Um dia conversava com uma moça que
acabara de conhecer. Ela dizia: Não sei como alguém pode não ter um carro. Eu não tinha. Senti-me
mal quando aquelas palavras desceram
pela minha garganta como se tivesse tomado algum tipo de remédio amargo. O fato
de não ter parecia uma aberração como
não ter uma perna, ou não ter sei lá, alguma parte essencial do corpo. Despistei.
Não me lembro como respondi, mas provavelmente menti, algo como: Pretendo comprar. Estou ajuntando para comprar um carro zero.. Sei lá. Hoje talvez diria: Da mesma forma que é inadmissível alguém não ter um pedaço de pão. Sim, um simples pedaço de pão para saciar a fome. Talvez a pessoa que não tem, me olharia
desnorteada. Afinal há quem se indigne com o fato de alguém não ter um carro ou um pedaço de pão. Pode parecer aberração, mas entre uma coisa e
outra parece fútil imaginar que há
pessoas que não imaginam alguém não ter
um carro quando lhe falta o pão. E como
tem. Embora seja inadmissível. Imagino um pai, cuja família se alargou demais.
Os frutos sagrados ultrapassaram a cota da sustentabilidade. O salário apertado
que mal da para as despesas mais simples e, sobre a mesa, além das moscar famintas não há
mais nada. E viável que em vários cantos do mundo encontre pessoas nestas
condições e que jamais sonhariam com a
possibilidade de um carro, que para muitos é uma necessidade indispensável, estacionada na garagem, Por
sinal, sonham como uma mesa farta, onde
o filho para encher a barriga não tivesse que tomar água. Mas, enfim a desigualdade
social é uma realidade doída de aceitar. Talvez o governo pensando neta dicotomia
tenha criado seus planos de assistência para diluir um pouco estas diferenças.
Mas a idéia do carro perambula mentes juvenis, motivadas por filmes de Hollywood
e a ascensão ainda que entre a escolha
entre o pão e o carro, seja estapafúrdia, é bem atraente. Então a concepção da idéia carro versus pão
torna-se realidade. E as ditas palavras reverberam como o som da flauta
ludibriando a fome ; ou o governo, como queira. Claro que a cogitação da idéia da
troca do pão pelo carro nem é concebível em lugares do mundo em que ter um
carro é tão desnecessário quanto ter roupa de marca. E onde a fome não é
apagada pelas luzes de neon de cartazes com uma oferta de um modelo do ano
completo.
someone lyke you
domingo, 12 de outubro de 2014
sábado, 4 de outubro de 2014
Contava e ela dormiu
Tenho tanta coisa que com ela
quero compartilhar...Mas, ela dormiu enquanto conversávamos.. A primeira
pergunta que me veio a cabeça. Virei i um chato.? Não percebi que ela estava
cansada. E que nao era apropriado falar naquela hora algo que reservara exclusivamente
para lhe falar. Tipo: Ela precisa saber
disso. Minha empolgação acabou de pronto. Pensando pelo lado positivo, consegui
fazer ela dormir. É, não sabia que tinha esta habilidade. Mas, enfim, acabamos
descobrindo cada coisa. Ainda que seja a
habilidade para fazer alguém dormir. Esqueça isso de conversas salutares, interessantes, cerebrais..Pra
conversas deste tipo fale com você
mesmo. Não que conversar sozinho seja
legal. Mas na falta de melhor Cia. Você tem que aprender se tolerar. Eu falei isso? Seria mais ou menos: Diálogo de um homem
só. Quando sua platéia dorme no ponto
crucial da história previamente selecionada
para contar: Oi, você está aí? Oi! Silencio puro. Do mais cristalino e original.
