someone lyke you

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

ACASO



Hoje não posso atrasar
Tenho um encontro com a morte
Detalhes não puderam  dar
As vezes dependemos da sorte

Um  dia como outro qualquer
Não esperava interrupção
Nem tudo acontece como se quer
Fruto do acaso, o dia da incineração

Um encontro que  leva a outro
Um atraso pelo destino acertado
Num imprevisto tudo consumado
Num instante vida, não noutro

Não é por um medico diagnosticado
Pelo destino atropelado
Um advento fora do tempo
Em algum canto notificado

Mudarás seu status
Não estarás mais online
Serás uma flor de Lótus
Para os seus:  offline

E quantos em quantas situações
 Insólita canção é  desfeito o contrato
De uma nota  tantas entonações
Seus pecados perdoados.

Sim, tenho um encontro e não posso faltar.
Só esqueceram de avisar
Que o acordar de um dia qualquer
Será o último bem me quer.




segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Fragmentos



E a granada estourou
E esparramou fragmentos
E se em você estilhaçou
Meus sentimentos


É gostoso escrever
É gostoso brincar com as palavras
É gostoso bater o dedo na bunda do "A"
E ver ele escorregar:  Aaaaaaaaaaa!

Se Deus atendesse todos  os nossos pedidos
Ele erraria muito.

Amar é virar as paginas das reflexões
E aumentar as expectativas

Nossos corpos se inflamam
Toda razão subjugada naquela cama
Que assiste passiva aquela trama.
Um homem e uma dama
Agora dois animais

Um brinde a tudo o que não presta
Bora tapar o nariz e mandar goela  abaixo

Não há nada mais gostoso
Que um monte de dentes ecancarados
Bocas se abrindo
O resto você sabe: É um sorriso.

Pela manhã o sono é sedutor
Fica falando:Fica mais um pouco.
E quando vê o tempo passou
E atrasado corre como louco.



Ato impensado





Hoje dei um beijo em meu próprio pênis... Ih, nojento. Que malabarismo escroto é este?
É, mas tem gente com a coluna bem mais flexível que a minha, sim, que beija seu próprio pé... E para ser sincero tem pessoas que são verdadeiros contorcionistas, se é que você me entende, tipo: boca santa.  Explico. Não tenho a coluna taaao assim, mas indiretamente foi isso mesmo que fiz quando  acordei e sem lavar as  mãos  fui direto à  geladeira pegar o que comer. O mesmo acontece com quem mexe nos seus pés. Sem mistérios, sem flexibilidade alguma. A ideia é meio suja,  e ela nem é minha de origem. Minha filha, dia anterior veio com uma conversa de alguém conhecido que passou a mão no bumbum e depois foi cumprimentá-la. Fala sério! Ideia estabelecida. Agora vamos a outras considerações. Chupa esta!  Tem gente achando que celular é sorvete... Tem gente que tem fetiche por lamber teclado como se fosse algo saboroso....Que nojo! Você consegue se ver  lambendo uma fechadura? Pois, não é isso que fazemos? Como?  Quando colocamos nossas mãos sujas nos alimentos e depois comemos. Nesta transição coisas nojentas, mãos e boca,  ingerimos um par de bactérias. Algumas com nomes bem conhecidos outras nem tanto.  Uma coisa é certa, todas elas juntas formam um coquetel bem nojento e nocivo. Só que mesmo sabendo disso continuamos fazendo. Vai uma hepatite aí? Quem sabe um rotavírus, uma salmonela (Meningite) ? Gostoso, né? Escabiose (sarna), bronquiolite?   gripe? Delicia!  Abra seus olhos! Ah, não será possível se pegar uma conjuntivite . Acha tudo bobeira? Que tal uma infecção hospitalar? Não acha melhor começar a pensar em lavar as mãos,  porcalhão?
Não se sinta ofendido. Lembre-se,  que comecei dizendo que eu... Nheca!

