someone lyke you

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O amor não deveria ser posto em cheque

O amor não deveria ser posto em cheque
Porque o amor em si não tem pretensões
Ele chega e se apodera 
Não tem dimensões
Ele é livre pra voos maiores
O amor não circula pela razão
Embora a razão seja seu maior triunfo
O amor não opera pela cartilha da lógica
Embora a lógica seja sua ciência.
O Amor não deve ser posto em cheque
Ele por si só não deseja o mal
Ele quer estar junto quer galgar montanhas
Quer superar desventuras..
Quer enfrentar barreiras
O amor não visa lucros ou dividendos
Sua moeda de troca é o carinho
Ele fortalece os fracos
E dá vida aos que padecem
O amor faz loucuras.
Porque o amor é desprendido
Porque o amor é autonomo
Ele não se prende a regras
Quando todos dizem não
O amor diz sim
Porque ele não julga ele apenas opera.

O lado desconhecido da verdade

As vezes somos os últimos a saber como as coisas acontecem
Esperamos verdades e nos surpreendemos quando antes dela nos chegam os resultados de uma trama.
As pessoas fazem coisas que almejam que desejam quando isto as beneficia. .Depois usam desculpas pra justificar o que elas já tinham decidido fazer.  Judas é um exemplo perfeito disso... Ele tramou entregar Jesus a seus inimigos por tras  dos bastidores. .  Na sua forma de ver as coisas  achou que se beneficiar financeiramente da situação era uma forma justificável  e que apaziguaria seu coração diante do que ele sabia perfeitamente que era errado.  No momento do beijo que selou a traição, toda a trama feita as ocultas foi revelada. Exceto por Jesus,  todos os discípulos presentes foram pegos de surpresa..Embora,   todas as pessoas envolvidas na trama  sabiam perfeitamente do acordo feito. 
Não é nada produtivo quando isolamos a história e não fazemos nenhuma aplicação dela... Mas existem muitos Judas dos tempos modernos atuando efetivamente nos dias de hoje.. Pessoas que em prol de dos seus objetivos ignoram completamente a quem estão prejudicando. E estão dispostos a qualquer ação pra que aquilo que ardilosamente planejaram ou intencionaram, aconteça... Numa frase peculiar: lobos em pele de cordeiro.
Além de uma traição é uma tremenda covardia porque quando as coisas vêem a tona não resta mais nada a se fazer a não ser como Jesus,  se dobrar diante da triste realidade que se apresenta e na sua inocência padecer por uma ignominiosa atitude egoísta.
Quantas vezes não vemos um bom empregado  ser demitido por alguém mais esperto que por baixo dos panos criou toda uma situação que culminaria na demissão?
Judas quando traiu  caiu em si.. O  engodo do desejo deu a luz ao pecado e o pecado gerou a morte.

Liberto-me

Voar cabe aos pássaros
Meus pensamentos voam também
Não posso desvendar os pensamentos de ninguém
Não posso obrigar-te a revelar devaneios
Desejos que em ti permeiam
Vôos que ti convém
Dentro de ti há uma morada
Mobiliada com seus desejos
Neles não há intrusos dando pitaco
Ditando parâmetros
Criticando anseios
Medindo o impacto

Há fina tênue das razões
Mirabolantes num contexto estranho
Tristes, enfadonhos
Cálculos mal planejados
Saltos dados sem diretriz alguma
Jogo na linha de horizontes
Vago em conclusões
Nau de espuma

Agora repousa serena
Mas valeu a pena?
Voar em devaneios
Recrutar o passado recalcitrante
Lapidar diamante
Fundir desejos

Minas terrestres por todo lado
Onde piso agora, causará dor?
Pensamentos febris que se insinuam
Namoro a turba, vivo de horror
Um piso em falso fico aleijado
Dá-se pitaco: envenenam

Denomino-me lasciva
Vôos furtados, navegador
Horizontes perdidos
Causa,  efeito, dor
Desmonte a cena
Contrarie o jogo
Repousa serena, como?
Lá fora estão os cães
Ladram sem parar
Quem vai entender
Quem vai chorar
Dane-se a estupidez
Faria tudo outra vez?
Dá pra  entender?
Deixar voar?

