O que será que faz uma pessoa
desejar ficar com outra pelo resto de suas vidas ou senão por um longo período
de tempo? Não deve ser só por causa da
beleza. Fosse assim veríamos troca-
troca de casais o tempo todo. Toda vez que aparecesse alguém mais bonito e
houvesse reciprocidade o relacionamento não resistiria. Então qual é a magia ?
Qual o grande lance que interliga voluntariamente um ser em outro e cria neles
a vontade de tornar esta ligação vitalícia, inquebrável, sem a interferência de outro ser humano mais rico,
mais famoso ou mais interessante. Se entrarmos no mérito da questão pode-se
afirmar que nenhum ser humano em si é perfeito, isso quer dizer que não se pode
destacar ninguém em absoluto que tenha qualidades mais refinadas, que seja mais
auto-eficaz... Em suma alguém cujas
qualidades se destaquem se comparado a
outro ser humano. Então qualidades também não é o segredo. Afinidades? Afinidade é fator a ser considerado, mas, temos afinidades com muitas pessoas e esta se
dá com a convivência, com a similaridade
de gostos , com os interesses em comum. Temos muitos amigos que se enquadram neste
quesito, mas não são todos amigos afins que desejamos ter algo mais íntimo.
Talvez até desejássemos se fosse mútuo, mas não sei se haveria uma interligação
desejosa de algo perene. O candidato
mais forte é a paixão. Embora ele torne cegos os amantes. Sua influência impositiva cria uma espécie
de ligação superlativa que faz com que
só tenhamos olhos para uma pessoa específica e que apesar de todas diferenças
que podem inclusive ser gritantes não são levadas em consideração. A
paixão em si tem seu efeito marcante e determinante para ligação dos casais. Entretanto
com o tempo perde a magia, e assim como começou, arrebatadora e dominante
vai-se. E se no período em que foi suprema não criou outros laços afetivos perde sua
força e sua majestade. O fogo da paixão é essencial e uma arma eficaz para o
deslumbramento unificador ainda que demasiado para uma relação duradoura. A paixão cria o terreno propício para que se
possa plantar o amor. Amor! Então seria o amor o grande segredo para os
relacionamentos duradouros? Sim. Mas,
ainda tenho dúvidas. Muitos casais confundem a paixão com amor e dizem: eu te
amo... Mas não se pode dizer que a confusão entre sentimentos é generalizada. Algumas
pessoas realmente se amam e mesmo para estas convictas dos seus
sentimentos o amor não é garantia de um relacionamento duradouro. Então paixão
e amor são importantes e com certeza parte da chave para a consagração do
relacionamento duradouro. Mas, eles por si só não prevalecem. Então o que ? O
que faz com que duas pessoas constantemente bombardeadas por outros
interessados e tantos outros interesses perdure? Só pode ter a ver com o aprendizado.. Como você
enxerga o casamento e sua seriedade. E que lhe foi incutido com a vivência. Se
você aprendeu que o casamento é vitalício e viveu num lar que isto era expresso
diariamente, aprendeu a dar valor. Mas se vem de uma família desfeita e
perturbadora sua visão aprendida pode estar desfocada. Claro que podemos mudar nosso aprendizado
despachando toda nossa visão deturpada de relacionamento a dois, mas apenas se
estivermos realmente dispostos a reaprender a amar dando ao amor oportunidade
de usar sua força.
someone lyke you
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
terça-feira, 29 de novembro de 2016
Eita, confusão!
Sabe estes dias que você acorda
se sentindo feia, gorda e qualquer palavra mal falada se parece com um tapa na cara? O espelho conspira contra, e aqueles
quilinhos a mais transformam-se em toneladas. Noutros você se sente uma baleia sem ter engordado uma
grama. Mulheres, tão difícil entende-las. Você fala uma coisa sem a menor
pretensão, mas em determinados dias
quaisquer coisa sem pretensão, se não
pensado cuidadosamente, pode resultar
numa baita confusão. Depois as lágrimas. Aí você fica péssimo com aquela dor na
consciência como se tivesse cometido um crime. Homens são insensíveis, as vezes. Nestes dias
entretanto, somos glaciais, pedras de gelo, irracionais e petrificados como que
incapazes de qualquer gesto de humanidade. Em nossa defesa tenho a dizer que às
vezes, só às vezes, nossas palavras são
mal compreendidas como se o português fosse violado, mas não externamente
porque externamente foi dito o que deveria ser dito, mas quando ouvido pela
mulher um diabinho desvirtua todo sentido do que pretendíamos dizer. E o inferno vem na própria terra. O que elas não
sabem é que a última coisa que queríamos era magoá-las, mas no entanto uma vez iniciada a
guerra, os dois combatentes se digladiam até a morte. Para o prejuízo de ambos.
