someone lyke you

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

E me esmero



E me esmero no seu conluio
O esmero é de pouco cunho
Que não se atreve a rechaçar
Pra não perder o prazer de amar

E se veste de santa pudica
E neste enfardamento a boca abdica
De seus concertos varonis
E guarda nos seus pensamentos ardis

E sei o que você faz
Nos dias em que pareço tolo
Sua ação contumaz
Cordeiro em pele de lobo.

Vai, dando asas a sua pena
Sob seu manto já produzi a sentença
Quando os dados rolam a sorte é resenha
Para quem só  perdeu uma vitória é tensa

Vá!  dando asas a seu disfarce
Permita que a ré engate
Nas suas saliências
Pobre meretrícia da conveniência.

Engasgue em seu próprio vicio
Ser secreto e não é por oficio
E por falta de coração
Que vives na solidão.


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Walter T, o cara.



Walter se gabava de sua fina extirpe e poderosa capacidade de seduzir mulheres de todo estado civil: casadas, solteiras, divorciadas e desquitadas. O único ponto exigido no curriculum é que fosse bonita, corrijo,  dois: e gostosa. Por causa de sua fama gostava de ser chamado de Walter tietada. Contava com orgulho suas proezas e se vangloriava  todas as vezes em que uma desavisada caia na sua rede.  Embora gostasse de contar vantagem, inusitadamente  ele não chegava aos finalmente. O que ele gostava mesmo era de ver as moças praticamente implorando para que ele concluísse o que ritualisticamente começara. Não, isso não. Ele era um homem casado e sua religião não permitia. E tinha mais,  a lei do carma é irrefutável, segundo seus princípios. (Sim, ele tinha princípios)  Fazia a magia mas não dava o sabor e sendo assim não se importava com o resultado do seu bendito fruto espalhado naqueles que se sentiam ofendidos: maridos, namorados e afins.  Certa feita um candidato a ser contemplado com um par  de chifres foi tirar satisfação com   Walter tietada, queria saber quem era o desvirtuoso a quem  sua mulher deixara o bom caminho. Aquele dia ele temeu pelo pior, mas o que o marido queria mesmo é que ele libertasse a mulher daquele feitiço. Depois do susto Tietada se sentiu praticamente um deus por ter sobre sua mão o poder de separação ou continuidade daquele casamento. Assim suas aventuras e seu nome perpetuava entre aqueles corações cuja magia tietada enfeitiçara. Quis o destino que o feitiço se tornasse contra o feiticeiro. Neste dia conheceu  Isis, mais uma para meus proventos, pensou ele, já se engraçando como de costume. Algum tempo se passou e seu novo  investimento parecia bem sucedido. Tudo parecia ir de acordo com o de sempre. Isis, seria mais  um coração  partido por sua insensibilidade em retribuir amor a quem  deixava um vale de lágrimas.  Tramara  o destino que caça e caçador se encontrassem e desta vez tietada meteu os pés pelas mãos. Depois da noite de amor, Tietada não conseguia mais pensar em nada a não ser na dita cuja. Noutro dia empolgado queria repeteco. Qual não foi sua frustração quando lhe dito que tudo fora apenas uma diversão: repeteco não. Nem naquele dia nem noutros. Tietada não se conformou e por dias insistiu, persistiu sem nenhum crédito. Sua mulher cismada com seu comportamento mudado, quis saber o que acontecia.  Depois de muita especulação bateu na porta de Isis, solicitando que deixasse seu marido em paz.  Como diz o velho ditado quem tem dente sente e quem tem palha se ressente ou como quiser: Aqui se faz aqui se paga.