A turba de sonhos sonhados
Os vôos nunca revelados
A serena precipitação
Mentes desvairadas
Velas assobradas
Imperfeita conclusão
Condiciono,  obrigo, imponho
Calo-me. Liberto-me

Teoria do nada

Temos  algum poder em nossas mãos para escolher  aquilo que mais nos aprouve. Temos o livre arbítrio pra tomarmos nossas decisões baseadas em experiências, gostos e preferências, mas não temos o poder do discernimento? Ou temos?   Verdade é que nos deixamos  levar por um impulsividade que vai além de nossa racionalização dos fatos,  e  compactuamos com esperanças arrefecidas, mas vivas , que apesar de todos verem  a situação de um jeito,  vemos do outro.  Isso porque além dos fatos que sobrepujam  e inclinam a balança desmedidamente para o obvio,   nosso coração em comunhão com nosso desejo fala alto, e as vezes,  muito alto.  Quando expomos os fatos a um desconhecido talvez ele, na ponta da língua apresente  a solução para nosso conflito. Nem sempre o conselho é sábio, mas ao menos,  é racional. Somos dotados desta capacidade de soluções prontas diante de  situações que racionalmente concluímos serem  boas ou ruins. Assim, raramente,  deixamos sedenta a pessoa que compartilha conosco informações pessoais.  “Ah, deixe este cara, ele é um babaca”, “Ela fez isso? O que ainda está fazendo com ela?”, rrsrs..   Mas, no íntimo não procuramos soluções e sim uma afirmação de que estamos fazendo a coisa certa, ou,  se não pretendemos fazer nada a respeito, nos confortamos em  saber que existem pessoas que pensam como nos.  As vezes penso que os valores mais preciosos estão sendo esquecidos no fundo de um baú e,  em detrimento dele,  liberamos aqueles sentimentos mais frívolos pra resolver situações que precisam ser  tratadas com  maior seriedade.  Explico:  Imagine  que numa família  a coisa mais importante é aquilo que beneficia a todos ... Mas,  não raro as pessoas fazem aquilo que beneficia a si mesmas.  E  não adianta apontar o dedo e dizer que aquilo esta   errado, as pessoas simplesmente não conseguem ver desta forma. Perderam noção de valores e pior aqueles que os tem , são tratados como incomuns.. . Os valores estão tão invertidos que vejo filhos confortando pais  e pais que deveriam estar tomando a rédea de seus filhos totalmente indefesos diante da ânsia de seus filhos e ainda pior,  se submetendo aos seus caprichos , vontades e questionamentos, as vezes se igualando a eles,  em atitudes ..  Não sei,  ainda acho que a incumbência dos pais é educar, fazer de seus  filhos seres humanos melhores e não os criarem a base de mimos, tolerância desenfreada  e disponibilidade de escolherem aquilo que querem fazer. Desculpa, isto ao meu ver, só estimula  o egoísmo, a falta de empatia a seus semelhantes  e a equidade que é essencial  para existir interação entre aquilo que gostamos e aquilo  a qual devemos  respeito.  A fina tênue entre os limites e a disciplina não é tão tênue assim, ela é bastante distinta e exige que cada um ocupe seu papel dentro da família: filho é filho. É o ser que está ali para ser educado, que precisa de limites, que precisa distinguir a diferença entre liberdade e respeito, que precisa se submeter a autoridade dos adultos e maiorais que ocupam posições  estabelecidas por leis. ( Tudo isso lhe soa cafona, sem nexo, perjorativo? ) E,  mãe é mãe , cabe a ela incutir amorosamente  valores e inclusive fé, coisa que está cada vez mais esquecida dentre  valores. O pai igualmente deve assumir suas  incumbências.. Sim, cada um cooperando para que exista harmonia. Refiro-me a família que deveria ser a cerne de onde nos originamos como pessoas, mas o conceito se estende em todos os laços vida adentro.  Imagine como deve ser um lar onde o filho dita as regras? Teríamos pizzas todas as noites.....
Sim, temos discernimento, o livre arbítrio, o poder de escolhas para fazermos mudanças,  endireitar as coisas , prosperamos. Ouuuuuuuuuu  não.