O vácuo. Um silêncio tão ensurdecedor que as moscas parecem feirantes tentando
vender seu produto. Você pode pensar que é final de carreira, ou como disse,
que você está chato, mas ao menos que
seja o toque das trombetas anunciando o
final do mundo é normal que aconteça. .Nós seres humanos somos realmente
esquisitos, basta a coisa não acontecer como esperamos que tratamos de mostrar nossos dentes como cachorro que se
sente ameaçado. Não corresponder as expectativas é o mesmo que repetir num
teste de emprego. Você não tem o perfil que procuramos. Mas, deixa seu currículo que entraremos em contato. Nestes casos parece que
toda nossa boa e velha sensatez míngua. E nosso senso de justiça e empatia acena de longe. Por
acaso você nunca dormiu vendo um filme? Você planejou a semana toda ver aquele filme que todo mundo comenta. Foi
na locadora, convidou alguns amigos, fez pipoca. O cenário perfeito. Entretanto
na melhor parte do filme, contrariando sua vontade, seus olhos simplesmente
fecham. Se assim, porque numa conversa alguém
não pode dormir? Só por que o maioral e dono do maior umbigo do mundo estava
falando? Eu durmo, você dorme, nos
dormimos, é fato! Não é o fim do mundo se no meio de uma boa conversa sua
amada, idolatrada, adormecer. Será que
sou chato? Será que perdi o encanto? Ei,
se liga. Dormir é divino. E uma função
fisiológica reparadora e quando tem vontade própria é sinal de que seu corpo
mortal e cansado dele precisa. Não é nada pessoal. Não fica achando que
consegue manter os olhos alheios abertos quando o sono chega implacável. Ainda
que você fosse o dono da cocada preta, não conseguiria. Acredite. Apesar de
todos argumentos que procurei pra mim, perdi a excitação de continuar a história.
Fiquei meio borocoxô . Apesar das
desculpas pedidas. Ficou um clima de: será? Voltou o clima de silêncio. Maior do que o diálogo. Quem foi que
disse que o silêncio não fala? O
silêncio fala alto. O silêncio leva-nos em segundos a tantos questionamentos. Faz-nos
buscarmos em nosso subconsciente assuntos, temas, histórias, situações. Todo isso
concorde com o assunto discorrido. Já reparaste como a mente tem uma sagacidade
nata? Podemos ter uma gama interminável de assuntos pra falar mas se a pessoa
que queremos compartilhar dá sinal de indisposição em ouvir não há diálogo.
Deflagra-se uma boa conversa quando não existe boa vontade do ouvinte. Como diz
a lógica é preciso dois para que aja um
diálogo, para que aja uma briga, para que aja um dueto. Dizem que ninguém é um
ilha, nada mais sensato. Mas tenho impressão que somos como uma cordilheira,.
Somos um emaranhado de seres dependentes um do outro,. Dependemos da
sociabilidade, da presença de outros.. Alguma coisa em nosso histórico genético
exige que convivamos e para não contrariar nos rendemos as nossas necessidades
inerentes ao desejo de nossa constituição mental. Mesmo porque fugir disso
significa ser desajustado. Nossa mente adoece, nosso corpo padece, nosso espírito
se abate. Aquele sujeito é esquisito? Oras, este é o preço quando não atendemos
as demandas da nossa primitividade. As pessoas sempre recorrem aos nossos
ancestrais quando precisam de uma explicação para nossas diferenças
homem-mulher.. Somos assim porque para a preservação da espécie o homem era
mais hábil caçador enquanto a mulher se ocupava de outras tarefas. Dando ao homem certas qualidades herdadas dos primitivos
caçadores. E para a mulher com sua percepção mais aguçada todo resto. Pior que
todo este dilema que desatei a pensar pode nem ter passado pela cabeça dela.
Que lutando contra o inimigo sono só queria comigo ficar. Que desperdício de lacunas
para um fato tão singelo..