Ensina a criança



O texto completo diz: Ensina a criança no caminho que deve andar e ainda quando for velho não se desviará dele.
Este texto bíblico indica que tutores são responsáveis diretamente pelos caminhos dos seus geridos e fica claro que o ensinamento tem grande feito sob sua ótica do mundo.  Sua conclusão é taxativa: Não se desviarão dele.  Indica que ensinamos  o bem e o mal. Isto vai além da educação tradicional, aquela que ensinamos por  zelarmos por quem amamos. Nosso comportamento mediante convívio diário é aquele que mais determina o tipo de aprendizado que  estamos transmitindo. Pais que brigam constantemente embora ensinem que a cordialidade é boa não serão bem sucedidos se aquilo que falam  é transgredido por suas atitudes. Este é apenas um exemplo de como nosso comportamento influencia nossos aprendizes. Outro aspecto marcante trata-se de  nossas decisões, pois elas também influenciam e contribuem em nosso ensinamento.  Um casamento desfeito e tudo que isto implica, embora contrário a nossas expectativas e as ranhuras na personalidade dos filhos,  ensinam o caminho que ela irá andar. Ora se assim é,  o que esperamos? Será que o modelo de comportamento que ensinamos não refletirá em como conduzirão suas prórprias relações?  Aí, nos vemos num dilema, serei infeliz para preservar a quem ensino?  Sob este dilema moral o que levaremos em consideração nossa própria vida independente do que resultará ou a dos nossos filhos a quem temos a incumbência de preparar para vida?  Claro que não podemos nos fiarmos apenas na possibilidade do acerto quando não é fator determinante: nada indica que nosso ensinamento valerá como molde e que isto conclua que o valor do matrimônio, bem como de outros ensinamentos serão seguidos a risca.  Nossa obrigação é com o que ensinamos e este é o melhor que faremos. Preocupamo-nos muito com a educação curricular a fim de proporcionarmos aos filhos os meios técnicos para ser bem sucedido, aspecto importante, mas que não transmite em sua inteireza a educação em outros aspectos também a ser considerados como o familiar.   Assim, todo empenho já que a ele nos dispomos é valido para formarmos adultos melhores mediante educação que é transmitida pelos nossos valores, pretensões e ainda que negligenciado nosso comportamento e ações.  

terça-feira, 1 de novembro de 2016

A religiao e a ciência




A religião serviu de instrumento para muitas crenças, virtudes... E entre tantas que existem e ainda existirão a religião foi expandindo seu campo de atuação e entre flores e defuntos foi abrindo trincheiras entre a  mais comovente emoção a mais temida crueldade. Com suas doutrinas sobre crivo, hoje  vemos vários golpes desferidos contra seus principais  baluartes. Mas,  longe da sua  ignorância(rará) e livre de seus medos o homem começou ensaiar  vôos de independência como se almejando se reinventar a parte de Deus.  Não cabe a mim escrutinar opinião sobre se  tais princípios  são bons ou maus,   mesmo porque como qualquer homem que tenha sua opinião formada sobre qualquer tema há sempre um contraponto para   acirrar opositores e pessoas de opiniões contrárias. A verdade que nesta busca, ainda que inconsciente, de maior independência ainda que não seja este seu objetivo,  o homem tem desmistificado  a existência de Deus por meio de suas descobertas e ironicamente abre uma nova forma de religião:  A Ciência. Ora, você pode questionar citando pelo menos 3 motivos para comprovar que ciência não tem nada a ver com religião.. Mas, quando nos deparamos com as discrepâncias que a própria história acumula como prova dos desmandos de  ciêntistas para provar em alicerces supostamente sólidos segundo sua própria teoria,  que Deus é uma invenção humana e que portanto  a bíblia é uma fraude, fica claro que séquitos e súditos em prol da ciência aumentaram  em muito. Veja por exemplo o caso dos alimentos quando anunciados como causadores de males,  logo tratamos de excluí-los de nosso cardápio. Quando novamente, alguns anos a frente comprovam que a pesquisa anterior estava errada, nos prontificamos a incluí-los novamente no cardápio.  E que tal a forma como conhecemos os planetas? Até a pouco plutão era classificado como um planeta, agora entretanto,  não mais. Na área da saúde quantos remédios foram enaltecidos como elixires de bem estar e saúde  com resultados catastróficos anos a frente? Parece que a aprovação dos sábios humanos nos autoriza sem reprimendas a apostarmos no sugerido, para mais pra frente constatarmos que tudo não passava de ouro de tolo. Ainda temos os alimentos transgênicos, os derivados do petróleo que introduzimos há muito nas nossas vidas sem percebermos o quão mal fazem a nossa saúde. E tantos outros campos. As ciências deslumbrantes com suas teorias de difícil compreensão ao homem comum obscurecem nossa teoria de que Deus criou o mundo, de que seus conselhos são sábios e que seus conceitos são os melhores para a humanidade. Entretanto continuamos perdidos acreditando em teorias que acabam não explicando nada e mesmo assim logo caem por terra quando outro cientista  com uma nova teoria deixa claro que o outro estava errado. Claro que a ciência é exata, não é ela que cria teorias de convencimento, ela atua independente da nossa racionalização. Somos nos humanos com nossas inclinações pré-estabelecidas que a adulteramos. A ciência não precisa de explicação para fazer seu trabalho o homem que quando faz o seu, faz mal feito porque tem  objetivos direcionados e sem conhecimento para deixar de ser uma teoria. Cabe explicar que a ciência é notória para nosso desenvolvimento, basta olhar as tecnologias que melhoraram em muito a vida do homem,  mas não é desta que estou falando.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Felicidade uma reflexão



