someone lyke you

domingo, 2 de dezembro de 2012

Dia com filha


Era 11 horas  meu celular tocou . Era minha filha.  Pai,-  disse ela,-  o que você vai fazer hoje? .  Limpeza, filha - respondi. Ela então continuou, Pai,   eu  queria ir o shopping . Então falei:  Vamos sim, filha!!  O pai vai arrumar a casa e depois das 16:00, passo aí pra te pegar... Ela concordou. Despedimos-nos e voltei aos meus afazeres.  Depois de 15 minutos o telefone tocou novamente.  Era ela .  Pai,  é que a mãe vai  sair agora      e eu  queria aproveitar . Eu já me organizara para começar a chata faxina. Quis argumentar  tentando manter o horário que havíamos combinado  mas, cedi quando ela falou que me ajudaria na limpeza. Afinal  Quem é que  pode recusar o convite de uma criança ?  E  pensei se não seria perder uma oportunidade imperdível. Não serão muitas vezes  que ela nos seus  7 anos  de vida  se oferecerá para aquele momento único em me ajudar num trabalho chato  e para ir ao shopping. Ela logo chegou. Eu que já estava munido das ferramentas necessárias para limpeza, abracei-a e lhe dei a mangueira para esguichar água enquanto eu esfregava ferozmente o chão impregnado de sujeiras.  Tive a impressão que minha filha novinha ainda não tinha nenhuma intimidade com uma mangueira  e tratei de explicar-lhe o manejo adequado. Ela parecia curtir muito aquele momento,  o que seria um lado avesso ao que eu pensava sobre faxina doméstica embora vez ou outra eu recebesse  um banho de água repentino.  Depois de tudo esfregado era hora de enxaguar e achei mais adequado que eu conduzisse a mangueira. Ela então se encarregou de puxar a água. Acho que foi uma das poucas vezes que achei, digamos, divertido a faxina. Enfim terminamos.  Era hora de nos aprontarmos para o shopping.  Veio-me a mente a frase: Depois do trabalho,  o lazer..  Soou engraçado eu pensar assim. Chegamos no shopping umas  4 horas da tarde.  Aquela muvuca peculiar quando você está com uma criança é bem mais atrativa. Tínhamos o objetivo de irmos a uma livraria comprar um livro e assim o fizemos, mas não antes de entrarmos em várias lojas e experimentar algumas roupas e  olharmos  alguns modelos de óculos que ela anda namorando faz algum tempo. Fiquei besta com a forma que ela imaginava como determinado adorno combinaria com seu vestido roxo, ou com seu vestido rosa. Como aquele sandália cairia bem com sua bolsa .  Descobri que se pode aprender muito com uma criança num lugar que aparentemente se estivesse sozinho só serviria  para comprar. Ah, ia me esquecendo de um episódio. Ao chegarmos passamos pelo MacDonalds e ela quis tomar um sorvete. Aquele me pareceu o melhor sorvete do mundo,  pelo  deleite que ele lhe dava :  Hummm, tá delicio!! Humm, Pai, é o  melhor sorvete que já tomei!  E lambia os  beiços .  Esta calda de morango, está uma delicia..  Fomos a livraria .  Lógico, ela foi direto para seção onde  estavam os livros infantis e onde se pode ler a vontade , se assim desejar. Perdemos um pouco de tempo ali, até que eu já sem paciência pedi para ela escolher o livro. Depois quando íamos embora não pude resistir movido pela propaganda do sorvete tão bem feita por ela, senti uma vontade irresistível de tomar um.  Escolhi um de cacau  e ela por sua vez escolheu três sabores. O cheiro era divino, bem,  o gosto também. .. .. Já era noite quando saímos do shopping,  Nos dirigimos então para o trailer que costumamos comprar lanches.Imaginei por segundos a mãe dela me recriminando pelo tipo de alimentação que ofereço. Ela certamente me passaria um sabão.  Pedi um X frango Egg salada como de costume e ela  seu X salada. Foi um bom dia.
Quando deu 23 horas seu irmão veio buscá-la..Sim foi um ótimo dia. Ai, minha filha! Aquele ser miúdo as vezes faz a vida ter tanto sentido.  O mais interessante que aqueles momentos são mais do que aquelas horas que  vivenciamos porque mesmo depois de muito tempo ainda nutro enorme satisfação das lembranças que me proporcionam.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Conflitos



No chão deveriam estar meus pés
Mas eles não estão...
Deitado na relva  te vejo nas nuvens
Com  Clio a servir de inspiração
Crio nas nuvens a expressão da paixão
Que os tambores rufem
Que eu tenha fé

Os lampejos, os devaneios me fazem herói,
 Príncipe num mundo colorido, de sonhos e
Infinitos desejos... 
Não, não sou como Atena e  fraquejo
Não devia fraquejar
Estou a me questionar:
Porque me privar do que é bom, de sonetos lindos, de orquestras efusivas.
Da lasciva, da paixão?
 Do fogo alastrando pelas entranhas, da cama,
Da luxúria, da fantasia que emana.
Da tentação?
Ai, a prenda estonteante que desatina.
Sou abjeto, espúrio, sou  a placa de advertência que avisa
Sou lodo num canto do muro
O desejo é tudo?
O desejo de esperar, o desejo de querer,
o desejo de amar, o desejo de ter
Cansei da dissonância, quero ser uníssono,  
Cansei  de aplaudir, cantarei
Quero as curvas, quero o toque desenfreado.
Quero os beijos almejados, cálidos.
Deslumbrante viço
Porque se quero  terei...