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
A árvore cabeluda
No caminho que faço para o trabalho, nota-se durante o percurso a vasta gama de coqueiros perfilados como numa fila indiana por todo o
percurso. Beirando a rua lá estão eles, disputando palmo a palmo espaço com os postes . Eram bem pequenos quando Ana
nasceu. Agora começam dar seus primeiros
frutos. Logo, seus frutos poderão ser colhidos e saboreados ali mesmo. Do lado esquerdo dos coqueiros é possível ver um
exercito imenso de eucaliptos formando uma quadra intensa de um exército imóvel
inusitado... No grande descampado onde estão os eucaliptos, há uma variedade
abundante de pássaros, plantas, insetos, dando a
sensação que ao se passar ali está num pequeno parque ecológico. São tantos que
precisam de manobras precisas para que não colidam.. Da rua onde estão os coqueiros pode ver uma
quantidade considerável de pés de goiabas
que na época certa inalam um cheiro inconfundível das brancas, vermelhas prontas
para serem colhidas, oferecidas pela mãe natureza. Se seguir adiante pelo
caminho, dificilmente não observará ela.
Sim, a cabeluda. Minha filha a batizou assim. É difícil não concordar com ela. É uma árvore diferente
de todas que já vi. Suas folhas estão verdes durante todo ano. E ao vê-la
entenderá porque cabeluda. Folhas verdes em demasia dão impressão de uma
cabeleira . A primeira vez que ela me disse isso, ri,. Já tinha observado a
vastidão das folhas, mas só a mente de uma criança poderia fazer tal
comparação. Subíamos a rua descontraídos como sempre fazemos, quando minha filha falou:
Olha, a cabeluda! Criança tem uma visão
engraçada das coisas. Naquele momento foi como se aos meus olhos ela ganhasse vida.
Desde então sempre que passo ali, a imagino convidando-me para entrar no que imagino ser
um reino onde pássaros e outros seres
conversam como gente. Pássaros conversando sobre suas aventuras Outros que ali residem
cuidando da sua rotina e de seus filhos,
aproveitando para pedir roteiros de viagem aos viajantes que ali passam apenas
para aproveitar a sombra e descansarem antes de prosseguir ao seu destino. . A
hospitaleira então lhes fala um pouco da história dos transeuntes que passam
ali todos os dias. E o que aos ouvidos humanos pareceria uma algazarra de
pássaros cantando desordeiramente, aos ouvidos de uma criança seria um riso gostoso depois de escutarem a história
de um tombo sofrido por alguém observado pela
cabeluda. Imagino que ela deva ter muitas histórias para contar, anos, e anos
presenciando idas e vindas de pessoas
que caminham incansáveis pela trilha onde ela se encontra. Posso imaginar a
quantidade de histórias boas que não deva ter. Até eu e minha filha devemos
estar nos contos da cabeluda. Talvez até
para todos os que ali passam, aja um apelido que identifique a personalidade
de cada um. Lá vem o professor.. .Ah,
aquele é o risonho. Hum..Aquele homem quando começou passar aqui era só uma
criança. Olha só como está hoje!.. Esta aí, é a Ana Luiza, passa aqui todas sextas feiras com seu pai. Ela é toda
serelepe e tem uma disposição impressionante.
Outro dia seu pai passou por aqui e perdeu cinqüenta reais quando tirou
o celular do bolso. . Sabe, o pai dela é meio voado, as vezes olha pra mim e parece saber que
posso ouvi-los. Aquele é o seu
Manuel, passa aqui todos os dias fazendo seu Cooper. Ultimamente ele
anda meio devagar. É o joelho. Tento lhe
falar , mas ele não observa os sinais que tento dar.
Nesta época do ano, a cabeluda
gera umas flores vermelhas que parecem um cone,
não sei porque elas me causam certa apreensão. Sempre me vem na cabeça
que podem ser venenosas. Não sei.
Penso muitas vezes em entrar
debaixo da cabeluda para aproveitar sua sombra que nos dias de calor parece tão
convidativo. Mas, não deixo de imaginar
que muitos animais rastejantes devam se recorrer a ela nestes dias.. E também
um pouco de vergonha por imaginar que caso alguém note entrando ali, vá
imaginar que sou algum maluco. As vezes a inibição de parecer maluco nos
limita. Ultimamente tem acontecido uma revolução onde trabalho, o verde tem
sido substituído por prédios para atender a demanda humana cada vez maior. Fico
torcendo para que a cabeluda nunca sofra com este impacto. E que possa
continuar servindo de inspiração para outras
crianças. Sendo apreciada e batizada com
um nome diferente para cada uma delas. E para que possa continuar acumulando histórias
de tantos que por ali passam.
domingo, 14 de setembro de 2014
Dádiva gratuita
Um rosto lindo, simetria perfeita.