A felicidade é o alvo de todos aqueles que sonham em ter uma vida plena. Mas a felicidade como qualquer outra qualidade  ou seria estado? Deve ser vista como uma conquista e não apenas um presente alcançado sem esforços.  Antes de qualquer concepção deveríamos entender que as adversidades consolidam as vitórias e contribuem para um estado de espírito aguerrido que só  valorizado quando conquistado. Assim valorizamos  uma posição social alcançada com disciplina nos estudos com esforços concentrados e meta. Após uma adversidade que é superada com  esforços conscientes obtém-se uma paz vitoriosa apreciada com muito mais prazer do que se ela viesse sem resiliência. Provas de superações dão um gosto especial as vitórias porque faz  revermos conceitos  e superar expectativas.  O problema é que as conquistas são efêmeras e algo que   trouxe felicidade pode não não garanti-la    amanhã. Se algo que hoje lhe faz feliz pode não se  sustentar por si,  como alcançar a felicidade plena?  Hora ou outra nos confrontamos com uma angustia desconhecida,  um sentimento que  nos  põe  pra baixo, comentários maldizentes  num momento de fragilidade abala nossa  auto confiança por dias, um malogro num momento inesperado vem com um efeito desanimador. Sobre estas coisas não temos controle, pelo menos não absolutamente,  e quando nos sobrevém trazem uma carga negativa que influencia nosso estado de espírito e consequentemente a tal almejada  felicidade. Se a felicidade é algo a ser conquistado independente de suas vitórias ou para agraciar suas vitórias é necessário uma mudança na forma que encaramos os acontecimentos e como estes nos influenciam.  Uma tristeza inexplicável pode nos abater mas, se reagirmos recusando que isto aconteça podemos reduzi-la a nada. Se buscarmos ver a lado positivo das coisas e não nos abatermos quando bombardeados por adversidades rechaçaremos a conveniência de sentirmos pena de nós mesmos. Alguém que, por exemplo, lamenta ser negligenciado por seu cônjuge sem sombras de dúvidas encontrará neste pesar,  motivos para se entregar a tristeza, mas se ver nesta adversidade motivos para  melhorar ou para corrigir alguma falha comportamental e assumir uma nova  postura buscando formas de resolver esta co-dependência encontrará medidas satisfatórias e terá mais clareza para entender que sua  felicidade não está na responsabilidade de outros. Entenda bem, precisamos de outros, mas não podemos responsabilizá-los por nossa felicidade.  Quero dizer que toda adversidade deveria ser o termômetro para mudanças.  Imagine uma doença num corpo  cuja imunidade  nunca foi testada? Esta será avassaladora. Mas,  depois que  seu organismo souber como lhe dar com ela não causará tantos danos. Nossa felicidade depende disso: de termos as respostas para aquilo que nos aflige e não permitirmos a autocomiseração.
Pode se dizer que a felicidade é um estado de espírito e quanto mais consciente de si, quanto menos egoísta formos   menos ressentidos e quanto  mais maleáveis,   mais a felicidade estará a nosso alcance.  Imagine que a felicidade é como um seletor de um ar  condicionado que tem 3 estados ; Estado feliz, estado pesar e estado vou rever meus pontos de vista.  Ninguém mantém um ar condicionado na mesma   temperatura o tempo todo.  Tudo vai depender de como está a temperatura externa.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Mente inferior sobre a mente superior



