someone lyke you

domingo, 6 de janeiro de 2013

Queria entender o que nao entendo...



Porque a mulher que quero não me quer? Porque  alguém que se diz amigo trai sua confiança.  Queria entender porque fico irado quando alguém não me compreende quando pareço estar sendo tão claro? Porque minha situação é totalmente oposta  ao  que planejei pra mim? Porque chove exatamente no  horário que saio  do trabalho  ou por incrível que pareça quando planejo  sair?  Queria entender porque aquele pobre coitado  fica ali pedindo esmolas e  porque isso  me incomoda tanto?  Queria entender porque tantas pessoas reclamam de sua situação e parece que para elas nada está bom?  Merda, porque aquela maldita goteira me incomoda tanto ou  aquele maldito pardal resolve cantar no meu melhor sono?Porque aquela  colega  que estava  interessado se interessou por aquele cara nada a ver  e porque fico tão indignado quando, se fosse comigo, estaria achando ótimo e não atirando pedras? Porque as coisas nunca estão a nossa disposição e tudo que queremos parece tão difícil? Lógico que impera neste momento meu lado egoísta que me torna tão mesquinho quando coisas essencialmente mais importantes deveriam ser  mencionadas como: doenças incuráveis, o câncer que abate um pessoa que parecia tão feliz e cheio de vida, ou a disparidade das condições sociais onde poucos tem muito e tantos nada tem..  Gostaria de entender porque noticias sensacionalistas vão a mídia  numa disputa acirrada por audiência e pouca preocupação com os familiares que acabam de perder um ente querido..Porque governantes inescrupulosos decidem tiranamente quem vai viver ou morrer?  Pior, porque quando preciso de um médico me sinto totalmente fragilizado diante de um atendimento medíocre e médicos que não sabem  o que fazer e prescrevem receitas baseadas numa conclusão insólita... Aqui cabe uma advertência: não fique doente porque se você precisar de um tratamento  com alguma urgência será negligenciado, será tratado como bicho e ninguém poderá fazer nada para salvar sua vida a menos que tenha muito dinheiro e não precise se sujeitar ao SUS ou  a algum plano de saúde onde você parece  mera mercadoria onde o  que impera é o tamanho de sua conta bancária. Tantas coisas me fogem a compreensão. Porque morremos ou porque envelhecemos, para que estamos neste mundo? Porque parece que certas pessoas vieram ao mundo só pra sofrer enquanto outras parecem estarem  num parque de diversões? Porque me sinto impotente diante de certas circunstâncias e porque simplesmente me calo quando queria tanto poder falar.  Imagine quantas pessoas agora estão se perguntando por que eu? Porque isso foi acontecer comigo?  Gostaria muito de entender o que não entendo, estender a mão ao desamparado , saciar a fome de que não tem o que comer, assistir ao aflito , ao que não tem moradia  e   que vive sob forte tensão por conta disso , ao pobre coitado que sofre de uma enfermidade  e não tem a quem recorrer, ao miserável que precisou do SUS. Queria  tirar o poder de dinheiro para que as pessoas fossem mais iguais, queria que nosso maior inimigo a morte fosse tragada pra sempre e pudéssemos viver para sempre numa condição paradisíaca..Adicione os meus porquês aos seus e certamente teremos uma lista interminável de interrogações.  Uns o tempo responderá e outros nunca chegarão a nossa compreensão... Esta é a vida... Mas, suponho que em algum lugar estarão as respostas definitivas,  e quem sabe elas não estejam em Deus?
Por enquanto queria... ,  e acho que vou  continuar querendo...

domingo, 23 de dezembro de 2012

Diante da luz as cores vituperam meu ser...





Diante da luz as cores vituperam meu ser
Enfadado tentando absorver
O Escuro que minha alma mostrara
Ando parvo no saber, entorpecido ao ver
O negrume da minha aura

Atiro-me em desalinho
Revendo porque os espinhos
Dilaceram meu coração.
Reclamo aos montes uivantes
Vidas que num instante
São como folhas ao chão.

Queixoso torno-me rude
Não há nada que me adule
Fazendo -me reconsiderar
Destilo   veneno ao vento
Tanta dor e sofrimento
Como pode alguém aturar?

Procuro na luz esperança
Ventura e bonança
No átrio comensal
O cálice do sonho, agora promíscuo
Atina  a dor por ofício
Um gole infecto e venal

Injetei a vida agora
A fantasia foi-se embora
Sobrou o castiçal
Busco a paz, embora sou capaz
De acordar neste instante.

Aos famintos que se foram
Sobraram   reticências
Quantos ainda embarcarão
Vítimas das  quimioindecências
Será que a incoerência
Faz um sonho virar sabão?