Tudo dado de graça . Difícil entender
como rostos bonitos se formam dentro do ventre. A primeira vista um casal
bonito gera um filho bonito. Mas, não é bem assim. Fato é que as pessoas ditas
bonitas têm uma vantagem sobre os outros. Eles já nascem com um cartão de
visita esplendido e que claro, encanta a quem os vê. É um encantamento espontâneo, só de olhá-los fica-se embevecido. Com estes
não é preciso o esforço da apresentação, a conquista dia a dia. Sua beleza
atrai magneticamente. Mas assim como
qualquer dom a beleza é uma dádiva. Não é obra de um pintor que pincela detalhes que lhe atrai, segundo seu gosto. Ou, a arte de um escultor que meticulosamente molda sua obra.
Como um poeta que encanta pela sua visão maravilhosa e detalhista e sua forma
peculiar de expressar palavras. Ainda, como um
compositor cujas melodias nos motiva, emocionam e nos faz chorar.
Ficamos admirados pelo talento. E ele ecoa nas mais diversas aéreas: no esporte,
astros como Michael Jordam que dispensa apresentação, Tiger no golfe, Pele no
futebol, Nas artes são tantos: Picasso,
Tarsila do Amaral, Michelangelo, Leonard Da Vinci... Temos gênios em todas áreas.
Mentes brilhantes que parecem se destacar fazendo pessoas comuns parecerem
idiotas. E assim como a beleza, puf, nasceram com suas aptidões. Não é incrível? Nascem dotados com qualidades excepcionais
que impressionam aos outros, mas para eles mesmos não há nada de genialidade,
assim como a beleza, é uma dádiva. Os nascidos com talentos especiais não fizeram nada para merecer tamanha habilidade. Engraçado que apesar de toda
genialidade, eles são pessoas extremamentes comuns, pois cada individuo é único em sua essência. Não há ninguém igual a
ninguém, em toda grande extensão do
mundo. O que também é irônico. Toda genialidade não faz do gênio uma ilha, dependemos das outras pessoas,
dependemos do sapateiro, dependemos do agricultor que planta o alimento, dependemos do pedreiro
que constrói as obras criadas pelo engenheiro, dos arquitetos que projetam
cidades elaboradas, dos médicos que tratam nossa saúde, dos pesquisadores que
descobrem novas formas de tornar o mundo melhor. Somos cercados de pessoas competentes com
habilidades necessárias para a manutenção da vida e todos contribuem para nossa
estadia na terra, adicionando a nosso intelecto motivação para nosso próprio
engrandecimento. Ainda que alguns contribuam para o benefício de poucas pessoas
enquanto outros, para o de muitas, não há como
medir a importância de um homem para as pessoas que realmente importam, pelos benefícios que ele causa ao mundo, a sua
comunidade, aos seus vizinhos.. Claro que não fecho os olhos ao que sai errado com
aqueles com enorme potencial , mas que não conseguem explorá-lo por motivos
variados. Um grande general morreu e foi
para o céu e quando chegou lá, perguntou a São Pedro quem tinha sido o maior general
de todos os tempos na terra. São Pedro apontou para um homem simples que
cuidava de um pequeno jardim. O
General indignado retrucou: Impossível, eu conheço este homem, ele era apenas
um faxineiro! Então seu Pedro indagou:
Ele seria o maior general se tivesse sido um..