Nestes dias o homem para sua própria segurança deveria por uma armadura que o
tornasse inatingível como uma tartaruga ou um tatu quando sob ameaças. Ah, até
a morte foi exagero, se bem que às vezes a coisa vai corroendo até a morte do relacionamento. Temos esta coisa, de mudar o dia de uma
pessoa. Nosso humor quando contagioso pode trazer alegria ou seu antônimo.
Nossa boca pode ser uma bênção num dia e noutro maldição. Já ouviu? Da mesma boca procede bênçãos e maldições. As vezes nosso lado maligno está on, e isto é
mal para quem esta ao nosso lado. Quando nosso lado positivo esta off, deveríamos
dar um reset para ter um novo restart. Assim evitaríamos muita dor de cabeça.
Principalmente estas que vem quando falamos demais e você sabe, quando falamos
demais tudo pode acontecer. Uma coisa é certa o que vai acontecer é que você
vai se arrepender. O raio é que tudo que é bom exige sacrifício. Se
você precisa falar umas verdades mas
racionalmente isto seria péssimo você opta pelo péssimo. Se, está
de mal com o mundo e deveria ficar mais
na sua, o cara do seu ombro esquerdo fica te cutucando e você opina por dar
ouvido a ele. Pense na disciplina? Ela
parece nossa pior inimiga mesmo sabendo que ela é amiga. Em suma, somos
estranhos. Mas, lembrem-se aqueles dias que a coisa pede para não seguir seus
impulsos se você opinar pelo mais fácil é confusão na cabeça.
segunda-feira, 28 de novembro de 2016
Erro comum
Uma profecia enchia de esperanças
os judeus escravos em Roma. Um Messias libertador
viria para libertá-los da sua situação cativa. Baseados nesta esperança
esperavam ansiosos um grande líder que os lideraria numa batalha vitoriosa contra o império romano. Quando no tempo devido apareceu Jesus se intitulando o Messias, eles não acreditaram. Não acreditaram porque
esperavam um rei aos moldes de Davi que vencera batalhas épicas com muito derramamento de sangue em batalhas improváveis. Então quando
Jesus apareceu humilde declarando que seu reino não fazia parte deste mundo (uma alusão
ao governo messiânico), foi descartado e odiado por não atender as expectativas
que tinham de libertação. Esta história mostra um erro comum. Criamos
expectativas baseadas nos nossos anseios. E estes nos impulsionam a acreditar
no que nossa imaginação cria devido às necessidades de nosso coração. Digamos
que você conheceu num chat uma pessoa que tenha um bom papo e que seja
encantador. Embora você nunca a tenha visto criará uma imagem desta como se
fosse a pessoa que você esperou a vida toda. Talvez não consiga definir um rosto
propriamente dito, mas baseado nas suas expectativas de pessoa ideal
formalizará qualidades que se harmonizem com suas necessidades. Com o tempo
quando as conversas se tornarem mais frequentes a ânsia de saber como esta
pessoa é de fato se tornará imediata e
você num misto de curiosidade e empolgação com um que de por fim a suas ânsias
buscará os meios de supri-la. Esta
necessidade premente não se extinguirá ate que se torne real. Se por ventura a pessoa quando vista não
atender suas expectativas, toda empolgação
resvalará por entre os dedos da sua empolgação se transformando em algo
negativo e mediante fatos, nem todas as
qualidades antes vistas e admiradas
salvaguardará o desfecho decepcionante.
Por mais que estejamos cônscios desta nossa forma ilusória de dar
andamento nas coisas, sempre caímos no mesmo roteiro orquestrado por nossas
expectativas. Da mesma forma quando
ouvimos falar que determinado lugar é extraordinário e impressionante. Com relatos tão expressivos criamos a
necessidade de vivenciarmos os glamoures de
quem viveu a experiência e se abastou. Queremos sentir o êxtase vivido
por quem nos relatou e corremos atrás para sentirmos o mesmo jubilo. Quando,
porém estamos no lugar mencionado buscando a mesma glória e não a encontramos, ficamos
decepcionados.
Talvez devêssemos frear nossos
impulsos românticos de vermos o mundo ou talvez não. Talvez nossas decepções aflorem
nossos devaneios e isso nos traga experiências de como devemos ver as coisas
como verdadeiramente são. Ou talvez devêssemos criar um filtro menos ilusório
que nos permitisse ver além das expectativas e entendermos que da mesma forma que criamos expectativas a
pessoa que conosco se corresponde também
cria. Talvez fosse mais justo que além de nossas expectativas nos apegássemos ao
que de fato interessa pelas qualidades e não pela embalagem. Fato é que este erro comum perdura apesar de
toda racionalização que possamos ter. Talvez
nossas expectativas ocultem nossa
ingenuidade desmedida em prol de nossas carências afetivas camufladas.
