor ou contra ao aborto. Qualquer que seja  seja seu parecer esteja certo vai dar  confusão? O assunto é cabeludo.  Tipo:  se correr o bicho pega e se ficar o bicho come. E não adianta achar que você sabe do que está falando.  Aborto é assunto para ficar em cima do muro.   Você tem sua opinião, seu vizinho tem a dele, religiosos divergem no assunto e  países tem suas leis a favor ou contra. Não precisa  dizer mais nada para entender que isso é  briga certa. Ainda assim um governo para o povo precisa estabelecer o que é legal quando na ilegalidade muitos procuram refúgio para sua aflição.  Isto é importante. Não devemos fechar os olhos para a quantidade de abortos ilegais praticados em clínicas ou locais inapropriados  para este fim porque as pessoas não encontram apoio e autorização para este procedimento. Se vamos tratar a questão como tratamos os entorpecentes creio que evitaríamos muitos abortos  mas, também teríamos que evitar o sexo e como este é do interesse dos legisladores(só deles? )  é improvável que vingaria.   Também não devemos fechar os olhos para quem possa interessar: as mulheres. Ora, a gestação se dá no seu corpo  e sendo elas as principais interessadas deveriam ser consultadas já que estamos falando de uma lei que visa o bem estar de uma nação. Ouvi-las seria respeitoso ainda que fosse apenas para saber sua opinião. Não devemos esquecer que sendo da mulher o corpo há um pressuposto inquestionável de decisão que seria irrefutável,  se não houvesse uma  ressalva: a vida que nela habita.  Então esbarramos no   nosso primeiro hiato no quesito preciosidade da vida  - qual vida vale mais? Diante de um infortúnio que precisasse opinar como agir? Se  há vida em risco e se necessária uma única opção,  que sobreviva aquela que   está em melhor condição de sobrevivência.  Não devemos esquecer que sendo a mulher dona do seu corpo uma gravidez indesejada  é um problema sério. E  dentro do assunto temos vários quesitos a considerar: a gravidez é indesejada porque? Abuso sexual, falta de prevenção, falha no contraceptivo... Não devemos esquecer que para cada situação deve haver um tratamento. Não posso por exemplo  tratar um estupro seguido de gravidez com uma transa sem preventivo,  embora ambas possam gerar uma gravidez indesejada.  Também não podemos fechar os olhos quando a gravidez é produto de  uma falha  provinda do laboratório que faz a formula contraceptiva, embora neste caso abrande a perspectiva do aborto, ainda que   passível de punição,  reparação ou ambas.  Claro que sendo a mulher portadora do ventre livre deseja ter  a liberdade de copular sem considerar a possibilidade da gravidez, no entanto sendo a lei  feita para atender  a demanda da maioria  e não uma individualidade,  deve amparar a vida inocente que esta liberdade pode cercear. Afinal todos temos responsabilidades embora nem todos sejamos  responsáveis. Mas, vamos imaginar que uma pessoa responsável pegou uma doença venérea incurável? Ela querendo ou não, não teria que assumir a responsabilidade pelo seu ato, embora este pareça  mais um castigo?
Ainda há casos como a incompatibilidade da vida do feto, neste caso, parece que não haveria muitas discussões, embora a mãe deveria ser consultada.  Sem mais, a  lei ainda deveria ter alguma flexibilidade para reflexão se,  analisada por pessoas capacitadas para dar um parecer positivo ou negativo diante da peculiaridade de  cada caso. 
  A bíblia incentivadora da vida ressalta que o aborto é inadequado mas,  para termos esta visão privilegiada, precisaríamos acatar todas as normas que protegeriam os casais , as relações e a vida. A bíblia não permite sexo antes do casamento, não permite o desenlace do matrimônio sem um motivo aplicável,   o que sugere que dentro deste molde não haveriam nem a quantidade de divórcios hoje existentes nem tampouco a necessidade de tantos abortos  por uma questão lógica:  eles não existiriam. Entretanto se não seguimos a risca o recomendado não devemos utilizá-la como referência, impondo a restrição sem levarmos em conta as reprimendas.   Diante do exposto fica claro que  precisamos de leis  que minimizem os danos a quem possa interessar.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Carência



Carência. Quando ouço esta palavra é inevitável  não pensar em necessidade de carinho, atenção e amor.  Se perguntando para qualquer pessoa se prefere amar ou ser amado, embora num dilema, suponho que inevitavelmente responderiam  ser amado.  Quando se ama e não é correspondido fica-se com  uma sensação de desvalor  que quer dizer que seus sentimentos não são valorizados  na medida proporcionalmente equivalente ao que sente,  e,  isso  não raro causa uma sensação de pequenicidade e  de inutilidade.  É como se ofertasse   algo valioso   e em retribuição  fosse esnobado, rejeitado como se não tivesse valor algum.  Já se é  amado você recebe todo o suprassumo  que uma pessoa possa lhe oferecer. Isso envolve tempo, atenção, carinho... É como se  tivesse a sua disposição  uma fonte inesgotável e  exclusiva de amor  unicamente  para você.  Ainda que  não correspondido é  preferido ser amado a amar?   Imagine que você tenha uma quantidade de dinheiro a sua disposição mas,  não deseja usá-lo.  Isso não é  bem melhor do que se não tivesse?  Ser amado é como se tivesse este dinheiro. Existe uma pré disposição generosa de oferta que é genuína e  você tem acesso quando quiser. Por essência muito melhor e ser amado  e mais enaltecedor já que se  é amado é querido,  é desejado e quando se sabe que tem alguém que se importa de verdade com você sem nenhum outro interesse em troca,  esta energia por si só causa-lhe um bem estar que funciona como agua para uma planta ressecada. 
A carência tem também a característica de nos deixar vulnerável sem o devido senso crítico para boas escolhas e  sem perspicácia para  saber quando algo não é bom para nós. Como se tivéssemos consciência de nossa incoerência, mas não tivéssemos a força necessária para darmos um basta. Entramos num dilema pessoal do melhor com ele do que sem ele,  e vamos aceitando as migalhas que nos é oferecida. Pergunte a um carente se ele é carente, certamente dirá que não. Porque assumir seu estado significa que você não se valoriza,  que não tem ninguém que lhe dê importância e que é uma pessoa inconveniente.  A carência é uma desnutrição emocional que se não sanada vai levá-lo a pegar qualquer  resto de comida  para matar sua fome e quanto mais fome menos seleto e quanto menos seleto, menos valor tem. Muitas vezes o carente se comporta como se fosse um cavalo alazão flertando ares que não pode sustentar porque a mínima atenção é vista como uma super atenção e em seu estado o mínimo de atenção a torna vulnerável o que é facilmente notado exatamente por quem no final das contas acaba lhe deixando ainda pior. Se você comparar a carência a um animal ela seria um cachorro doméstico. Você xinga o pobrezinho, maltrata, deixa sem comida mas basta uma palavra dócil para que ele venha aos seus pés abanando o rabo.
Você não é um cachorrinho, né?