Palavras cruzadas são boas para a
memória, são um ótimo entretenimento, excelente
passatempo; quando não faz você ter
pensamentos hilários e através destes, ideias absurdas - tão ridícula
a questão - como quando pega uma de nível
difícil, sim, aquela que se pressupõe que irá rachar a cabeça e lá encontra: animal que é morto em tourada. Abelha?
Elefante? Dã! Fosse num nível fácil até que ia. Daí sem querer você se imagina numa arena
duelando com uma abelha... Lá vem a
abelha, e... Olé! Pior,
com um elefante, Lá vem o elefante... e, O... puft! Às vezes dependendo do nível me pergunto se
alguém saberia responder sem consultar o resultado. Certo é que muitas vezes me pego rindo sozinho
com palavras e questões que trazem pensamentos absurdos como o acima. Eu recomendo. Mas, não leve muito a sério, e não
julgue sua inteligência por aqueles pequenos quadrinhos que fazem você se
sentir um ás numa página e já na próxima um asno. Tente se divertir não se
autoanalisando quando percorre as questões e, caso, depois
de algumas tentativas, realmente não achar
a resposta, deixe para outro dia, as vezes as respostas vem como num
passe de mágica. Outras não virão. Se de tudo não conseguir responder olhe no quadro de respostas. E, se começar
consultar muito as respostas isso pode indicar que você precisa escolher um outro nível, assim, se costuma fazer o nível difícil da próxima vez escolha o nível médio. Agora se o nível fácil
estiver complicado, talvez você precise voltar para escola. Mas nunca diga a si
mesmo que és um asno. Pode ser também que não esteja se concentrando o
suficiente. Um bom teste é: se não conseguir responder a questão acima, você
está com sérios problemas lexemáticos. Mas, tudo bem, afinal quem é que gosta
de passar horas fazendo palavras cruzadas? Chamam de passa tempo, mas hoje em
dia deveria se chamar perca de tempo. Quem
é que tem tempo de sobra para passar o tempo? Ta bom, parece confuso.. Seja como for caso goste ou não goste fica aí a recomendação.
someone lyke you
segunda-feira, 23 de maio de 2016
sexta-feira, 13 de maio de 2016
PEQUENOS ACIDENTES
Ela falava com elevada energia
quando de repente naquela movimentação brusca de braços e mãos acertou seu próprio
rosto. Quem em sã consciência se aplicaria um nocaute? Apressado para caramba, o apressadinho fechou
o zíper no próprio pênis, ai! A experimentada cozinheira cortando seus legumes
do dia a dia deixou parte do seu dedo na salada sanguinolenta. O ralador ocupa espaço importante na missão de
esfolar usuários inexperientes ou experientes demais. A unha também tem seu lugar de destaque.
Aquela coceira irresistível e desesperadora só se acalma com alguns bifes entre
as unhas, ainda que pequenos, é, aos seus olhos invisíveis. Façamos uma
apologia a faca, esta famigerada causadora de tantos infortúnios também nos
pequenos acidentes... Pequenos? Aquela água
que o imbecil do seu marido deixou na cozinhaaaaaaaaaaaaaaaa! Eu sei não foi
proposital, mas lhe renderá seis meses de licença. Passemos da fria para quente. Exatamente
localizada dentro de um recipiente para cozinhar seus alimentos. Infelizmente às
vezes gera efeitos colaterais... É bom nem pensar. Bolhas! Não de sabão. Acidentes com o quase inofensivo detergente
que nos livra de tantas bactérias, podem também azedar o molho. E o molho também azeda, e paramos no
hospital com a sensação desagradável que algo precisa parar dentro de nós senão
desceremos ralo abaixo. Chamam de vida
de Rei. Deus, vida de Rei? No trono errado acontecem acidentes bárbaros também,
como o cara que resolveu trocar a lâmpada
se apoiando nele. Foi lâmpada mesmo? Perguntou o médico. Todos sabem que dois
corpos não ocupam o mesmo lugar e é pouco comum alguém trombar com a própria
geladeira com uma força desproporcional e ficar incólume, é raro acontecer, mais raro ainda sair incólume. Cair de cadeira? Bater a cara na porta? Se queimar com ferro
de passar roupas? Escorregar no banheiro? Mais 6 meses de licença. E cair de
beliche? Eu mesmo já caí duas. Tem pequenos
acidentes que são bem bizarros e contrariam totalmente a física, a quântica, a
ciência... Como o cara que tomou café pelando e viu estrelas. Pior que estes são apenas pequenos acidente
que me vêem a mente neste instante, mas se for contabilizar mesmo. Como é que
falam de campo de guerra?
quarta-feira, 11 de maio de 2016
Medo, receio, orgulho, raiva, poder, submissão e indignação.