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
folhas mortas
Meu passado de folhas mortas, arrastadas pelo vento se dispersam como um sopro que dispersa o sofrimento. Mas não só de sofrimento faz o vento revirar folhas decaídas. Ali no quintal da vida lembranças nunca estão bem definidas. Misturadas folhas mortas definem bem a vida. Só como exemplo pegue o cheiro. Pode trazer muitas lembranças mas serão elas boas? Serão lembranças a toa? Ou serão de dissabor? Na janela do tempo não se sabe qual a cor. Aquelas folhas mortas fazem parte de sua vida, mas serão guarida ou abrirão feridas? No acervo do passado acessado no presente o que faz que sua mente faça algo ali buscar? Algo que te causa medo ou te traz advertências qual é a coerência que sua mente irá usar? A mente entrincheirada pode ser uma batalha de pensamentos impares. A consciência treinada quando desafortunada despertara pensamentos dispares. E qual será que você ira usar? Qual irá prevalecer? Depende de você? Ou da força de cada ser?
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
Confiança é tudo.
Olho
aquele cara com um prejulgamento pouco favorável. Cara de bobo! Como conseguiu
casar com aquela mulher? Pensamento medíocre, logo me recrimino. Mas, uma vez
pensado existe sempre uma recorrência incomoda. Você lutando para afastar esta ideia preconizada e ela insistindo em lhe
incomodar cada vez que vê a pessoa. Claro que sei que é uma falha humana, julgamos
um livro pela capa, óbvio, julgamos as pessoas pela aparência. Tremenda
injustiça. Se há uma coisa que não pedimos é para ter uma cara pouco
convincente, pior, pouco atrativa. Enfim, o destino as vezes responde perguntas
medíocres. Certa feita sua mulher que era muito extrovertida estava cheia de
gracejo com um amigo no mercado do bairro onde trabalhava, e este, cheio de más
intenções flertava com ela desavergonhadamente quando de súbito seu marido
apareceu e flagrou aquela cena. Eu não sei, penso que se você comigo eu agiria
mal aquela cena, mas o cara de bobo, mostrou uma segurança impressionante,
fingiu que nada vira ou se comportou com uma confiança admirável. Depois daquilo não foi difícil admirá-lo pela
postura que todo homem deveria tomar diante de uma situação que sugere muita
coisa mas não diz nada. Já ouviu falar
que homens são lobos em pele de cordeiro? Dissimulam a amizade com um único
objetivo. Isto te incomoda? Não concorda com nada do que digo? Faz bem você.
Existe sim amizade entre homens e mulheres. Só entre aquelas que não lhe causam
nenhum frisson, pois se causar o homem age como mosca atrás de açúcar e toda
sua razão fica relegada a segundo plano.
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
Introspecções
Pessoas com suas introspecções
De corpo presente estão longe
Perdido em reflexões
Vão, vão... Vão longe
Tirando conclusões, fazendo indagações
Convictos ou hesitantes
Povoando florestas, aparando arestas
Com suas cabeças pensantes
O que o pensamento indica
O coração não abdica
Em suas palafitas longinguas
Seguem adiante com seus pensamentos vagantes
Quase sempre ambíguas
E vão seguindo com sua visão
Em suas intrigas inquietantes
E se falta ponderação
Em pensamentos vão longe
Você brinca com meu coração
Você brinca com meu coração
Faz dele gato e sapato
Fico com a sensação
De ser como seu gato
De ser como seu gato
Escravo do seu prazer
Fruto do seu pecado
Fogo do seu querer
Fogo do seu querer
laço do seu laçado
Entoada voz inebria
Inserida nas entranhas
Conduzindo com maestria
Famigerada sanha
E seus caprichos nego
Forte parecendo ser
Na noite há deletérios
Frutos do querer
Quando tudo consumado
Outra flor germinará
Num lampejo desvairado
Outro ciclo iniciar
Para devaneios não há guarida
Em outros cantos
procura encantos
E m quantos encontros há sinas
Estigma de solidão
e pranto.
E como dama abismal assume
Nas sombras da liturgia sacra
Com diversos e variados nomes
Atua em renomeada saga
Cama, lama, pensamentos voam
Nas canções da vida que entoa
Sob seu jugo permanecer
A vida, a sina no amanhecer
E lá se vai o Louva Deus
A vítima sacrificada
Em dolo embriagada
Será velada com os seus.
E a manta do luto perpetuara
Em memória de quem
lhe ofertou
Em repetidas e revividas cenas
O mundo que abraçou.
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