O mundo girou ao contrário

Hoje o mundo girou ao contrário
Tudo deu errado
O bem que deveria fazer não fiz.
A mulher que deveria respeitar
Também não
O lamaçal de desmandos esta formado:
Destitui sonhos,
acusei sem provas.
Ridicularizei sua sensibilidade,
Expus minhas mesquinharias
Demonstrei infidelidade,

Provoquei controversias
Retalhei quando deveria ouvir
Estremeci sua segurança.
Titubeei , estremeci

Costurei seus lábios aos vexames
Tatuei a tristeza em seu sorriso.
Malogrei  seus sonhos mais bonitos
Exaltei o pessimismo

Tapei os ouvidos:
Fiz ouvido moco aos seus queixumes
Dividi o que foi constituído.
Maquiei o feio com perfumes.

Melindrei quando estava errado.
Atordoava-te dormindo
Você foi definhando
Eu te vi sumindo

Agora estou só, com tempo pra pensar nos erros
Os erros que me consomem em dó.
Estou aqui arrependido.
Mas, se voltasse a ver o sol.
Ele perderia novamente a graça?
Sendo a desgraça que  me faz sentido
 Na  falta dela, voltaria a ser
O  que estou admitindo?

Eu só queria acreditar
Sete vezes ser perdoado
E tê-la pra sempre ao meu lado.
Vê-la  reluzente em frente ao espelho
Sem medo dos meus devaneios..

Eu só queria desfrutar do seu legado
Como  anjo, observá-la dormindo.
Sem se preocupar com meus escrutínios.
Só queria tê-la ao meu lado.
Ver a velhice selando nossa eterna união.
Seria muito bom, se pudesse fazê-la segura
Num cais que não inspira conturbação

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

sepulcro caiado

Os erros  da vida te acompanham
E você cheia de manha
Fez mais uma vítima
Suas investidas são fulminantes
Abate o ser galopante
Deixando-o em forma tísica

Com palavras,  golpeia e censura
Atropela , serpentea, atua
Com flagelos: desdém e dor
Se escondendo junto a hipocrisia
Quando sua moral definha
Com seu dedo acusador

Onde está o sepulcro caiado
Bonito todo enfeitado
Onde esconde o que você é..
Onde esta o solo condenado
Que esconde atormentado
Seus encantos de mulher..

A mentira é seu galardão
Triunfante desolação
Tua fala macia
Nas odres vão torturados
Covil  de  pobre coitado
Tua biografia

Enobrece o que não vive
Cultua o que não é..
Mas é com suas gamelas
Que os indoutos se revolvem
Seu passado é uma prisão
Que trancou seu coração
Das levezas da verdade

Então pro passado você  volta
E pisa na bosta
E suja  todo seu presente

Onde se planta a mentira
O solo está  condenado
Nada  nasce senão abrolhos
E estes abundam
Nas costas a mentira vira um fardo
Na boca ilusao.
No coração veneno.

Debruça-te e peça perdão
Renove se coração
Busque a verdade
Não o meio

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Hoje estou aqui,
Sem motivos pra viver
Deixando que o tempo faça
O que tem que fazer

Nao, não vejo graça
No ceu brilhando, nos passaros cantando, no amanhcer
Estou embriagado
Sem beber

A apatia minha amiga
Debruçada sobre a razão
aluvia os pensamentos
Emudece o coração.

Entorpecido, meu coração da asas a
minha mente.
Não é que eu seja descrente
mas o tempo pra mim parou
Despiu-me da alegria, da esperança e do amor

Roto empobrecido pelo vento
Que levou a esperança
sou vago,  um vazio, um calabouço
Se falo não me ouço, se me ouço
não ligo.
É dos fingidos, que nos chamam de hipócritas?
cuja rotula em declínio, debruçou-me sobre si?
É deles a vitória?

Se os lábios que beijei,  declaram desamor
Me tiram o teto e o pudor
Fico embriago de desilusões,
em honra e  sobrecarregado de culpas.
lavei as mãos, porém as luvas
cheirando torpor

Como Judas veste-se bem
Pra receber as moedas
Não sabe o que o espera
Não sabe que a vela queima
E o vulto da decepção,  cobra seus laureis...

Hoje estou aqui,
Inerte,  maculado
O coração extirpado, os pensamentos ensanguentados
Onde eu dormia outro de debruça
A haste da corda aprumada
O seu pesco a abraça.
E as 30 moedas não tem dono...