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

SUTILEZA



Sutileza é uma palavra cheia de sutilezas! Sonso e zonzo. Uma  letra e muda tudo.Coma é para muita gente uma única coisa, mas também significa  o rabo de um  cometa.  Algumas palavras são bem familiares para determinadas profissões e para o restante dos mortais  a palavra tem um peso e significado diferente. Um bancário ao ouvir a palavra conta,  logo a relacionará a sua atividade...Já alguém que precisa pagar uma não terá a mesma percepção. Assim como uma mãe cujo filho gostaria de ouvir uma estória. Num outro prisma a  palavra sutileza mostra a delicada diferença entre  fazer uma coisa de uma forma ou  de  outra. Ou mesmo no exercício da rotina diária,   a sutileza  pode nos beneficiar. O sal por exemplo, é ótimo, mas o seu excesso no dia a dia... em anos pode ser o diferencial entre saúde e enfermidade.  A sutileza  pode consertar uma situação...Sabe aquela fina tênue que põe você entre o bem e o mal? Ela é a  camada  que determinará  para qual lado tu penderás. Sim, ter agudeza de inteligência em certas situações faz toda diferença.  O sutil analisa uma situação e consegue discernir qual é a melhor forma  de  agir, a hora de falar serio, falar pacientemente, não falar. Perceber quando é hora de brincar numa situação que parece tensa.   Ser extremamente delicado ou ser brando. O  sutil não faz alarde sobre si... Tem a perspicácia necessária para dirimir seus sentimentos a fim de que eles não se manifestem desenfreados.    Você não precisa ser sutil o tempo todo  e nem em  qualquer situação que enfrentar. Sabe-se que agimos com maior destreza quando nos preparamos com antecipação. Para que tenhamos esta sensibilidade  precisamos pensar sempre um pouco a frente com o intuito de minimizarmos situações que possam nos surpreender negativamente. Isto não é possível o tempo todo, somos surpreendidos  pelos imprevistos, mas há situações que a sagacidade faz-se necessária e é nestas situações que nos prepararmos faz  a diferença entre agir instintivamente  ou sutilmente.
Parece sem sentido pra você? Pois bem,  já reparou como certas situações tiram a gente do sério? Uma pessoa te olhando feio te contagia negativamente... Se alguém buzina quando você está tentando fazer uma manobra... Você tem uma explosão de ira.  Mas e se você se preparasse para estas situações?  Se  antes mesmo  de realizar a manobra pensasse na possibilidade de alguém se incomodar ainda que para te alertar que ele vai passar. Ou antes de uma reação animosa em resposta a um olhar feio, se recusasse a permitir ser influenciado.  Pensasse:  não vou permitir que uma pessoa sem dizer uma única palavra me contagie negativamente só porque está tendo um dia ruim.   E ao invés de uma retaliação demonstrasse um generoso sorriso.  Uma forma de agir é criar um enredo para estes acontecimentos.. Como se cara feia  fosse uma doença contagiosa e o sorriso fosse a cura.
 Sutileza exige que haja bom senso, haja inteligência operando e  acima de tudo uma boa pitada de delicadeza.  

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Ranço ao desconhecido.



Já aconteceu de  mal conhecer alguém e de cara não gostar dela? Seu santo não bateu com dela. Por algum motivo esta pessoa lhe gera um mal estar inexplicável e alguma coisa faz que  acenda seu  sinal de alerta. Ás vezes é só uma cisma que com o tempo se dissipa. Em outras circunstâncias você evita tal pessoa a todo custo. E isto impede que realmente a conheça.  Atribuímos esta reação a nossa intuição. Às vezes você acerta e quando acontece, se acha o sensitivo. Me livrei de uma, talvez diga. Então nas próximas vezes você confiará na tua intuição,  que supostamente te livrou de uma furada.    Não duvido que aja pessoas com tal dom.  Mas, exceto você que tem na premonição  uma percentagem considerável de acerto, um desconhecido deveria ser visto como apenas isso. Alguém que não se teve a oportunidade de conhecer. Claro que não vamos ficar de sorriso largo para qualquer pessoa que passa a nossa frente. E nem vamos  transgredir as advertências  ensinadas por nossos pais sobre o cuidado que precisamos ter.  Todavia, um desconhecido não é um inimigo, é um estranho,  o que é bem diferente.  Dois rivais de torcidas opostas são inimigos mortais quando se encontram num estádio.  Mas, poderia ser muito diferente se por acaso fossem vizinhos ou se conhecessem no   local de trabalho   antes  de um  encontro acalorado  de torcidas rivais. O desfecho seria outro não este que costumamos ver nos noticiários.    Nossas reações são motivadas pela forma que as outras  nos tratam, Assim, simpatia atrai simpatia, antipatia atrai antipatia. A fórmula é simples. O comportamento alheio está intrinsecamente ligado ao nosso, assim como seu revés.  Se você olha feio para uma pessoa causa-lhe uma rejeição inconsciente e desafiadora.  Deveríamos ser mais sábios no trato com os outros. Uma pessoa nervosa se provocada reagirá conforme seu estado de espírito,  altercação atrai altercação.  Não se grita com alguém esperando que ela seja um poço de compreensão.  Nossa comodidade muitas vezes é impedimento para nossas conquistas. O não gostar de alguém gratuitamente  é um desafio incomodo que atua sob nosso inconsciente. Não sabemos do que se origina. Mas quando o identificamos e perdemos tempo com alguma reflexão, estamos lapidando nossas limitações, estamos emergindo diante das barreiras que nos inquietam. É inexpressível quando você diz:  eu não gosto de fulano. Sem identificar motivos claros para isso. Logicamente que temos um arsenal de comportamentos que espelhamos para fazer um julgamento do comportamento alheio. Mas, para isso precisamos conhecê-la antes. Antes de cairmos na precipitação do julgamento de discórdia. Condenando antes do veredicto.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Janela do tempo



Das janelas os que veem meus passos
Vislumbram presente e passado
Naquele  ínfimo pequeno espaço
Que sob seus olhos passo.