Eu urdo com o tempo esvaído
Entre covas e cavados
Estou atrelado
Por aquilo que me permeia
Uma veia, um grito
Um suspiro um gemido
Um ai,ais, o relógio demarcou
O fim da ponte.
A vela que apagou

As histórias que saboreiam
Infinitas recordações
Um  autoretrato,  sinos tocados
Em homenagem a quem deixou
Funesto, o abscesso não cicatrizou

Pra cada vida um ponto
Pra cada ponto uma flor
Pra flor uma semente
Pra cada semente dor


A vida e seus balaios
Fica no ar questionado
Quem corre é socorrido
Quem labuta é compensado
Quem escolhe é protegido
Quem semeia é semeado?


E sobre mentes um tanto discorre
Fatos, tablados , planos, conflitos
A quem muito é ofertado
Tanto será diferido

Soslaio por tantas janelas
O  inculpe sobre o vão
O vão do desmedido, da desilusão
Do sonho interrompido, da constatação
Que o amargo e o contrito
Amarra a camisa ao botão
E  o perjúrio roto, entrementes
Dita que não há mais.
Quando  a fome e  o desejo dão as mãos.

Mas é pura ironia enquanto
Enquanto um deseja o pão
O outro cujo  o cheiro é  bem besuntado
Não lhe apetece não.

As cores vituperam meu ser...
Porque entre rogos e rogados
E difícil a coerência entender.
Se o fio jaz desencapado
Algum desavisado
Irá com ele ter.


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Tantas coisas me fogem da compreensão e tantas aceito porque me parecem sensatas



 Estes dias enquanto me dirigia  para a pista onde costumo correr  me deparei com uns guris que atiravam pedra num vespeiro.  Imagino que se a pedra   fosse certeira em estaria em maus lençóis, eu me encaminhava exatamente para onde se localizava o enxame. Como  o tiro não fora certeiro, um dos guris acenou com a mão me alertando do que estavam prestes a fazer.  Eu poderia ter me dado mau, pude imaginar enquanto desviava do itinerário das abelhas  o que aconteceria  se entre elas houvesse eu, um  itinerante desavisado.  Certos assuntos são exatamente assim,  as vezes seria melhor deixá-los quieto.  Você pode ter boas intenções  em querer trazer a tona determinados questionamentos e causar uma efusão catastrófica por palavras ditas irrefletidamente ou refletidas mas que  pela polêmica e  consequências não deveriam ser ditas. Mexer com um vespeiro nem sempre é uma boa decisão. Certos assuntos devem ser falados numa conversa  mais pessoal  mas nunca escritos. As palavras são eternas elas ficam ali e podem ser esmiuçadas e saboreadas prazerosamente ou desprazidas...Alguns assuntos delicados tem a ver com preferências alheias e muitas destas me fogem da compreensão.  E por não entendê-las  me pergunto:  As coisas que me fogem da compreensão serão tabus que incuti pelos princípios aprendidos?  Serão por acaso indícios de minha imaturidade e egoísmo? Minhas conveniências?  Resultado de um machismo exacerbado?  Falta do conhecimento dos fatos? Fico a me perguntar se o que para mim é tão constrangedor aos olhos dos outros assim o são. E se o são porque ficamos submissos, temerosos , calados , amofinados, indignados . Não sei . Nem sempre calar é consentir, só para variar, calar pode ser não polemizar, não levantar bandeiras, não massacrar a quem acredita num ponto de vista diferente, a quem viva um  modo de vida diferente. Fazer isto pode   ser indigesto porque quando eu jogo pedra num vespeiro é de se esperar que as abelhas reajam. E pra que polemizar  quando o assunto é tão delicado, tão ambíguo?   Não sei, vivemos cheios de tantas incompreensões e é tão difícil termos clareza em cada um destes questionamentos que realmente não sei porque certas coisas nos aflige.  Pensei se isto seria uma espécie de seleção natural ,  a lei do mais forte, mas, será que o mais  apto a sobrevivência faria algum sentido aqui?  Hoje num mundo onde a igualdade, o estilo de vida, o prazer , a busca da felicidade é tão decantada de valores que ao falar neles pode-se causar uma tremenda polêmica que podem custar bem mais  do que alguns picadas doídas.  Na verdade cada dia que passa sinto que nada tem valor, nem as próprias verdades ditas como absolutas parecem sólidas, parece que mui facilmente somos movidos pelo que queremos acreditar muito mais do que pelo que  realmente é a verdade.  Por outro lado a verdade liberta de tantos tabus, de tantos hábitos e temores que soa até estranho saber que existem pessoas que preferem a mentira, como forma de cócegas no ouvido,  para não terem que mudar suas atitudes. Neste sentido minha sensatez  é então   um dedo de cuidado para não ir de encontro a um vespeiro

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O Enigma da Dor



O enigma da dor
Física ou moral
Que os olhos expressam        
Em  gotas

Quando aperta
Dor visceral
Da alma ou carnal
Jorra

Quando o peito sufoca
E já não suporta
Os olhos despejam
Lágrimas

Quando exibidas
Nos olhos as vê
A dor desprender
Alivio  da alma

Quantos segredos
O peito suporta
Antes que as portas
Das comportas da alma
Sangrem

Extravasam túrbidas
Extravasam rugem
Extravasam consomem
Extravasam límpidas
Extravasam purificam
Extravasam refazem