Um homem negro vem caminhando na direção de uma jovem senhora branca às 5 da manhã quando as ruas ainda desertas. Ela pensa: devo mudar para outra calçada? Ele por sua vez pensa: devo mudar para outra calçada? Ela porque sente medo que ele possa atacá-la e roubá-la. Ele porque sente receio de causar medo. Uma pugna imerecida sobre seus ombros mas, que lhe persegue independente de suas intenções. Afinal pensamentos não tem legenda. Ela sente medo, ele receio de causar medo. Claro que em qualquer parte do Brasil, o medo dela poderia ser justificado. E se assim fosse, nele não haveria o receio de causar medo, mas qualquer outra necessidade. Tudo pode ser determinado pela sua origem. Você não escolhe a família, o berço que irá nascer. Assim, estar num lado ou do outro não depende de você. Sua criação, seus costumes e tudo que faz você ser você é atribuído pela manjedoura que foi concebido. Se num berço esplendoroso sentirá orgulho de ser o que é? Do outro lado sentiria raiva? Sim, quando visto como marginal ou quando marginalizado apenas pela sua origem ou condição social é natural que sinta-se frustrado. Quando o julgam pela sua cor, classe social empurram-lhe para marginalidade, sem defesa. Ambos sentimentos: orgulho e raiva, se assentam inconscientes quando começamos sentir na pele as diferenças e, tornam-se conscientes quando estas diferenças tornam-se notáveis. O mundo fecha as portas para um e abre gentilmente ao outro. Ao mais favorecido tudo, ao menos favorecido nada ou quase nada. Existe um contratempo pesaroso sobre nosso conforto quando olhamos para alguém que nos causa desconforto. Anda que não saibamos a origem deste desconforto, ou ainda que saibamos e não o compreendamos ou; não queiramos compreender. Queremos evitar os diferentes. Não os que nos causam compaixão, mas os que nos causam medo, que nos avexam. Por isto orgulho gera raiva porque ele é recriminatório e excludente. O que pra um é motivo de orgulho para outro pode ser motivo de raiva. Estes sentimentos são percebidos quando num outro jogo paralelo ao sentimento do orgulho impera: poder e submissão. Um homem de poucos meios que ao passar por um homem abastado e se curvar diante dele, indica que reconhece neste homem sua superioridade. Esta condição submissa aos olhos do poderoso é agradável e faz com que ele aceite de bom grado o servil. Sua posição esta preservada, estabelecida. Logo se não se sente ameaçado aceita com simpatia o subserviente. Foi estabelecido ali, ainda que inconsciente a relação de poder e submissão, porque cada um assumiu seu papel. A partir do momento em que um homem de poucos meios se rebela de sua condição servil e ultrapassa as fronteiras que até então era vista como inalcançável aos olhos daquele que tem o poder passa a ser visto com indignação.
A mesma situação de desconforto gerada pelo homem de cor, caso a jovem senhora que ele receava assustar mudar para outra calçada só para não se deparar com ele. Estamos acostumados a olhar o mundo de uma forma que nos favoreça, que nos dê a sensação de superioridade e, julgamos que cada uma deva aceitar sua posição conforme sua origem. A quebra deste paradigma causa um sentimento indigesto de contrariedade inconsciente porque não o aceitamos embora não saibamos porque. E, até saberíamos se aceitássemos a inclusão do que julgamos ter direito. Mesmo porque esta inclusão pode ser direito, pode ser mérito, pode ser competência e não consequência da sua origem.
segunda-feira, 9 de maio de 2016
Suicidio
Estamos
perdendo a batalha. Estatísticas mostram que um número crescente de pessoas
estão esbarrando em pensamentos suicidas. Outros vão adiante. Há tempos idos
era comum termos como índice de
referência países como Japão e outros países ditos desenvolvidos. Todavia, nos últimos anos os
casos de suicídio pelo mundo vem
crescendo vertiginosamente. É admissível que em algum
momento da vida uma pessoa pense em suicídio se, num momento de
fragilidade emocional. Pensamentos estes que logo são descartados. A persistência em mantê-los rondando sua cabeças é que pode desencadear a ideia de ir adiante. Geralmente a ideia de suicídio surge por causa de uma perda
considerada irreparável, uma decepção
muito grande, falta de esperança na vida, rejeição, estresse, sentimento de
inutilidade e o medo de não ser aceito por outros e lógico o grande vilão dos
tempos modernos a depressão. Num mundo em que necessitamos cada vez mais
de estímulos para sentirmos prazer não é difícil imaginar porque vemos tantos casos de pessoas que desistem de
viver. Fato é que estamos perdendo a habilidade de enfrentarmos as adversidades
e quando elas parecem intransponíveis
viver se torna um grande fardo. Mas, o que se pode fazer
para desativar esta arma que faz com que pessoas que aparentemente estão bem
acabem encurtando sua estadia na terra? A batalha
contra o suicídio como pode notar é mental por isso seu combate se da aí. Falar isso é insuficiente se não soubermos
como agir. Todavia a ação que podemos tomar a fim de ajudar na manutenção da vida
é prestar mais atenção a como nosso comportamento pode afetar outros para o
bem ou para o mal. Talvez pareça um argumento pífio, mas se pensar literalmente, ninguém vê uma pessoa a beira de um precipício e a incentiva pular. Isso
não quer dizer que sutilmente não fazemos isso por intermédio de nossa falta de
atenção, de respeito, consideração, carinho, amor e afeto. Às vezes a pessoa
está a beira do precipício e temos a oportunidade de dar atenção que ela
precisa e não o fazemos. Então no dia seguinte somos surpreendidos com
a notícia desagradável de mais um suicídio. Precisamos assumir que temos responsabilidade
pela vida alheia. Precisamos entender que somos corresponsáveis por atitudes
que podem deflagrar uma baixa na autoestima do nosso próximo. Você não daria um
tiro na cabeça de alguém literalmente, mas, suas atitudes podem indiretamente significar que
você está armando a pessoa pra tal e, dizendo: atira!