E como estes,  estive a olhar
Outros que como eu vieram  passar
Sob  olhares  a escrutinar
Em diferentes óticas o caminhar

Não que tivesse a pretensão
De sobre olhos chamar atenção
Pois no tempo que  estive acolá
Só pensava em velejar

E o tempo se faz presente
Quando a rotina demarca meus passos
E nos dias que vão em frente
O presente  se fez  passado.

Outrora um  jovem mancebo
Arrogante  em pé abrumado
Sob a janela do tempo
Vai ficando curvado.

E os olhos que o seguem
Distraídos não percebem
Que aquele momento  no espaço
Perde-se quando dou mais um passo.

Pois cada passo no tempo
É um segundo a menos
No tempo apressado
Que impõe  seu legado.
 
Esta é a magia do tempo
Que sem ter menor pretensão
Vai desdobrando o momento
Unindo olhos atentos a desatenta visão.

sábado, 27 de junho de 2015

Os Benefícios de Ajudar



É sabido que fazer o bem fortalece o sistema imunológico. É como  um processo de gratificação onde nosso organismo se beneficia de uma atitude consciente em prol  de outros.  Interessante que quando sabemos que algo faz bem procuramos introduzi-lo em nossa rotina. Dizem que os probióticos contribuem para termos uma flora intestinal forte. Então passamos a tomar yogurtes.  Sabemos que azeite contribui para a baixa do colesterol,  dito ruim, então adotamos em nossa dieta.  Adotamos  tudo que teoricamente nos faça bem e nos dê um retorno benéfico.  Os adestradores de cães usam a compensação quando o cachorro executa uma ordem aprendida. Se, executou  bem ganha um petisco. Isso reforça e o  incentiva ao exercício do aprendizado.   Voltando ao nosso tema poderia dizer que somos estimulados positivamente a ação quando sabemos que podem trazer benefícios. Então se nosso sistema imunológico se beneficia de nossas boas ações, porque não praticá-las? Alias isto traz a tona uma pergunta importante. Ação e coisas boas.  Temos feito, temos praticado o dar?  Acho legal quando ouço alguém dizer que foi numa balada e dançou até,  que tomou todas,  que gastou  uma pequena fortuna  sem arrependimento. Legal, muito legal. Afinal você merece. Você trabalha,  estuda, sim, você merece.  É necessário que  tenhamos tempo de qualidade direcionado ao lazer. Isso ajuda a recompor nosso combustível  e faz parte da socialização salutar que tanto precisamos. Você nunca pensa: Estou gastando  dinheiro demais com supérfluos,  e  as crianças pobres da África? Que bom que não pensamos assim para cada atividade gratificante que nos empenhamos... Seria muito desgastante emocionalmente ficarmos nos detonando ao olhar a situação precária dos desamparados do mundo. Sim,  mas nada impede que tenhamos maior consciência e que de alguma forma façamos nossa parte. Poderia  reservar da sua pequena fortuna gasta, uma quantia irrisória  para um orfanato.  O que  uma quantia ínfima  vai acrescentar numa instituição que as vezes tem 400 desamparados?  É, não ajudaria muito, mas,  se   100 pessoas que vão numa  balada  usassem o mesmo argumento criterioso de reservar uma quantidade mínima  já faria diferença.   Não temos muito a consciência de coletividade por isso não damos muita importância a força que juntos temos. Mas para que possamos adquiri-la precisamos começar ter consciência  individual  de  que podemos contribuir para o mundo ser melhor ou pelo menos contribuir para que uma criança tenha uma blusa num inverno rigoroso.  ( E nem me venha com a idéia que isto é obrigação do Estado)  Na bíblia tem uma história bem legal sobre como nossos pequenos recursos podem ser de grande valia. Uma vez no templo  Jesus reparou que os abastados enfiavam a mão no bolso e jogavam uma porção de moedas  na caixa de contribuição.  Aquela atitude chamava atenção porque uma porção de moedas faz  muito barulho. Por outro lado o que chamou atenção de Jesus foi uma velha senhora que depositou apenas uma única  moeda de pouco valor.  Não era um ato  espalhafatoso e certamente muitas outras vezes aquele ato passara despercebido. Jesus então falou : Quem vocês acham que contribuiu com o maior valor?  Houve um burburinho. Não dava pra saber muitos haviam contribuído.  Jesus então falou: Todos estes abastados deram do que  lhes sobrava, . mas aquela pobre mulher deu tudo que tinha. Jesus não estava ensinando que devemos contribuir com tudo que temos mas,  chamava  atenção para que.  não é a quantia que damos é como damos.  Você conhece aquela  propaganda do cartão de crédito que mostra com que  facilidade    podemos nos empenhar na ostentação... E depois chama atenção para uma coisa que parece insignificante mas  que não tem preço.   Talvez devêssemos olhar com mais significância as necessidades dos menos favorecidos e que, notem: precisam da gente.  Sem se importar se você dá mil reais ou um sorriso. Importante é que se fizermos boas ações além de estarmos  ajudando alguém,  ainda estaremos beneficiando nossa própria saúde. Um conceito um tanto grosseiro, mas se não for pela filantropia que seja por você mesmo.