? ...

Quero você arfante
Hummmm, borbulhas flutuantes!
Quero perder os sentidos,
 Quero subir no palco incontido, os passos desmedidos.
Porque se quero eu consigo.


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Alma Gêmeas?


É tão difícil encontrar o que chamam alma gêmeas. Porque será? Esta é fácil de responder : Porque  não existe... Não existe este negócio de “alma gêmeas”, pessoa que foi feita pra você. A vida seria muito sem graça se no casamento não existisse   o trabalho árduo de aprender a conviver com o ser amado,  aprender tolerância, aprender com os erros, aprender a ceder em prol de alguém, passando por conflitos emocionais, dificuldades financeiras (entre a maioria dos casais, salvo os abastados) . Guardo comigo uma história desde a tenra idade quando procurava respostas pra o casamento feliz.  Uma jovem estava totalmente apaixonada por aquele belo espécime do sexo masculino:  másculo e  belo. Embora a família fosse totalmente contra, não que isto seja item indispensável para escolha do seu parceiro, mas a família, talvez considere outras coisas  alem da beleza externa. O jovem em referência, era um trapezista num circo e quando se viram foi a amor a primeira vista. Então contra tudo e todos o jovem casal estava irredutível no propósito de ficarem juntos, lógico passando por cima de toda a lógica das diferenças de classe, de um trabalho seguro, de maior conhecimento... entre outros itens. Como a família estava firme na sua posição de não permitir o casamento , o  jovem casal fugiu..  Depois de 20 anos de vida em comum,  a mulher agora,  que fora viver seu conto de fadas tinha uma idéia diferente de seus atos de 20 anos atrás. Numa carta comovente aos seus pais, ela confessava que faria tudo diferente se pudesse voltar no tempo. Agora em meio a um divórcio tumultuado ela abria seu coração para seus pais , que por sua vez também carregavam um fardo por não terem dado o devido apoio a filha na ocasião... 
Um conto de fadas  não é algo que se pode esperar do casamento. O casamento na sua fase madura exige esforços mútuos para que funcione. Não é tão simples como a frase dos contos: E foram felizes para sempre..  Numa matéria alertadora sobre os perigos de fechar os olhos aos conflitos no casamento o tema de uma revista destacava:  Se quer que seu casamento seja bem sucedido, espere o inesperado... Espere o inesperado? Sim,  porque quando fazemos planos deveríamos sobretudo considerar que no caminho pode aparecer percalços e estes podem ser diferentes daquilo que inicialmente esperávamos.  A título de exemplo vamos considerar que  você fez planos para  ter filhos e descobre que seu cônjuge não poderá lhe dar.  Você não esperava por isso, e isto pode ser muito frustrante, mas se você levasse em conta o inesperado, embora ficasse muito abalado ainda assim não seria tão avassalador como se fosse inadmissível esta possibilidade.  O inesperado nos deixa mais preparados para a realidade que pode ser diferente daquela que sonhamos e,  de certa forma nos prepara para alternativas. Na linha do exemplo acima, o casal poderia pensar numa adoção.  Os filmes nos passam a idéia cor de rosa, mas deturpada de que quando aparecer o príncipe encantado viveremos felizes para sempre... Mas, a realidade  pode ser bem outra... A maioria dos casais que conseguem dizer que amam suas esposas após anos e anos de vida em comum, certamente dispunham de maiores expectativas do que simplesmente esperarem que viveriam em conto de fadas. Quanto a alma gemas lamento informar:   compraste gato por lebre.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Feiurinha!!!