Passando por um centro de pesquisa um português observa que um japonês olha concentradamente para um aquário e curioso que era se aproximou para ver o que acontecia. Ele observou que conforme o japonês movimentava a  cabeça o peixe fazia o trajeto indicado pelos movimentos de sua cabeça. Ficou estupefato. Intrigado,   perguntou ao japonês como  aquilo acontecia?  O japonês sem maiores explicações diz que nada mais era que  o controle da mente superior sobre a mente inferior.  Assim, o japonês se foi perdendo-se entre uma das  muitas salas do vasto laboratório. Quando seu dia  terminou ele passa pelo aquário no mesmo lugar que tinha feito a experiência e deixado o português.  E fica surpreso com o que vê. O português abrindo a boca como se respirasse como um  peixe. .  Parece engraçado mas, se dissesse que nos comportamos assim em situações menos evidentes que esta?   Quando passa na frente de uma casa e o cachorro late te pegando de surpresa. Não dá vontade de dar um tiro nele? E se no decorrer da noite no seu melhor sono o cachorro do vizinho começa latir sem parar?  Não dá vontade de ir lá e dar outro tiro nele? E o gato do vizinho que adentrou pela janela da sua casa e deixou aquele prêmio bem encima da sua cama? Vai dizer que não deu vontade de dar um tiro nele e outro no dono?   São situações em que um ser  irracional numa ação irracional tirou você do sério, mais ou menos parecida com o peixe dominando o portuga da piada. A raiva é a emoção certa para se  agir sem a menor razoabilidade.  Mostra nosso instinto dominando nossa razão. .

A história que se repete



Dificilmente deixamos de notar  a beleza e mesmo que nossa atenção se subtraia por um segundo apenas é quase inevitável não fazer um comentário ainda que  nos recônditos do inconsciente.  Foi assim que se deu com ele. Conhecer depois o convívio imposto pelo trabalho, depois a   admiração sem pretensões mas,  sempre em destaque a  notável e bendita beleza. Com o tempo veio a confiança e depois as brincadeiras indicando intimidade. Daí a certas liberdades foi  um salto. Conhece aquela estória do camelo que  vai colocando partes do seu corpo na tenda do beduíno até ele estar totalmente dentro  e o bondoso beduíno de fora? Assim, se deu com eles.  Você faz um gracejo aqui outro ali e se não há resistência você vai avançando o sinal e se não houver advertência vai avançando até... Sim,  sem mais delongas. Ela foi permitindo e ele foi se aproximando: toques, abraços roubados e finalmente: apertos, amassos e beijos. A mente então fica embotada, cheia de lasciva. Você não consegue enxergar além daquilo que o seu coração quer ver. Espere aí, você é casado? O coração não quer saber. Ele levianamente se atira de cabeça faz as bobagens emocionais impulsionadas pelo instinto comandado pelos hormônios que querem sassaricar.  Depois de todo círculo armado corações entrelaçados por uma magia de bolha de sabão, as mentiras sendo cultivadas  com cuidado em solo duvidoso,  você tem um insight que está fazendo merda.  Sua esposa começa achar estranho seu comportamento. Você justifica alegando uma desavença com seu chefe. Só que esta não pode ser a desculpa diária. E seu comportamento estranho passa a ser notado a olhos vistos. Então ela passa a te seguir. Pingo!  Sua consciência  começa pesar.  E cheio de remorsos  pensando em tudo que isto envolve resolve  por um ponto final. Mas resolver por fim não quer dizer que o corpo aceite sua decisão. Ele  se acostumou aos  benefícios daquele relacionamento paralelo. E não são poucas as vezes que pensa em continuar, pois seu corpo   reluta em abandonar o prazer leviano. A brasa da paixão quando  acesa parece se impor além de nossas forças.  Agora imagina se isto vai adiante? Não é difícil prever. O fruto proibido é doce, mas,  acaba saindo caro demais para continuar adoçando  a realidade.