Esta estória mostra-nos que todo ser humano tem seu valor único e
potencial para vôos altos quando as amarras emocionais não o aprisionam
fazendo com que sua própria depreciação
o torne prisioneiro de si mesmo. Talvez não nos foi concedido uma beleza
singular ou um talento impar, mas somos
singulares naquilo que somos: únicos. E como tal não é a beleza, nem o talento que faz um
homem, mas sim sua grandeza diante das adversidades.
sábado, 6 de setembro de 2014
Vigilância necessária
Um belo dia você descobre que não
é imortal. Talvez uma dorzinha que parecia nada, que você tratou com descaso. Não por relaxo, mas simplesmente porque por
algum motivo desconhecido tratou aquilo como algo passageiro. Seu instinto de
urgência não estava alerta para que aquilo fosse de real preocupação. Bom, você
deveria ter, mas não teve. Ou, foi
vitimado por um acidente incomum, sei lá, estava viajando para algum lugar e
numa ultrapassagem imprudente cuja
responsabilidade foi sua ou não culminou num acidente que agora faz você se ver
as coisas com mais cautela.Um familiar próximo que você conhece bem a história
e que repentinamente foi assolado por uma enfermidade. Há inúmeras situações que servem como um
despertador para chamar sua atenção para
a fragilidade da vida. Fragilíssima. E não importa quanto cuidado você possa ter ... Ainda
assim não pode tapar os buracos da fragilidade nem brindar sua vida de forma
que você esteja protegido do imprevisto que abrirá sua mente para o quão frágil
é. Costumamos ver a advertência cuidado frágil
em embalagens que carregam produtos que a manipulação inadequada podem-se
quebrar. Mas, muitas vezes agimos como se nossa vida fosse inquebrável. E
enquanto caminhamos para a maturidade parece que somos tomados por uma
redoma inconsciente de herói (síndrome indestrutível) e perdemos a noção do
quanto somos vulneráveis a esta nossa empolgação
proveniente da nossa jovialidade. Assim motoristas imprudentes arriscam suas
vidas e a dos outros levianamente. Assim nos embebedamos enveredados. Assim andamos com os pés descalços, tomamos águas
de rios, fazemos manobras incríveis em nossos skates, bicicletas... Claro, isto
não deveria nos engessar num medo sem precedentes coibindo nossa volúpia...
Infelizmente nossa cultura ocidental não nos prepara para as seqüelas do futuro
que nos assolarão por causa de nossas atitudes no presente. Um boxeador no auge
de sua carreira não pensará que anos a frente sofrerá de demência. Um jogador
de alta performance não pensará que sofrerá sérios problemas nos joelhos daqui
a 20 anos... Sei,sei, pareço um prenunciador de catástrofes... Não é esta minha
intenção, ela por sinal é advertir para o que negligenciamos por pura
ignorância. Você foi e comprou aquele
produto que foi indicado como o melhor do mercado porque seu vizinho disse que
era excepcional.. Mas você pensou ou
parou pra pensar em todos os aspectos envolvidos na aquisição? O produto é
cancerígeno, tem selo de garantia, foi aprovado como seguro pelo governo, é
seguro para seu filho menor, o valor está dentro do orçamento, ele será útil em
longo prazo, é funcional para sua família ou é apenas uma aquisição para saciar
a sua disputa pelo poder. Não é certo
que deveríamos pensar nisso quando pretendemos fazer qualquer atividade em nossas vida? .Não é certo que
deveríamos ter a perspicácia reflexiva em longo prazo para prevermos os danos
assim como os benefícios para nossa
saúde como um todo? Claro que isto não nos assegura e nem nos dá a garantida de
prosperidade, mas faz com que tomemos as devidas providências para assegurar
que anos a frente não amargaremos nossas decisões motivadas pelo esplendor dos
anos dourados onde parecemos imortais e nem trataremos com descaso aquela
dorzinha incomoda que se arrasta por dias.
Como pai temos grandes responsabilidades quanto a
pensarmos no futuro de nossos filhos. Meu filho não tem o hormônio responsável pelo
crescimento, mas se ele não tivesse um acompanhamento médico que indicasse
isso, ele não poderia ser tratado adequadamente. Este exemplo mostra o quão
vigilantes precisamos estar para minimizar os danos que ocasionalmente possam nos sobrevir.
Vale lembrar aquele velho clichê: É melhor prevenir do que remediar.
Simples, batido, mas, funcional.
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