Feiurinha era seu nick, mas te garanto,  não tinha nada a ver, dizia Carlos.  Quando se conheceram no chat,  pela escrita,  era fácil notar que ela  era culta, polida e acima de tudo delicada, não se via em sua escrita o que comumente se vê: escrita ruim, erros absurdos que chegam a ser engraçados, abreviaturas inexistentes...estas coisas que enriquecem nossa língua mas que enfurece imensamente os eruditos. Enfim...A conversa de Carlos com feiurinha parecia fluir como se ambos já se conhecessem e,  como parecia existir uma química entre ambos, algo lhe dizia que ela não tinha nada a ver com o Nick pelo qual se descrevia. A curiosidade aguçou  sua vontade de conhecê-la. Ela até que resistiu, mas como a conversa era boa e o rapaz parecia muito atraente, ela  cedeu e o adicionou no Msn...Então, ambos foram  pra lá conversar já que a curiosidade era mútua... Inicialmente no perfil dela não havia foto alguma, ele então,  não querendo ser direto indagou ter  certeza que ela não era feia... Então ela postou a foto... Ele ficou cético quando a viu: a pele morena brilhante como se a tivessem lustrado, a maquiagem discreta e bem feita dava um  ar de uma foto trabalhada cuidadosamente: cílios postiços, uma sombra negra nos cantos dos olhos que parecia aumentar a dimensão  deles , o cabelo com um coque discreto separava os cabelos longos e partidos para direita. Lembrava a imagem de uma deusa egípcia,  quando se procura  no Google referência a deidades e rainhas egípcias. Depois de algum tempo de conversa e vendo que a empolgação não acabava resolveram retornar no dia seguinte para que pudessem continuar se conhecendo...
No dia seguinte no horário combinado ambos estavam aguardando o outro tomar a iniciativa.. E como bom cavalheiro foi Carlos que iniciou a conversa: E, aí, pensou em mim? .... A conversa transcorreu bem,  e agora parecia incontrolável a necessidade de mais:  webcam...  Desa vez  ela tomou a iniciativa. Ligou a webcam. Carlos ficou ainda mais surpreso ao vê-la , ao ouvi-la... Ela conseguia ser mais bonita do que na foto, o corpo esbelto coberto por  um pijama de seda de um verde marinho suave e lindo. O sorriso solto,  sem miséria tomava-lhe a face toda o  que dava um destaque especial a dentição bonita, como se ali, bactérias tivessem pouca ou nenhuma chance de atuar.  Os traços  do rosto eram suaves como de uma menininha que desponta para o amor.. Havia nas bochechas 2 covinhas,  que quando criança, Carlos cansara de ouvir que era sinal de beleza... O queixo de  uma suavidade perfeita que parecia combinar com todo layout do rosto.  A voz melíflua suava como se nela houvesse um encantamento que fazia com que Carlos quisesse ouvi-la horas à fio.  As curvas sobressalentes eram como que  se ele estivesse diante de Atenas o que  tornava a missão do pijama quase impossível de ser cumprida, já que os olhos ímpios de Carlos já a desnudara fazia tempo. Ele se concentrou no sorriso dela e não se sabe por que vislumbrou a cara de Monalisa com aquele ar de: não sei o que, hã?!  Se transformar numa cara com um sorriso definitivamente sem graça diante da beleza de feiurinha,  o que fizera  ele contestar novamente seu  Nick. Seria uma forma de passar oculta diante dos lobos vorazes dos chats, ou porque ela realmente se achava feia? Não, não. Isso não seria possível, até um cego poderia definir pela doçura de sua voz que a feiura não lhe caia bem.  Por meses então foram tomados pela paixão virtual. Se não se falavam, escreviam e se não escreviam,  falavam . Era um looping desenfreado de comportamentos repreensivos. A mãe de feiurinha  já se preocupara pelas olheiras que despontavam nos olhos da menina que por ironia do destino a faziam ainda mais bela... Era de dar raiva!!!.
Mas os lírios do campo também murcham e num belo dia sem nenhuma explicação, Feiurinha não apareceu mais.  Carlos como não era de cobrar perpetuação, calou-se e murchou junto. Como diria o poeta: É assim a vida: um dia de sol, dois  de chuvas, três de frio e  quatro ? Ah, no quarto  quem sabe lá o que acontecerá!
OBS: Na verdade,  seria: quatro de esporros e confusões... Ah, mas deixa quieto!!!

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Eu não sei quem é você


Eu não sei quem você é
É um fruto proibido
Mas você mexeu comigo.
Foi um treco bem carnal
Foi um tiro e  foi fatal
Apaixonei-me, pingo!

Seu sorriso casual
O Seu corpo sensual
Eu  perdi, estou perdido
Sua boca quis beijar
Bem de perto quis te olhar
Estou sob teu feitiço..

Se é fácil se apaixonar
Quando a beleza é singular
É tão fácil se envolver
Quando olho para você
                                                             E agora não sei o que acontece,
Só me apetece, só me apetece
Isto é coisa que  acontece
Você  aparece e tudo acontece

Sei que é  algo banal
O tempo irá apagar
Este sonho , este  episódio.... hum hum ( c )
Ai  se pudesse sonhar
Este treco continuar
Seria então  seu sócio

Seu sócio de cama e fogão
De sonhos e ilusão
De vidas contínua ter  e eeeeeeeeeee  ( c )
Dormir e acordar
Sonhar e concretizar
Ao teu lado viver