quarta-feira, 4 de maio de 2016
RECRIMINO-ME
Recrimino-me quando não compreendo e não sou compreendido
Quando deveria e não sou distinto
Recrimino-me quando sou insensato
E meus instintos
fazem de mim gato e sapato
Recrimino-me quando sou insensível
Quando falo o que não vivo
Recrimino-me quando deveriam chamar-me atenção
E na minha cabeça passam a mão.
Quando minha ação antecede a razão
E isso resulta em decepção.
Recrimino-me quando confio na sorte
E a apatia é meu
baluarte
Quando decepciono quem em mim confia
Por não conter o mal que em mim habita
Recrimino-me quanto deveria escutar
E os desígnios do meu coração não deixar a boca falar
Quando falam e não escuto
Por achar que estou certo em tudo
Quando me deixo levar pelo egoísmo
E vou além do precipício
Quando não tenho empatia
E vou além do que jamais imaginei um dia.
Quando magôo a quem
espero compreensão
Com ferinas observações
Quando julgo os outros pelos meus olhos
E suas grandezas por
minhas observações encolho.
Quando faço das minhas observações
Pedra de tropeço para outros corações.
Recrimino-me por fazer chorar
A quem de bom grado só quer me amar.
Recrimino-me por ser carnal
Por aprisionar o bem
e exaltar o mal.
Porque não te dou o
devido valor
Mesmo sabendo que isto expressaria amor.
Quando penalizo a compaixão
Para não deixar brilhar a emoção.
Recrimino quando meus olhos vão além do querer
Reduzindo virtudes, princípios e valores a mero prazer
Ou quando menosprezo o que aos outros é importante
Porque meu mundo gira em torno do inconstante.
Recrimino-me quando minha obsessão
Deturpa o que em mim é
bom.
Recrimino-me quando me ocupo de quem não precisa
E a quem preciso deixo a míngua.
Recrimino por fazer-me cego
Diante de quem me causa medo.
Recrimino-me por saber que diante de tantas coisas poderia
agir diferente
Mas fico inerte, letárgico, acomodado, indiferente.
segunda-feira, 2 de maio de 2016
divagando
Não é o que anseia meus olhos
Meu coração está sempre vazio
Em despojos estou afundando
Em tais tesouros sombrios
Mãos tateiam na escuridão
Em esperanças que estão por um fio
O coração dilacerado
Num desmesurado vazio
Ébrio pra amenizar
Dor tão singular
Coração que beira o cansaço
Dor tão singular
Coração que beira o cansaço
Restrito, está em pedaços.
Quem dera fosse a sensatez
Que dominasse o coração
Quem dera! Se a altivez
Não fizesse questão.
Onde está a clemência?
Que flerta com a beligerância
Onde está a razão?
Foi-se na confusão.
Exibida ingratidão
De vestimenta garbosa
Onde está sua glosa
Porque tanta ponderação?
De vestimenta garbosa
Onde está sua glosa
Porque tanta ponderação?
A esperança que enxugue o pranto
A sensatez que desperte a razão
Se a personalidade é modelada em prantos
Seu pranto tem razão.
Seu pranto tem razão.
Vou labutando em vão
Buscando remédio pra inquietação
Querendo este fogo extinguir
Pra esta dor destituir.
Não é o que anseia meus olhos
Entre amores eu sonho contigo
Entre anseios vou naufragando
Em solos áridos ando perdido
Não digas que estou divagando
Se, tateando ando perdido
Se você não está me escutando
Não diz que não estou te ouvindo.
Esperando
As noites são claras
Quando deveria começar acaba
Turbilhão de torturas
Que durante toda noite perdura.
Na calada da noite
Meu coração não se cala
E durante o dia
Mais de mil palavras
E das migalhas que espero
O que não tenho venero
E o pouco que se acabou
Desejo outra vez por favor
As madrugadas tinham graça
Meu coração ameaça
Agora sob vigilia
Toda noite é dia.
A noite doenças da alma
Encontram guarida na solidão
E se a boca não fala
Adoece o coração.
Adoece o coração.
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